Raquel Viana, aluna da Ilum Escola de Ciência, foi reconhecida por pesquisa na área de nanomateriais
A estudante Raquel Viana, da Ilum Escola de Ciência, a faculdade do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), recebeu uma menção honrosa durante o Encontro de Outono de 2026 da Sociedade Brasileira de Física (SBF), um dos mais importantes eventos científicos da área no país. O reconhecimento foi concedido pela apresentação de seu trabalho de iniciação científica na área de nanomateriais, desenvolvido sob orientação da professora Valéria Spolon Marangoni.
Natural de Cornélio Procópio, no Paraná, e atualmente com 20 anos, Raquel apresentou um pôster sobre a indução de quiralidade em nanofolhas de sulfeto de molibdênio, pesquisa voltada ao desenvolvimento de novas plataformas híbridas com potencial para aplicações em áreas como óptica e biotecnologia. A premiação evidencia a qualidade da pesquisa desenvolvida por estudantes ainda na graduação e reforça o papel da Ilum na formação de jovens cientistas capazes de atuar em temas de fronteira do conhecimento.
Durante o evento, a estudante teve a oportunidade de apresentar seu trabalho para pesquisadores de diferentes instituições, inclusive em inglês, ampliando as possibilidades de troca científica e de aperfeiçoamento da pesquisa.

“Foi muito interessante poder interagir com várias pessoas diferentes e receber sugestões sobre novas análises e caminhos para aprofundar o projeto. Também foi a primeira vez que apresentei meu trabalho em inglês, o que tornou a experiência ainda mais especial. Ver o reconhecimento de uma pesquisa que venho desenvolvendo há mais de um ano foi muito gratificante”, afirma Raquel.
O trabalho premiado investiga materiais bidimensionais, que podem ser imaginados como estruturas formadas por camadas extremamente finas. A pesquisa busca isolar essas camadas e induzir uma torção controlada em sua estrutura, alterando suas propriedades ópticas e suas interações com sistemas biológicos. O objetivo futuro é combinar essas estruturas com nanopartículas plasmônicas para criar novos materiais com propriedades inéditas.
Para a estudante, a formação interdisciplinar oferecida pela Ilum teve papel fundamental em sua trajetória até a conquista. O modelo educacional da escola, que integra conhecimentos de Física, Química, Biologia, Matemática e Computação desde os primeiros semestres, permite que os alunos transitem por diferentes áreas da ciência e participem precocemente de projetos de pesquisa em laboratórios de ponta do CNPEM.
“A interdisciplinaridade da Ilum possibilita que a gente participe de eventos em diferentes áreas e explore diversos caminhos durante a graduação. Ter esse contato com a pesquisa científica desde cedo é muito importante para descobrir interesses, desenvolver projetos e construir uma visão mais ampla da ciência”, avalia.
Atualmente em seu último ano na Ilum, Raquel já planeja seguir carreira acadêmica. Após a graduação, pretende ingressar em um programa de pós-graduação e continuar atuando na área experimental de nanomateriais, ampliando as pesquisas iniciadas durante sua formação na escola.
Sobre a Ilum Escola de Ciência
A Ilum é uma escola de Ensino Superior gratuita, que emprega uma abordagem interdisciplinar para a formação de cientistas e profissionais em Ciência e Tecnologia. Com um modelo educacional inovador, o bacharelado de três anos oferece aulas em tempo integral, conectando Ciências da Vida, Ciências da Matéria, Ciência de Dados, Inteligência Artificial e Humanidades para formar pesquisadores aptos a atuar de forma ética e colaborativa na busca por soluções às questões globais do século XXI. A Ilum é financiada pelo Ministério da Educação (MEC) e integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Sua proposta de ensino oferece contato precoce com atividades experimentais, seja nos laboratórios didáticos da Ilum ou no CNPEM, em projetos desenvolvidos junto aos pesquisadores.
Sobre o CNPEM
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I. Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com interveniência do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, o CNPEM é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade. Responsável pelo Sirius, maior equipamento científico já construído no País. O CNPEM hoje desenvolve o projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos. Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no País, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação. As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia.






