Diretora do LNBio foi nomeada durante a reunião do Conselho de Governadores do centro, realizada em maio, na Cidade do Cabo (África do Sul).
Maria Augusta Arruda – Imagem: Cortesia Thermo Fisher
A diretora do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio/CNPEM), Maria Augusta Arruda, foi eleita para o Council of Scientific Advisers (CSA) do International Centre for Genetic Engineering and Biotechnology (ICGEB), organização internacional de referência na promoção da biotecnologia e das ciências da vida.
A nomeação foi confirmada durante a reunião do Conselho de Governadores do ICGEB, realizada em maio, na Cidade do Cabo (África do Sul), que reuniu representantes de cerca de 70 países para discutir cooperação científica, inovação em saúde, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.
Alinhado ao sistema das Nações Unidas, o ICGEB atua no fortalecimento de capacidades científicas e tecnológicas por meio de pesquisa de excelência, formação de pesquisadores e transferência de tecnologia, com laboratórios na Itália, Índia e África do Sul e uma ampla rede internacional.
“Sinto-me muito honrada e consciente da responsabilidade de integrar o CSA do ICGEB. É uma oportunidade de contribuir com uma organização multilateral dedicada a fortalecer a biotecnologia e a cooperação científica em benefício de diferentes países e regiões”, afirma Maria Augusta.
Para a diretora do LNBio, a participação no conselho também amplia a presença da ciência brasileira em debates estratégicos globais. “Levar a perspectiva da ciência brasileira — marcada pela excelência, criatividade e compromisso público — para esse espaço internacional é especialmente significativo, sobretudo em temas como biodiversidade, inovação em saúde e desenvolvimento sustentável”, destaca.
À frente do Laboratório Nacional de Biociências do CNPEM desde 2023, Maria Augusta Arruda tem cerca de três décadas de atuação em pesquisa e cooperação científica no Brasil e no exterior. Foi pesquisadora da Fiocruz, professora da UERJ e liderou iniciativas internacionais como a parceria entre o Brasil e a Universidade de Nottingham para descoberta de novos fármacos, onde também ocupou posições estratégicas ligadas à articulação com o sistema de ciência e inovação do Reino Unido e ao desenvolvimento de pesquisadores. No CNPEM, sua atuação tem reforçado agendas que integram biociências, saúde, biodiversidade e inovação, com foco em pesquisa transdisciplinar e colaboração internacional.
Sobre o CNPEM
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I. Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com interveniência do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, o CNPEM é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade. Responsável pelo Sirius, maior equipamento científico já construído no País. O CNPEM hoje desenvolve o projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos. Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no País, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação. As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia.