Acelerador de partículas brasileiros atrairá pesquisadores do mundo todo

Publicado em 11/06/2013

Revista Amazônia, em 10/06/2013

1359487415388-acelerador-de-particulasUm novo acelerador de elétrons de terceira geração está com início de sua construção  prevista para  2013, no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, São Paulo. Denominado Sirius, a máquina é capaz de emitir radiação com maior brilho e gerar imagens com mais resolução que o atual, de segunda geração.

De acordo com o diretor do LNLS, Antonio José Roque da Silva, além da vantagem tecnológica, o equipamento poderá servir como ímã para atrair cientistas de renome mundial como a israelense Ada Yonath – vencedora do Nobel de Química em 2009 por seu trabalho sobre a estrutura e a função dos ribossomos – ou o americano Brian Kobilka – premiado em 2012 pela descoberta de um novo receptor celular.

  • “Será uma facilidade aberta que atenderá às mais diversas áreas da ciência, desde medicina, biofísica, biotecnologia, biologia molecular e estrutural, até paleontologia, ciências dos materiais, agricultura e nanotecnologia. Se o equipamento estiver realmente no estado da arte, vai atrair pesquisadores de ponta de todo o mundo”, comenta o diretor.

 
Sobre o acelerador, o diretor do LNLS explicou que a energia final dos elétrons será mais do que o dobro da atual e também ampliará sua faixa de alcance para os raios X duros (o penúltimo no espectro eletromagnético, atrás dos raios gama). Isso permitirá penetrar estruturas mais espessas. Com o novo acelerador será possível, por exemplo,  gerar imagens tridimensionais de uma célula e de suas organelas.

  • “Hoje, ao estudar as propriedades do aço, por exemplo, só é possível penetrar na camada mais superficial do material. Com o novo acelerador conseguiríamos atingir de fato o volume e aprender como os átomos estão organizados”. explica o diretor.

O Sirius, com preço estimado em R$ 650 milhões, deverá estar 100% concluído em 2016. Até o momento já foram investidos R$ 55 milhões provenientes do MCTI. Além do órgão federal,  o projeto conta com o apoio do governo do Estado de São Paulo, que concederá um terreno de 150 mil metros quadrados onde será construído o acelerador.

Fonte: ECOEM

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