Tecnologia
As partículas VLPs (Virus-Like Particles) são projetadas para atuar como agentes imunomoduladores, ou seja, para estimular e direcionar o sistema imunológico de forma específica, principalmente para combater o câncer.
Essas partículas são modificadas para carregar moléculas especiais em sua superfície, como peptídeos que reconhecem células tumorais e proteínas que ativam o sistema imunológico. Assim, elas conseguem “entregar” estímulos diretamente no local do tumor, potencializando a resposta do corpo contra células cancerosas e reduzindo efeitos colaterais indesejados.
Em comparação com vacinas antitumorais que exigem o uso de células autólogas geneticamente modificadas, essas partículas têm a simplicidade de não necessitar de células: simplesmente administra-se a partícula para induzir o efeito biológico. Isso torna o processo muito mais prático, rápido e acessível. Outro diferencial importante é que, quanto mais alvoespecífica é a partícula, menor a sua quantidade necessária para atingir um efeito terapêutico desejado. Ou seja, o tratamento pode ser mais eficiente, com menos doses e menor risco de efeitos colaterais.
A tecnologia também contempla composições farmacêuticas baseadas nessas partículas, voltadas para o tratamento de doenças imunes, especialmente o câncer. Essas formulações podem ser desenvolvidas para diferentes tipos de tumores ou condições imunológicas, aproveitando a flexibilidade e a especificidade das VLPs.
Escala de desenvolvimento
TRL 3
Prova de conceito
das funções críticas
Propriedade intelectual
CNPEM
PI BR112021014790-0
Marcio C. Bajgelman | Soledad Palameta | Andrea M. Rincón









