Visita incluiu apresentações sobre o projeto Orion, visitas aos laboratórios do CNPEM e palestras sobre controle de contaminação e tecnologias aplicadas a laboratórios de alta contenção biológica
Legenda: Representantes da SBCC visitaram instalações do CNPEM (Créditos: Divulgação/CNPEM)
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) recebeu no último dia 23 de junho representantes da Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC) para uma visita técnica voltada ao intercâmbio de conhecimentos sobre biossegurança, ambientes controlados e tecnologias aplicadas a laboratórios de alta contenção biológica. A programação incluiu visitas ao Sirius, aos laboratórios nacionais do Centro e ao laboratório de treinamento em alta contenção biológica, além de palestras abertas ao público interno sobre temas relacionados ao controle de contaminação e à descontaminação de ambientes.
A agenda integra as ações de aproximação do projeto Orion com instituições estratégicas que atuam em áreas essenciais para a futura operação do complexo laboratorial. O empreendimento abrigará instalações de máxima contenção biológica inéditas na América Latina e será o primeiro do mundo conectado a uma fonte de luz síncrotron. Nesse contexto, a iniciativa amplia o diálogo com especialistas que contribuem para o desenvolvimento de normas, boas práticas e soluções técnicas voltadas à pesquisa em laboratórios de alta contenção biológica.
Durante a visita, a presidente da SBCC, Rose Nascimento, ministrou uma palestra e destacou a importância da colaboração entre instituições científicas e entidades técnicas para o fortalecimento da biossegurança e o aprimoramento contínuo de normas e boas práticas aplicadas ao setor.
“Hoje nós da SBCC temos essa sinergia muito próxima de órgãos nacionais e internacionais, fortalecendo tecnicamente esse mercado e contribuindo para documentações regulatórias seguras e responsáveis”, afirmou.
A programação também contou com uma palestra ministrada por Roberto Marques, engenheiro da Byotek, empresa brasileira de base tecnológica especializada em soluções para controle de contaminação e desinfecção. Na visita ao CNPEM, ele destacou a qualidade da infraestrutura em desenvolvimento para o projeto Orion e seu potencial para ampliar a capacidade científica brasileira no estudo de patógenos.
“É algo de primeiro mundo. Morei nos Estados Unidos e na Europa e não vi nada parecido. Dá orgulho ser brasileiro e tenho certeza de que o Orion será uma referência mundial”, celebrou.
A aproximação entre o CNPEM e entidades técnicas como a SBCC integra a estratégia do projeto Orion de fortalecer conexões com atores de diversas naturezas. A construção dessa rede de colaboração é fundamental para consolidar competências, promover o intercâmbio de conhecimento e apoiar o desenvolvimento de uma infraestrutura científica preparada para operar segundo os mais elevados padrões de biossegurança, qualidade e excelência em pesquisa.
Projeto Orion
O projeto Orion será um complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos, que compreenderá instalações de máxima contenção biológica (NB4) inéditas na América Latina, sendo as primeiras do mundo conectadas a uma fonte de luz síncrotron, o Sirius. Em construção na cidade de Campinas-SP, no campus do CNPEM, o Projeto reunirá técnicas analíticas e competências avançadas de bioimagens, que serão abertas a comunidade científica e órgãos públicos. Ao possibilitar o avanço do conhecimento sobre patógenos e doenças correlatas, o Orion subsidiará ações de vigilância e política em saúde, assim como o desenvolvimento de métodos de diagnóstico, vacinas, tratamentos e estratégias epidemiológicas. Instrumento de apoio à soberania nacional no enfrentamento de crises sanitárias, o Orion tem o potencial de beneficiar diversas áreas, como saúde, ciência e tecnologia, defesa e meio ambiente. A execução do projeto Orion é de responsabilidade do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Projeto integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, é financiado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) do MCTI e apoiado pelo Ministério da Saúde (MS). A iniciativa faz parte da Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial do Governo Federal, atuando como um instrumento de soberania, competência e segurança nacional nos campos científico e tecnológico para pesquisa, defesa, saúde humana, animal e ambiental. A concepção do Orion deve ainda fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), iniciativa coordenada pelo MS, voltada ao atendimento de demandas prioritárias do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sobre o CNPEM
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I. Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com interveniência do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, o CNPEM é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade. Responsável pelo Sirius, maior equipamento científico já construído no País. O CNPEM hoje desenvolve o projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos. Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no País, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação. As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia.