Exposição utiliza jogos eletrônicos para apresentar nanociência a estudantes

Publicado em 04/02/2009

Portal Aprendiz, em 04/02/2009

Por meio de jogos eletrônicos, apresentar a estudantes dos ensinos fundamental e médio o que é feito nos laboratórios de pesquisa mais avançados do mundo. A proposta é da exposição NanoAventura, na qual a tecnologia da interatividade com o vídeo é utilizada para simular experiências de nanociência – estudo que busca a compreensão e o controle da matéria em escala nanométrica, átomo por átomo, molécula por molécula.

A exposição é itinerante e foi projetada pelo Museu Exploratório de Ciências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Em 2008, primeiro ano de funcionamento, a  NanoAventura recebeu mais de 25 mil  visitantes e passou por quatro cidades brasileiras: Rio de Janeiro, Campinas, São Paulo e Porto Alegre.

As experiências virtuais oferecem oportunidades que de outro modo não seriam possíveis. “O microscópio de tunelamento – que permite a obtenção de imagens de átomos e moléculas utilizando-se uma agulha microscópica – é um equipamento caríssimo, e quem tem vai usar para aquilo que precisa. Não é possível emprestar para alguém aprender como funciona”, explica o engenheiro Marcos Cuzziol, consultor do projeto para desenvolvimento de games. Uma simulação do aparelho faz parte da exposição. Com ela os estudantes fazem o papel de cientistas que precisam descobrir quais medicamentos curam uma célula doente.

Segundo o diretor do museu, Marcelo Sierer, divulgar a nanociência traz uma série de desafios. “A nanociência trata de coisas intangíveis, pequenas demais para serem vistas e concebidas”, diz. Segundo o coordenador do projeto, Marcelo Knobel, a solução para mostrar a escala nanométrica, por exemplo, foi expor como os cientistas chegam até ela, simulando o trabalho que realizam em laboratório.

Todos os jogos são em equipe, e quatro equipes disputam uma gincana. Segundo o diretor Sierer, “a ciência, da mesma forma, tem aspectos competitivos, mas é antes de tudo uma atividade colaborativa”. Para o professor Knobel, “aprender em equipe é um diferencial, não queremos que cada um se isole”, explica.

A educadora Fabiana Toledo, que monitora as visitas, confirma que os jogos são divertidos. “As crianças perguntam se podem jogar o videogame de novo”.

Para conhecer a NanoAventura, é possível agenda grupos escolares no site http://www.mc.unicamp.br/nanoaventura/.

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