Posse dos novos Membros Titulares da ABC 2013

Publicado em 09/05/2013
Academia Brasileira de Ciências, em 08/05/2013

 

A cerimônia de posse dos novos Membros Titulares da ABC – eleitos em Assembleia Geral no em dezembro de 2012 – aconteceu na noite de 7 de maio de 2013, na Escola Naval do Rio de Janeiro.
Marcos Moraes, Franklin Coelho, Glauco Arbix, Luiz Elias, Wilson Guerra, Marco Antônio Raupp,  Jacob Palis, Jorge Guimarães, Helena Nader, Ilques Barbosa, Carlos Gadelha,  Américo Fialdini e Ruy Marques
Marcos Moraes, Franklin Coelho, Glauco Arbix, Luiz Elias, Wilson Guerra, Marco Antônio Raupp,
Jacob PalisJorge Guimarães, Helena Nader, Ilques Barbosa, Carlos Gadelha,
Américo Fialdini e Ruy Marques
Compuseram a mesa de abertura o presidente da Academia Brasileira de Ciências Jacob Palis; o Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação Marco Antônio Raupp; o Acadêmico e presidente da CAPES Jorge Almeida Guimarães; o Secretário-Executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antonio Rodrigues Elias; a Acadêmica presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Bonciani Nader; o almirante-de-esquadra Wilson Barbosa Guerra, secretário de Ciência e Tecnologia da Marinha do Brasil; o vice-almirante Ilques Barbosa Júnior, comandante do Primeiro Distrito Naval; o  presidente da Finep Glauco Arbix; o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Augusto Gadelha; o secretário de Ciência e Tecnologia do Município do Rio de Janeiro, Franklin Coelho; o presidente da Fundação Conrado Wessel, Américo Fialdini Júnior; o diretor-presidente da Faperj, Ruy Garcia Marques; o presidente da Academia Nacional de Medicina, Marcos Moraes.
Estavam presentes vários membros da atual Diretoria da ABC, como o vice-presidente Hernan Chaimovich, os diretores, Luiz Davidovich,Evando MirraJoão Fernando de Oliveira e Iván Izquierdo e os vice-presidentes Regionais – de Minas Gerais e Centro-Oeste Mauro Martins Teixeira, e Adolpho Melfi, de São Paulo, dentre outros destacados gestores das áreas de ciência, tecnologia e educação.
Renovar e redimensionar os compromissos da ciência com o Brasil 
Após a execução do Hino Nacional, o ministro Raupp – que é matemático e ex-presidente da SBPC e da Agência Espacial Brasileira – deu as boas vindas aos novos membros titulares da Academia e ressaltou que, a partir da data daquela cerimônia, eles passavam a ser formalmente reconhecidos como “ativos praticantes e representantes da ciência nacional em seu mais alto nível de competência.” De acordo com o ministro, a ABC também ganha com a chegada dos recém-diplomados: uma vez que cresce o número de pesquisadores comprometidos a participar das atividades da organização, é também aumentada sua representatividade. “Como a Academia se torna mais fortalecida, ganha a ciência brasileira como um todo e, portanto, ganha também o país”, afirmou.
Analisando a conjuntura de CT&I no Brasil de hoje, Raupp avalia que agora temos, verdadeiramente, um sistema de ciência e tecnologia. Agora ele acha que a questão é estabelecer quais devem ser os compromissos da ciência com o desenvolvimento do Brasil. Referiu-se então à abertura da VII Conferência da Rede Global de Academias de Ciências, cujo tema era “Ciência para erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável”. “Cientistas de dezenas de países estavam aqui para pensar e discutir formas de se promover ascensão social dos menos abastecidos e desenvolvimento sustentável dos países, essas duas demandas em âmbito mundial. Penso que devemos trazer essa discussão para o âmbito do Brasil, uma vez que a nossa realidade pede isso. E nós, como cientistas, não podemos dar as costas a ela.”
O ministro remeteu-se então aos aspectos da vida nacional que, a seu ver, exigem compromissos vigorosos e explícitos por parte da ciência. Em primeiro lugar, ele citou a educação, “que é a base da cidadania, da soberania e também da própria ciência.” Em relação ao ensino fundamental, o mais estreito e renitente gargalo no Brasil, Raupp avaliou que o desafio quantitativo da universalização do acesso já foi  vencido. “O principal desafio agora, que é o qualitativo, ainda está longe de ser superado.” Para tanto, ele acha que a comunidade científica deve se colocar, com vigor, na busca de respostas par os desafios, que envolvem a recuperação do status da escola, a qualificação dos professores e o desenvolvimento de metodologias de ensino compatíveis com o jovem de hoje e capazes de proporcionar efetivo aprendizado.
