Presidente da Fapeg participa da posse de membros da ABC e da entrega de Prêmio do CNPq

Publicado em 19/05/2017
FAPEG em 10/05/2017

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A presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Maria Zaira Turchi, participou na noite da última terça-feira, dia 9, da solenidade de posse dos novos membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da cerimônia de entrega do Prêmio Almirante Álvaro Alberto de 2017. Durante a cerimônia, também foram entregues os títulos de Pesquisador Emérito a dez pesquisadores e a Menção Especial de Agradecimentos, homenagem a uma personalidade ou instituição que se destaca na parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelo desenvolvimento científico e tecnológico do País. O evento foi realizado na Escola Naval do Rio de Janeiro.

Entre as autoridades presentes, além da presidente do Confap, estavam o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab; o presidente do CNPq, Mario Neto Borges; o chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante de Esquadra, Luiz Guilherme de Sá Gusmão; o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Abílio Baeta Neves; e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Marcos Cintra. Também participaram o secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes; o diretor-presidente da Fundação Conrado Wessel, Américo Fialdini Junior; o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich; a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader; e o diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, Marcelo Morales.

Ao saudar o vencedor do Prêmio Almirante Álvaro Alberto, Samuel Goldenberg, o presidente do CNPq ressaltou que o Brasil possui pesquisadores de nível internacional, lembrando, também, dos Pesquisadores Eméritos. “Todos vocês representam grandes contribuições para o avanço da ciência brasileira”, disse.

Para Mario Neto Borges, o Brasil precisa de mais recursos e o arcabouço legal consolidado para avançar ainda mais na área. “Se conseguirmos convencer a sociedade e os políticos de que é importante investir na ciência, na tecnologia e na inovação para o desenvolvimento do País, certamente conseguiremos atingir o nível de civilização que colocará o Brasil não só como uma potência econômica – que já é – mas, também, como uma potência científica, cultural e social”, afirmou.

O ministro Kassab também comentou a questão orçamentária para a ciência. “Sou solidário e sou testemunha do quanto, infelizmente, a ciência brasileira, hoje, carece de mais recursos”, afirmou. Mas foi otimista e ressaltou que seu maior objetivo no ministério é entregá-lo melhor do que recebeu.

Membros da ABC
No total, foram empossados como membros da ABC quinze cientistas brasileiros e três estrangeiros. Eles contemplam áreas como ciências físicas, ciências da saúde e ciências sociais, e são responsáveis por pesquisas em diferentes áreas de conhecimento, como enfrentamento ao vírus zika, estudos em antropologia e matemática aplicada.

Os novos membros da Academia Brasileira de Ciências foram eleitos pela própria instituição, que é governamental e trabalha para o desenvolvimento das pesquisas. “É um reconhecimento da qualidade dos trabalhos científicos realizados. E uma oportunidade também para participar, dentro da academia, de grupos de estudos que formulam propostas de políticas públicas para o Brasil”, explicou presidente da ABC, Luiz Davidovich.

Entre os novos acadêmicos, dois são diretores de institutos de pesquisa vinculados ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação: o diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, Antonio José Roque da Silva, e o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Ronald Cintra Shellard.

O Prêmio
O Prêmio, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Conrado Wessel e a Marinha do Brasil, foi criado com o objetivo de estimular pesquisadores e cientistas brasileiros que prestem relevante contribuição à ciência e tecnologia do País. É concedido anualmente, em esquema de rodízio, a uma das três grandes áreas do conhecimento: Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes; e Ciências da Vida.

Nesta edição, a área contemplada foi Ciências da Vida. Uma comissão multidisciplinar de especialistas é responsável pela indicação dos candidatos à premiação. O Confap possui uma vaga nessa comissão de especialistas. O vencedor do Prêmio recebe diploma, medalha e o valor de R$ 200 mil.

Samuel Goldenberg, vencedor deste ano, é bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, pesquisador titular da Fiocruz-Paraná e atua, principalmente, nos seguintes temas: diferenciação de Trypanosoma cruzi, regulação da expressão gênica em parasitos, genômica funcional e desenvolvimento de insumos para diagnóstico. Foi membro do Comitê Assessor de Genética do CNPq e é coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Diagnóstico em Saúde Pública.

Pesquisadores eméritos e menção honrosa
Os Pesquisadores Eméritos deste ano foram Ângelo Barbosa Monteiro Machado (UFMG), Fábio de Melo Sene (USP), Ingedore Grunfeld Villaça Koch (Unicamp), Jorge de Lucas Junior (Unesp), Jorge Luiz Gross (UFRGS), Jose Arthur Giannotti (Cebrap), Luiz Carlos Bresser Pereira (FGV), Othon Henry Leonardos (UnB), Ricardo de Araújo Kalid (UFSB), Sandoval Carneiro Junior (UFRJ).

A Menção Especial foi entregue ao deputado federal Sibá Machado (PT/AC), atualmente secretário de Estado de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis do Acre, por sua atuação na aprovação, em 2016, do Marco Legal da CT&I, tendo sido relator da proposta na Câmara dos Deputados.

Para o presidente do CNPq, o deputado Sibá Machado é “um guerreiro na luta para viabilizar o Marco Legal”, referindo-se à Lei 13.243 de 2016, que ainda aguarda regulamentação, “essencial para destravar algumas amarras que ainda dificultam muito a ciência brasileira”, completou.

Com informações do CNPq, ABC e MCTIC.

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