Dilma pede investimentos em infraestrutura da Alemanha

Publicado em 05/05/2011

Veja Online em 05/05/2011

Durante encontro com o presidente da Alemanha, Christian Wulff, a presidente Dilma Rousseff apresentou ao país europeu possíveis áreas de investimento, como o trem de alta velocidade, o PAC e os aeroportos brasileiros, e criticou a política monetárias de países expansionistas. Dilma e Wulff também assinaram acordos de cooperação bilateral na área de ciência e tecnologia.

Diante de parlamentares, empresários e investidores alemães, Dilma destacou como novas oportunidades de investimentos os portos e aeroportos, as Olimpíadas e a Copa do Mundo, o Programa de Aceleração do Crescimento e a construção do trem de alta velocidade entre o Rio de Janeiro e São Paulo. “Também destaquei a necessidade de desenvolvimento das relações entre as pequenas e médias empresas brasileiras nas relações bilaterais, que são fontes importantes de emprego”, disse a presidente.

Ela também ressaltou que a Alemanha é a principal parceira comercial do Brasil na Europa e o mercado brasileiro é o maior em termos de importação alemã da América Latina. “Em 2010 ultrapassamos os índices de antes da crise, que era de 20 bilhões de dólares”, afirmou a presidente. Dilma lembrou, ainda, que há 1.200 empresas de capital alemão no Brasil.

Entre os acordos estão a produção conjunta de um equipamento de aceleração de partículas e o intercâmbio de estudantes entre universidades dos dois países. O Brasil pretende enviar para a Alemanha 10.000 alunos de graduação e doutorado nas áreas de engenharia, ciências exatas e biológicas e receber alemães nas instituições brasileiras.

O presidente alemão reforçou o intercâmbio entre estudantes, disse ter interesse na propriedade intelectual dos brasileiros e acrescentou que a Alemanha vai inaugurar em São Paulo o sexto Centro Alemão de Ciência e Inovação do mundo. “Isso mostra que damos a maior importância para o desenvolvimento científico do Brasil”, comentou. Wulff também reiterou as relações comerciais entre os países. “Não consideramos o Brasil como um país de matéria prima que consumimos, mas de investimentos em que vale a pena estar presente. Vamos apoiar as pequenas e médias empresas e estabelecer ainda mais laços de amizade”, completou.

Os dois presidentes trataram também de questões econômicas. “Embora o pior momento da crise tenha passado, todos nós concordamos na necessidade de aprimoramento das governanças financeiras internacionais”, declarou Dilma. “Além disso, percebemos que países desenvolvidos com crescimento ainda fraco têm adotado políticas monetárias extremamente expansionistas, o que têm tido efeitos negativos sobre a inflação mundial.” A presidente garantiu que o Brasil tem compromisso com a resistência  às pressões inflacionárias, tanto as que vêm de fora quanto as que vêm do próprio país.

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