Governo Paulista trabalha para promover a geração integrada das energias renováveis

Publicado em 21/07/2017
Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, 18/07/2017

 

Gás natural dará estabilidade às energias solar, eólica e biogás
O secretário de Energia e Mineração de São Paulo, João Carlos Meirelles, participou nesta segunda-feira, 17 de julho, do segundo capítulo do Fórum RAC 2017, que discutiu a ampliação da oferta de energia para o desenvolvimento do interior paulista. O evento foi realizado pelo Grupo RAC, em Campinas.
Meirelles apresentou a política energética do Governo do Estado, que tem como diretriz do governador Geraldo Alckmin a ampliação das energias renováveis integradas aos insumos enérgicos já existentes. “São Paulo é privilegiado por ter uma grande participação das energias hidrelétricas e termoelétricas de biomassa. Mas as fontes que darão no futuro energia elétrica para o Estado são a solar, a eólica e o biogás”, destaca Meirelles.
Na abertura do evento, que contou com a presença de presidentes de associações e empresas ligadas ao setor de Energia e universidades, o secretário explicou que essas fontes são intermitentes e por essa razão necessitam de uma energia na base do sistema, que dê sustentação às renováveis. “O gás natural é o insumo de transição para as energias renováveis. Até termos baterias que estabilizem esses insumos, o gás natural dará a segurança que o sistema precisa, com a vantagem de ser o hidrocarboneto menos poluente”, destacou.
Para o secretário estadual o grande desafio é promover a interação dos diferentes insumos e para isso convocou as universidade e centros de pesquisa a trabalharem junto com a Secretaria na missão de promover a expansão das energias renováveis no interior paulista de forma integrada.
“A energia solar você tem apenas durante parte do dia e em momentos de forte nebulosidade a geração é menor. A eólica depende da força e principalmente dos ventos constantes. Já a biomassa de cana de açúcar temos durante apenas o período da safra, que é de oito meses. Essas energias podem ser integradas ao sistema tendo o gás natural como energético que estabiliza o período de ausência das renováveis”, detalha Meirelles.
Ainda na abertura do evento o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, destacou o papel da cidade na promoção das energias renováveis. “Não existe infraestrutura e desenvolvimento sem energia. Nós fizemos a melhor legislação tributária para inovação, especialmente para as energias renováveis. Campinas incentiva a inovação, principalmente na área energética”, concluiu o prefeito.
A região administrativa de Campinas é responsável atualmente por um terço das instalações solares do Estado de São Paulo.
“O tema energia foi especialmente escolhido para o segundo fórum em virtude da importância para o desenvolvimento econômico brasileiro”, afirmou Sylvino de Godoy Neto, diretor presidente do Grupo RAC, organizadora do evento.
O evento contou com painéis que debateram também etanol, biocombustíveis, bioenergia, petróleo, gás e os custos dos principais insumos energéticos. Todos os painéis foram coordenados pelo subsecretário estadual de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior. “Tivemos um fórum com a participação de importantes atores do setor energético, mas o principal foi o nível das discussões e dos debates que mostram que São Paulo está no caminho certo fortalecendo e ampliando as energias renováveis”, afirmou.
Além deste, o Grupo Rac realiza uma série de encontros para discutir assuntos de extremo interesse da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e do Interior paulista como um todo. Ao todo, serão cinco encontros, o primeiro ocorreu no dia 5 de junho, para discutir o papel do Estado para a retomada dos investimentos no Interior paulista, o terceiro, em agosto, vai falar sobre infraestrutura, transporte e logística, o quarto, em setembro, sobre agronegócio, e o quinto, em outubro, sobre desafios e perspectivas para a retomada do desenvolvimento no País.
Também participaram do evento Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar – Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica, Elbia Silva Gannoum Melo, presidente da Abeólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, Andre Dorf, presidente da CPFL Energia, Luiz A. Barbosa Cortez, professor titular da Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp e presidente da CC&R – Câmara de Comércio Exterior de Campinas e Região, Marcos Landel, pesquisador do IAC-Instituto Agronômico de Campinas – Centro Cana, Gonçalo Amarantes Guimarães Pereira, diretor do CTBE, Waldyr Gallo, pesquisador da Unicamp e Projeto Fapesp/Pegeout .
Repercussão: Meio Filtrante
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