Estudo do CGEE sobre etanol celulósico é apresentado na COP 21

CGEE, em 16/12/2015.

 

COP 21

A produção de combustíveis celulósicos é realidade no Brasil, e tende a se expandir devido ao baixo custo de produção e viés ambiental favorável. O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), atento a essa nova janela de oportunidades, realizou um estudo sobre a viabilidade do etanol celulósico (etanol de segunda geração ou EG2), que foi apresentado durante a Conferência do Clima (COP 21), em Paris, no início do mês.

O trabalho foi desenvolvimento em conjunto com o BNDES, o Laboratório Nacional de Ciência e tecnologia do Bioetanol (CTBE) e a Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI).

“As possibilidades são de desenvolvimento cientifico e tecnológico com apropriação imediata pelo setor produtivo e pelas políticas públicas agroindustriais, energéticas e ambientais”, diz Marcelo Poppe, assessor técnico do CGEE.

O uso do etanol de segunda geração (2G) é um compromisso reconhecido pelo governo brasileiro em seu INDC (sigla em inglês para “pretendida contribuição nacional determinada”) divulgado para a Conferência. Atualmente, o Brasil tem duas fábricas de 2G, com capacidade para produzir 140 milhões de litros por ano.

“A difusão em larga escala no planeta tem potencial de trazer uma contribuição significativa e de curto prazo para substituir combustíveis fósseis e redução de emissões de gases de efeito estufa, colaborando com a limitação do aumento da temperatura média desde a era pré-revolução”, analisa Poppe.

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