Quanto ao ensino médio, o ministro acha que  o sistema único que existe no Brasil atualmente não oferece oportunidades para que os estudantes se aprofundem em áreas para as quais têm vocação. “Esse sistema deve mesmo perdurar? Nessa fase do desenvolvimento do jovem, o que se quer não é estimulá-lo a descobrir sua vocação?”, questionou. Por experiência própria, segundo ele, um ministro sozinho não conseguirá vencer todos os desafios que o País tem pela frente no campo educacional. Para Raupp, a sociedade precisa colaborar, e o envolvimento direto e decisivo da comunidade científica é imprescindível.
Outro aspecto abordado pelo ministro de CT&I foram os desequilíbrios socioeconômicos regionais existentes no Brasil. Raupp ressaltou que de uns tempos para cá, editais e programas do Ministério têm procurado garantir uma participação mínima de instituições do Norte e do Nordeste. “Há uma percepção de que essa política vem proporcionando resultados positivos, mas creio que, além de ser mantida, precisamos de ações mais vigorosas, de maior envergadura, para fazer com que a atividade científica seja um elemento de superação dos desequilíbrios regionais em nosso País.” Ele se referiu ao fato de que, em 2008, a Academia e a SBPC já haviam alertado sobre a necessidade de uma atenção especial à ciência na Amazônia. “Estamos procurando fazer isso agora, acrescentando ao papel básico da ciência na região o seu envolvimento com os interesses das populações locais”, relatou Raupp.
Por fim, o ministro abordou a relação entre o universo acadêmico e as empresas. A respeito s atividade de pesquisa nas empresas, visando especialmente a inovação tecnológica, Raupp afirmou que, obviamente, todos queremos o ingresso definitivo do Brasil na economia do conhecimento. Mas alertou que isso somente ocorrerá com a C&T posicionadas organicamente no seio da sociedade. “A geração da riqueza que o País precisa vai depender cada vez mais da agregação de valor à produção, o que faz por exigir uma maior participação da C&T na economia. Mesmo a produção competitiva de commodities depende da ciência e da tecnologia.” Ele acha que o Brasil já tem condições para isso, pois já conta com um sistema que sabe produzir ciência e tecnologia. Se esse saber ocorre na sua maior parte em termos da produção científica de natureza acadêmica, do ponto de vista do ministro, “o que precisamos fazer é expandir o sistema de C&T para os setores industriais e de serviços.” Como exemplo, Raupp tomou o uso estratégico do conhecimento na biodiversidade do país, que certamente poderá dar ao Brasil a condição de primeira potência ambiental do planeta. “Precisamos fazer mais, na intensidade e na escala que o país necessita. Precisamos renovar e redimensionar os compromissos da ciência com o Brasil.”
Finalizando, o ministro Raupp deu uma boa notícia: garantiu que a presidente Dilma assegurou a destinação integral do FNDCT às atividades de C&T neste ano – ou seja, em 2013 não haverá contingenciamento no FNDCT. “Agora, nesta semana, recebemos mais uma informação alvissareira por parte do Ministério da Fazenda: o MCTI não será incluído nos cortes que serão feitos nas despesas do governo federal, com vistas a atingir as metas de equilíbrio macroeconômico.” Portanto, Raupp avalia que o governo está depositando na comunidade científica a credibilidade e a confiança necessárias e que a resposta afirmativa a esse chamamento será o sinal para a sociedade de que ela acertou ao investir na ciência, será o passo que precisa ser dado para se consolidar o círculo virtuoso que o Brasil tanto precisa: investimento em ciência resulta em desenvolvimento do País, que resultará em mais investimentos na ciência… “E tudo isso resultará no Brasil que queremos: moderno, próspero para todos, justo, democrático, soberano e reconhecido internacionalmente, que só será construído com o concurso da ciência. Convido a nossa comunidade a encarar esse nobre compromisso.”
Novo membro institucional diplomado
O Acadêmico Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), recebeu das mãos do presidente da ABC o Diploma de Membro Institucional Associado. CNPEM é a nova denominação da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS), organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável pela gestão dos Laboratórios Nacionais de Luz Síncrotron (LNLS), de Biociências (LNBio), de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e de Nanotecnologia (LNNano). Os equipamentos de pesquisa dos quatro Laboratórios são abertos à comunidade acadêmica e empresarial do Brasil e do exterior, têm projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.
