Somente células doentes

Revista Pesquisa FAPESP, maio 2016

Transportar um composto antitumoral por meio da corrente sanguínea e fazê-lo atingir apenas as células doentes, sem prejuízo às sadias, é uma estratégia em estudo em muitos laboratórios do mundo. No Brasil, um experimento realizado sob a coordenação de Mateus Borba Cardoso, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), utilizou folato, um tipo de vitamina B, para envolver nanopartículas de sílica e aumentar a capacidade de interagirem com as células tumorais. As nanopartículas levavam em seu interior um composto para destruir as células cancerosas. “Os tumores têm uma excelente recepção para o folato”, diz Cardoso. As nanopartículas eram preenchidas com curcumina, uma substância extraída do açafrão-da-índia (Curcuma longa) que tem sido objeto de estudos como agente anticancerígeno (ver Pesquisa FAPESP nº 168). No experimento, que contou com a participação de pesquisadores dos laboratórios nacionais de Biociências (LNBio) e de Nanotecnologia (LNNano) e financiamento da FAPESP, as células tumorais foram destruídas e as sadias, pouco afetadas (Langmuir, 5 de abril).

Repercussão: ACIESP

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