Órgãos humanos simulados em chip para testar cosméticos são a nova aposta do Grupo Boticário

Publicado em 05/07/2016
Grupo Boticário, 04/07/2016

Depois de contar que no Grupo Boticário muitos produtos são testados em pele humana desenvolvida em laboratório, a Pele 3D, a gente tem uma novidade surpreendente. Agora, vamos colocar um órgão dentro de um chip!

A explicação é superinteressante: o Grupo Boticário usará uma tecnologia inédita que simula um órgão humano em um chip. Chama-se organs on a chip, mais uma inovação nos testes alternativos de produtos de beleza. Por meio desse sistema, a pele se comunica com o sistema imune do corpo humano nos testes. Ou seja, ele permite identificar possíveis reações alérgicas causadas por produtos cosméticos a partir da pele. “A avaliação da sensibilização da pele é um tema altamente discutido na comunidade científica no cenário nacional e internacional. Estamos investindo no que há de mais inovador no mundo para testes de produtos cosméticos. Essa tendência complementa-se ao desenvolvimento de novas técnicas alternativas in vitro para a substituição de testes em animais”, explica o gerente de pesquisa biomolecular do Grupo Boticário, Márcio Lorencini.

A tecnologia utilizada para o desenvolvimento do chip é da empresa alemã TissUse e o desenvolvimento no Brasil será feito em parceria com o LNBio (Laboratório Nacional de Biociências), laboratório ligado ao CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) e com apoio do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e da Rede Nacional de Métodos Alternativos ao Uso de Animais (RENAMA). Os primeiros testes funcionais, em laboratório, estão previstos para começar ainda em 2016 e para o próximo ano, 2017, o Grupo Boticário deverá lançar os primeiros produtos testados a partir de órgãos simulados em chip. 

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