Quer descobrir como é o Sirius por dentro? Visita virtual revela detalhes inéditos do acelerador de partículas

Publicado em 13/07/2022
Por G1 em 23/06/2022

Disponível a partir desta sexta (24), CNPEM 360 permitirá ao público acesso a ambientes restritos e detalhes inéditos da infraestrutura científica que é usada por pesquisadores e empresas, em Campinas (SP).

 

Plataforma digital CNPEM 360 — Foto: CNPEM

Plataforma digital CNPEM 360 — Foto: CNPEM

Já imaginou passear por dentro de acelerador de partículas capaz analisar diversos tipos de materiais em escalas de átomos e molécula? Pois a partir desta sexta-feira (24) a visita ao superlaboratório Sirius e a outros equipamentos de ponta da ciência dentro do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), estarão ao alcance da população em geral por meio de uma visita virtual: o CNPEM 360 – veja abaixo como acessar.

A plataforma terá 44 fotos panorâmicas, em 360º, e 149 pontos de interação multimídia, onde, ao longo do roteiro, alguns cientistas darão detalhes sobre as áreas de atuação do CNPEM, além de apresentar resultados de pesquisas e demonstrar o funcionamento de algumas das ferramentas científicas.

Um dos destaques da visitação, claro, é o acesso ao Sirius, o acelerador de partículas com infraestrutura científica de última geração, disponível em apenas outros dois laboratórios no mundo, além de ser considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica do país.

Ambientes restritos

Com a plataforma, o visitante poderá explorar ambientes restritos do superlaboratório, como o interior do túnel blindado onde estão instalados os aceleradores de elétrons, sala de controle e laboratórios de preparação de amostras.

“Síncrotrons são as ferramentas mais versáteis da ciência para a investigação de qualquer tipo de material, orgânico e inorgânico, e portanto para ajudar na busca de respostas para problemas complexos que incluem, por exemplo, descoberta de novos medicamentos, desenvolvimento de processos bio e nanotecnológicos com foco na produção de materiais avançados para aplicações nos setores químico, de alimentos e bebidas, têxtil, petróleo e gás, defesa e aeroespacial; além de soluções biotecnológicas para o desenvolvimento sustentável de biocombustíveis avançados, bioquímicos e biomateriais”, explica José Roque da Silva, diretor geral do CNPEM.