Titan Cubed Themis: o microscópio eletrônico de transmissão duplamente corrigido

Publicado em 19/07/2016
Assessoria de Comunicação em 19/07/2016

IMG_4166O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) está em processo final de instalação de um novo microscópio eletrônico de transmissão de alta resolução Titan Cube, da empresa FEI. O microscópio foi adquirido com recursos provenientes do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (Sisnano), uma iniciativa do MCTIC. Esse novo microscópio é o mais avançado equipamento existente para o estudo de materiais, pois possui dupla correção de aberração óptica, permitindo imagens com melhor resolução, em tempos mais curtos. Trata-se do primeiro microscópio com essa configuração no Brasil e na América do Sul, e certamente permitirá dar um salto qualitativo importante nas pesquisas em nanociência e nanotecnologia no País.

Hoje em dia esse microscópio é fundamental para realizar pesquisa competitiva e de alto impacto na área de microscopia. Só para se ter uma ideia comparativa da situação do país, a China possui mais de dois mil microscópios eletrônicos de transmissão, dos quais 50 são com correção de aberração . Os Estados Unidos e a Europa possuem aproximadamente 200 cada um, enquanto o Japão tem atualmente 100 equipamentos desse tipo.

De fato, o desenvolvimento de materiais avançados depende de projeto e desenvolvimento preciso e inteligente, que incorpore controle micro e nanoestruturado em multi-escala, integrado com ciência fundamental. Nesse sentido, é crucial determinar a correlação entre as propriedades químicas e físicas dos materiais com a sua nanoestrutura, e para isso é imperativo realizar caracterização estrutural com resolução atômica em diversas escalas nas dimensões espaciais e químicas. Isso pode ser feito com técnicas complementares, que além da microscopia, incluem o uso de luz sincrotron. Devodp ao incrível desenvolvimento da microscopia eletrônica, hoje é possível obter imagens de alta resolução com precisão de picometros, e informação de ligações químicas com resolução de meV. Em países com produção de materiais avançados mais madura a caracterização de nanoestruturas de materiais tem sido um passo chave na ligação da pesquisa científica com a manufatura industrial.

Apesar de entrar neste seleto mundo da microscopia de transmissão de ultra alta resolução com certo atraso, e ainda de maneira bastante tímida, este microscópio representa um passo importante para manter a competitividade científica do Brasil em uma área que é extremamente desenvolvida no país, que inclui pesquisa básica e aplicada em novos materiais, física, química, engenharias, biologia, geologia, entre outros. Assim como toda a infraestrutura do LNNano o novo microscópio vai operar como uma facilidade aberta aos usuários, no espírito de um laboratório nacional.

Mais informações sobre o microscópio

Sobre o LNNano

O Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) está localizado em Campinas-SP e é integrante do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Laboratório, aberto a usuários, busca, por meio de pesquisa in house, explorar oportunidades oferecidas pela nanotecnologia para atender às necessidades da agricultura, indústria e serviços, em âmbito regional, nacional e internacional. O LNNano também atua na criação e desenvolvimento de produtos e processos sustentáveis, através de seus cinco laboratórios: de Microscopia Eletrônica, de Microfabricação, de Ciência de Superfícies, de Materiais Nanoestruturados e de Caracterização e Processamento de Metais.

 

Sobre o CNPEM

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Localizado em Campinas-SP, possui quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial. O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz Síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador brasileiro, de terceira geração, para análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da biociência, com foco em biotecnologia e descoberta de fármacos; o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE) investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico; e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.

Os quatro Laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someone