Diplomação dos 37 novos membros titulares e correspondentes
As dez áreas abarcadas pela Academia foram contempladas com novos membros. O Acadêmico César Camacho, diretor do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), apresentou os eleitos na seção de Ciências Matemáticas, Alexandre Nolasco de Carvalho (USP), Artur Avila Cordeiro de Melo (IMPA) e Yuan Jin Yun(UFPR).O Acadêmico Adalberto Fazzio, ex-reitor da Universidade Federal do ABC e atual secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI apresentou os eleitos na seção de Ciências Físicas: Daniel Mario Ugarte(Unicamp), José Arana Varela (Unesp) e Roberto Mendonça Faria(USP). Os eleitos na seção de Ciências Químicas foram apresentados pela Acadêmica Maria Domingues Vargas, professora titular da Universidade Federal Fluminense e membro do Comitê Assessor da Capes na área de Química. São eles Anita Jocelyne Marsaioli (Unicamp), Antonio Luiz Braga (UFSC) e Elson Longo da Silva (Unesp).
A seção de Ciências da Terra teve como apresentador dos novos membros – Edmo José Dias Campos (USP) e Marcondes Lima da Costa (UFPA) – o Acadêmico Umberto Cordani, professor emérito do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP).Carlos Eduardo de Mattos Bicudo (Instituto de Botânica do Jardim Botânico de São Paulo) e Marcello Iacomini (UFPR), eleitos na seção de Ciências Biológicas, foram apresentados pelo AcadêmicoJosé Galizia Tundisi, professor titular aposentado da USP, professor titular da Universidade Feevale e secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia de São Carlos. Já o Acadêmico Marcello Barcinski – professor titular da USP e especialista visitante da Fiocruz – fez as apresentações dos novos membros da seção de Ciências Biomédicas – José Daniel Lopes(Unifesp), Luiz Roberto Giorgetti de Britto (USP), Patricia Torres Bozza (Fiocruz-RJ) e Richard Charles Garratt (USP). Nas Ciências da Saúde, os eleitos Eliete Bouskela (UERJ), Flávio Pereira Kapczinski (UFRGS) e Roger Chammas (USP) foram apresentados pelo Acadêmico José Rodrigues Coura , professor emérito da UFRJ e pesquisador titular emérito da Fiocruz.
O Acadêmico Elibio Leopoldo Rech Filho, coordenador da Área de Biologia Molecular da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e professor orientador da Universidade de Brasília (UnB) apresentouDario Grattapaglia (Embrapa-DF) e Paulo Mazzafera (Unicamp), eleitos na seção de Ciências Agrárias. Na seção de Ciências da Engenharia, foram apresentados pelo Acadêmico José Roberto Boisson de Marca – professor e pesquisador do Centro de Estudos em Telecomunicações da  PUC-Rio e presidente do Instituto Internacional de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE) – os novos membros, Celso da Cruz Carneiro Ribeiro (UFF) e Vitor Baranauskas (Unicamp). O Acadêmico Luiz Bevilacqua, professor emérito e coordenador do Espaço Alexandria (UFRJ) apresentouLaura de Mello e Souza (USP) e Peter Henry Fry (UFRJ), eleitos na seção Ciências Sociais.
O Acadêmico e membro do Comitê Executivo Renato Machado Cotta apresentou os Membros Correspondentes: Björn Kjerfve (Ciências da Terra, World Maritime University – Suécia), David John Randall (Ciências Biológicas, University of British Columbia – Canadá), Eduardo Luis Fabiano Franco (Ciências da Saúde, McGill University – Canadá), Henrique Sarmento Malvar (Ciências da Engenharia, Microsoft – EUA), José Alexandre Scheinkman (Ciências Sociais, Universidade de Princeton – EUA), Kurt Wüthrich (Ciências Biomédicas, The Scripps Research Institute – EUA / ETH Zürich – Suíça), Nicholas Farrell (Ciências Químicas, Virginia Commonwealth University -EUA), Sadik Kakaç (Ciências da Engenharia, TOBB Economics and Technology University – Turquia), Walter Soares Leal (Ciências Biomédicas, University of California, Davis – EUA), Yves Pierre Petroff (Ciências Físicas, LNLS – São Paulo). O economista Albert Fishlow (Universities of California/Berkeley e Columbia – EUA) não pôde comparecer. Receberam seus diplomas, ainda, dois membros correspondentes eleitos em anos anteriores, que não puderam comparecer às cerimônias correspondentes: o matemático Wendelin Werner, eleito para a ABC em 2011 e laureado com a Medalha Fields em 2006, e o físico Serge Haroche, membro da ABC desde 2009 e vencedor do Prêmio Nobel em 2012.
Ajudar a ABC a ajudar o Brasil
O Acadêmico Fernando Galembeck fez a saudação aos colegas que acabavam de ser empossados, ressaltando que foram acolhidos na Academia pela sua contribuição ao avanço das fronteiras da ciência. Ele ressaltou que a ABC é uma Academia vigorosa, que tem tido um papel cada vez mais importante na vida do país. Galembeck destacou que a importância das Academias de Ciências em todo o mundo se dá pelo fato de congregarem cientistas com formações, perfis e interesses diferentes. Em sua visão, “a especialização serviu bem ao século 20, mas o presente exige muito mais universalidade do conhecimento de cada cientista, ao mesmo tempo em que o crescimento explosivo da ciência exige cada vez mais profundidade de cada um.”
