Usuários de fora do estado de São Paulo que tiverem propostas aprovadas poderão pleitear auxílios para deslocamento e acomodação
Ao longo de 2026, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) receberá propostas de pesquisa do público acadêmico externo para utilização do Laboratório de Bioensaios (LBE), instalação operada pelo Laboratório Nacional de Biociências (LNBio). As propostas poderão ser enviadas de forma contínua até 27 de novembro, e serão executadas até 11 de dezembro de 2026.
Equipamentos e métodos são diferenciais do LBE
O Laboratório de Bioensaios (LBE) oferece infraestrutura avançada estratégica para o desenvolvimento, validação e execução de ensaios bioquímicos e celulares, com suporte a diferentes níveis de complexidade experimental, desde estudos exploratórios até campanhas de high-throughput e high-content screening (HTS/HCS), ampliando as possibilidades experimentais para projetos acadêmicos.
Algumas das estratégias disponíveis no LBE:
- Ensaios bioquímicos: ensaios por colorimetria, fluorimetria, polarização de fluorescência e luminescência, com flexibilidade experimental para diferentes classes de alvos e mecanismos de ação. Para campanha de screening, o LBE oferece pré-análise dos dados via CDD.Vault, com estatística robusta para identificação de hits;
- Ensaios celulares: ensaios de imagem de microscopia de alto conteúdo (HCS), compatível com diferentes formatos de placas. A plataforma é ideal para ensaios de phenotypic screening, validação de alvos, estudos de mecanismos de ação e análises multiparamétricas em larga escala;
- Ensaios biofísicos: ensaios de estabilidade térmica de proteínas (Thermal Shift Assay – TSA) em placas de 96 poços, possibilitando a determinação de temperaturas de fusão (Tm) na avaliação de mutantes proteicos, triagem de pequenas moléculas, otimização de tampão e estudos de interação proteína–ligante.
Os ensaios podem ser realizados com métodos analíticos variados, incluindo colorimetria, fluorimetria, polarização de fluorescência e luminescência, garantindo versatilidade e precisão para diferentes tipos de análises. Conheça os equipamentos e mais detalhes sobre a instalação aberta.
Suporte científico e apoio aos usuários
A equipe do LBE oferece suporte científico completo, desde o desenho experimental e a definição de controles até a execução, análise e interpretação dos dados, assegurando qualidade, reprodutibilidade e rigor metodológico.
Além da execução de ensaios, a instalação promove transferência de conhecimento e capacitação técnica, fortalecendo a formação de pesquisadores e profissionais da área científica.
Aos beneficiários das instalações abertas que possuem propostas agendadas é concedido auxílio financeiro para a realização dos experimentos. Os auxílios e valores, concedidos exclusivamente a usuários de fora do estado de São Paulo, podem ser consultados na página de auxílios do Escritório de Usuários (EdU) do CNPEM.
Como submeter sua proposta
A seleção das propostas será baseada na análise de viabilidade técnica do protocolo proposto, levando em consideração as especificações dos equipamentos disponíveis.
Para o estabelecimento de novos protocolos, são previstos encontros online entre a equipe do LBE e o usuário, com o objetivo de alinhar as necessidades e garantir a viabilidade experimental. Em caso de dúvidas sobre a instalação e seus protocolos, escreva para lbesuporte@lnbio.cnpem.br.
As propostas devem ser enviadas exclusivamente pelo sistema SAU online.
Datas importantes
- Início da submissão: 05 de janeiro de 2026
- Fim da submissão: 27 de novembro de 2026
- Período de execução: 02 de fevereiro de 2026 a 11 de dezembro de 2026
Sobre o LNBio
O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) dedica-se à investigação da saúde humana, unindo biologia integrativa e tecnologias avançadas. Com competências em edição gênica, sistemas microfisiológicos, bioimagem e engenharia de tecidos, o LNBio busca descobrir alvos moleculares e desenvolver terapias inovadoras para doenças de relevância pública. Essa abordagem abrangente, que inclui moléculas e organismos vivos, desvenda mecanismos moleculares para identificar compostos bioativos, fundamentais para o desenvolvimento de novos insumos farmacêuticos ativos. O LNBio concentra esforços nas demandas do sistema público de saúde, utilizando infraestrutura de ponta e modelo matricial de trabalho em prol da inovação e do desenvolvimento na interseção entre ciência e saúde. Buscando integrar a saúde com fatores socioeconômicos e ambientais, atua como uma plataforma científica à disposição do Estado, capaz de desenvolver tecnologias avançadas para responder a questões estratégicas. O LNBio faz parte do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), uma Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Sobre o CNPEM
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I. Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CNPEM é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade. Responsável pelo Sirius, maior equipamento científico já construído no País. O CNPEM hoje desenvolve o projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos. Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no País, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação. As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, com apoio do Ministério da Educação (MEC).




