A estudante Letícia Nunes de Souza Andrade, do segundo ano da graduação da Ilum Escola de Ciência , a faculdade do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), realizou em janeiro uma imersão científica no laboratório da pesquisadora Monika Oberer, renomada cientista e pesquisadora, na Universidade de Graz, na Áustria. Durante pouco mais de três semanas, a aluna acompanhou as atividades de pesquisa do grupo, dedicado à biologia estrutural e ao estudo de proteínas, em especial processos ligados ao metabolismo.
Natural de São Paulo, Letícia buscou a oportunidade por iniciativa própria. Interessada na área de metabolismo e em pesquisas sobre lipólise, ela entrou em contato com a pesquisadora após conhecer estudos do grupo sobre a proteína TGL, associada a essa via metabólica. A receptividade do laboratório possibilitou que a estudante acompanhasse de perto a rotina científica e participasse das atividades do grupo.
“Eu deixei claro que estava no começo da graduação e que queria principalmente aprender. Eles foram muito receptivos e me incluíram nas atividades do laboratório, explicando os processos e permitindo que eu acompanhasse os experimentos”, conta a estudante. Entre os aprendizados, ela destaca o contato com técnicas de cristalização de proteínas e o aprofundamento no estudo de vias metabólicas, temas alinhados com seu interesse em bioquímica e biociências.
O período também foi marcado por uma troca de conhecimentos entre ela e o grupo de pesquisa. Durante uma das reuniões do laboratório, a estudante sugeriu utilizar programação em Python para realizar uma análise de dados que vinha sendo discutida pela equipe. “A ideia surgiu a partir de uma aula de programação que tive na Ilum. Sugeri tentar resolver o problema por meio de computação, usando Python, e eles gostaram bastante da proposta. Foi muito legal porque, além de aprender muito com eles, eu também consegui levar um pouco do que aprendi na Ilum”, relata.
Para Letícia, a formação interdisciplinar oferecida pela Ilum foi essencial para aproveitar a experiência internacional. A estudante destaca que a base teórica e o contato com diferentes áreas do conhecimento facilitam a compreensão das discussões científicas em ambientes de pesquisa. “A Ilum oferece uma base muito forte de teoria e de integração entre áreas. Isso faz diferença quando chegamos a um laboratório e precisamos entender o que está acontecendo ali”, diz.
A Escola também prestou apoio institucional para viabilizar o estágio, auxiliando nos trâmites necessários para formalizar a presença da estudante no laboratório, incluindo questões burocráticas exigidas pela universidade austríaca.
A experiência da estudante reforçou o interesse dela em seguir carreira científica e ampliou as possibilidades de colaboração internacional no futuro. Ao final da visita, a jovem conversou com a pesquisadora Monika Oberer sobre a possibilidade de manter contato para projetos futuros após a conclusão da graduação.
“Pretendo fazer mestrado no Brasil, porque a ciência brasileira é muito forte, mas também gostaria de ter experiências internacionais. Conhecer diferentes laboratórios e formas de trabalhar ajuda muito na formação científica”, diz.
Sobre a Ilum Escola de Ciência
A Ilum é uma escola de Ensino Superior gratuita, que emprega uma abordagem interdisciplinar para a formação de cientistas e profissionais em Ciência e Tecnologia. Com um modelo educacional inovador, o bacharelado de três anos oferece aulas em tempo integral, conectando Ciências da Vida, Ciências da Matéria, Ciência de Dados, Inteligência Artificial e Humanidades para formar pesquisadores aptos a atuar de forma ética e colaborativa na busca por soluções às questões globais do século XXI. A Ilum é financiada pelo Ministério da Educação (MEC) e integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Sua proposta de ensino oferece contato precoce com atividades experimentais, seja nos laboratórios didáticos da Ilum ou no CNPEM, em projetos desenvolvidos junto aos pesquisadores.
Sobre o CNPEM
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I. Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CNPEM é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade. Responsável pelo Sirius, maior equipamento científico já construído no País. O CNPEM hoje desenvolve o projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos. Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no País, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação. As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, com apoio do Ministério da Educação (MEC).