Galembeck acha curioso que num mundo assombrado por crises econômicas e desemprego, haja um “apagão de mão de obra” em muitos países, especialmente no Brasil, o que cria grandes oportunidades para quem tem conhecimentos técnico-científicos. Além disso, gera uma reflexão sobre a natureza do trabalho que gera riqueza hoje em dia, pois nos séculos passados as grandes potências mundiais eram os países que tinham as maiores populações. “O maior fator de produção era o trabalho humano, portanto produzia mais quem tinha mais gente”, observou o Acadêmico. Hoje, embora o número de pessoas seja umfator fundamental, o poder nacional depende daquelas qualificadas para o trabalho intelectual, especialmente o trabalho técnico-científico.
O Brasil é um bom exemplo disso: temos grande destaque na produção de alimentos porque usamos ciência e tecnologia na relação com a água, o sol e a terra. “O país é líder global em inovação em muitas cadeias produtivas graças a muitos agentes qe trabalharam nos laboratórios, empresas e órgãos de coverno para construírem essa realidade com boas políticas, boa ciência e tecnologia e vigor empresarial”, apontou Galembeck.
Professor convidado da Unicamp depois de sua aposentadoria, Galembeck considera a inovação baseada no conhecimento novo uma forma eficiente, decente e ética de se criar riqueza, produzindo fortunas e criando novas formas de atividade profissional. A profissão que ele ainda não vê valorizada e respeitada no Brasil, porém, é uma das mais antigas e das mais importantes para o desenvolvimento do país: a de professor. Ele diz que, na área da educação, a consciência das necessidades e as intenções não se correlacionam com os fatos. “Vejo hoje grandes metas numéricas, mas não vejo o fundamental: a escola como um centro de aprendizagem, a prática do ensino baseada na melhor ciência e, principalmente, a noção de que não há aprendizagem sem esforço individual, concentração e leitura.” Finalizando, Galembeck fez um apelo aos novos membros eleitos para a ABC: “Assumam suas cadeiras, para ajudarem esta Academia a ajudar o Brasil.”
“Ciência sem consciência é a ruína da alma”
Citando Rabelais, a nova Acadêmica Eliete Bouskela agradeceu, em nome dos empossados, a honra de passar a pertencer aos quadros da Academia e garantiu que todos procurarão contribuir para o progresso do país através de suas pesquisas, visando tirar o Brasil da situação de fornecedor mundial apenas de alimentos e matérias primas. Ela destacou que os novos membros da Casa, assim como os antigos, consideram a liberdade de pensamento e ação essencial ao ato criativo, fundamento da inovação e da ciência em si, sempre considerando, evidentemente, os aspectos éticos e morais da inovação científica.
Bouskela destacou a importância das Academias de Ciência desde o século 15 em diversos países da Europa e afirmou que “a Academia Brasileira de Ciências, pela qualificação dos membros que congrega, pelos eventos que promove, pelas diretrizes que emite, pelos contatos científicos que proporciona e pela pluralidade das seções que compreende é um poderoso elo no encadeamento do progresso nacional.”
Ações da ABC
O presidente da ABC fechou a sessão, apresentando dados relativos às atividades e ações da ABC no último ano: “Foram 27 atividades nacionais, 20 atividades internacionais, diversas ações em parceria com a SBPC. Publicamos um livreto sobre a visão dos jovens membros afiliados sobre ciência tecnologia e inovação, além das quatro edições anuais dos Anais da ABC, cujo índice de impacto em 2010 era em torno de 0.9 e em 2012 chegou a 1.094 – o mais alto da história da ABC,  mas ainda bem abaixo do potencial da revista. Durante este ano, tivemos 58 edições eletrônicas das Notícias da ABC, que já tem hoje 3.000 assinantes. A ABC atualmente tem mais de 3 mil fãs no Facebook e 5.480 seguidores no Twitter.”
No total, de acordo com Palis, foram cerca de 70 atividades realizadas em 2012, entre elas a Reunião Magna. “Esse vigor foi o que nos levou a ter no Brasil, em novembro de 2013, o Fórum Mundial de Ciência, pela primeira vez fora da Hungria. Este será um evento maior, para o qual temos parceria com o MCTI, a FCW, a Capes. Será um grande destaque da participação brasileira no cenário mundial da ciência e, certamente, vai contribuir para dias melhores da nossa ciência perante o poder público. Muito obrigado.”
O mestre de cerimônia encerrou a cerimônia, agradecendo a presença de todos em nome da Academia Brasileira de Ciências e os convidando para o coquetel, oferecido pela Fundação Conrado Wessel, servido no Salão Nobre da Escola Naval.
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