Gabriela Frajtag é a única brasileira premiada em concurso que debate a interface entre a física quântica e a biologia.
Recém-graduada pela Ilum Escola de Ciência, Gabriela Frajtag, de 20 anos, conquistou um prêmio internacional em uma competição de artigos científicos que reuniu participantes de seis continentes e discutiu uma das questões mais desafiadoras da ciência contemporânea: a interface entre a física quântica e a biologia. A egressa colou grau em dezembro de 2025, no curso de Ciência e Tecnologia oferecido pela Ilum, graduação do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais).
Gabriela foi a única brasileira premiada no concurso promovido pelo Foundational Questions Institute (FQxI), em parceria com o Paradox Science Institute e com apoio do IDOR Ciência Pioneira. A iniciativa recebeu 97 inscrições de acadêmicos, cientistas, estudantes e profissionais de diferentes áreas. Ao final do processo de avaliação, oito participantes foram premiados, e Gabriela recebeu o Prêmio Especial de Graduação, no valor de US$ 3 mil, reconhecimento destinado a autores que ainda estavam na graduação no momento da submissão do artigo.
Intitulado “The Quantum of Biology: History and Future”, o ensaio de Gabriela analisa o surgimento da biologia quântica, seus principais marcos históricos e os desafios futuros do campo, propondo reflexões sobre o uso mínimo de recursos quânticos em sistemas vivos. Para o comitê avaliador, o trabalho se destacou tanto pela qualidade científica quanto pela clareza na comunicação com o público não especializado.
A formação interdisciplinar oferecida pela Ilum Escola de Ciência teve papel central na trajetória da pesquisadora. “A Ilum teve esse papel de apresentar a interdisciplinaridade muito cedo e me proporcionar ser inserida nesses campos tão novos. Tudo que eu pude perpassar e aprender na graduação foi porque estive em um ambiente tão interdisciplinar que é a Ilum”, afirma Gabriela.
Durante a graduação, Gabriela já havia se destacado em outras iniciativas acadêmicas e científicas, incluindo a conquista de uma vaga no programa de bolsas Líderes Estudar, da Fundação Estudar e participou do Programa Internacional Kupcinet-Getz, em Israel, liderado por Ada Yonath, ganhadora do Prêmio Nobel de Química em 2009, além de ter recebido homenagem como aluna destaque da Escola em sua formatura. As experiências contribuíram para sua aproximação com temas emergentes, como a biologia quântica, aprofundados posteriormente no artigo premiado.
“O reconhecimento internacional reforça a proposta pedagógica da instituição, que aposta em uma formação científica sólida, integrada e orientada para desafios contemporâneos. A conquista de Gabriela evidencia o potencial de jovens pesquisadores formados em um ambiente que estimula o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento”, disse Adalberto Fazzio, diretor da Ilum Escola de Ciência.
A competição internacional faz parte de uma série de iniciativas do FQxI voltadas a incentivar reflexões profundas e inovadoras sobre questões fundamentais da ciência, reunindo tanto pesquisadores experientes quanto novas vozes da comunidade científica global. Competições anteriores da FQxI já incluíram inscrições de ganhadores do Prêmio Nobel, e prêmios foram concedidos a pessoas de diferentes áreas, desde interessados em ciência de forma geral assim como a cientistas e autores reconhecidos. O FQxI conta com membros de destaque, como o físico teórico ganhador do Prêmio Nobel, Frank Wilczek e Carlo Rovelli (autor de Seven Brief Lessons on Physics), Sabine Hossenfelder (autora de Existential Physics: A Scientist’s Answer to Life’s Biggest Questions).
Sobre o Foundational Questions Institute
Fundado em 2006 pelo Professor Max Tegmark e pelo Professor Anthony Aguirre, o Foundational Questions Institute (FQxI) é uma agência independente de fomento e um think tank que apoia pesquisas de caráter exploratório nas ciências físicas. O FQxI conta com membros proeminentes, como o físico teórico ganhador do Prêmio Nobel, Frank Wilczek e outros. A iniciativa já concedeu mais de US$ 29 milhões em bolsas a pesquisadores de todo o mundo para investigar temas que vão desde a origem da seta do tempo na gravidade quântica até a natureza da consciência.
Sobre o IDOR Ciência Pioneira
É uma iniciativa independente de apoio à ciência de fronteira do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. Sem fins lucrativos, o projeto vai investir mais de R$ 500 milhões em pesquisas de ponta nos próximos dez anos. Fundada e financiada pela família Moll, controladora do Grupo D’Or, a iniciativa tem como foco o investimento em linhas de estudo promissoras e pouco exploradas na interface entre as ciências biomédicas e de saúde e as ciências exatas. www.cienciapioneira.org.
Sobre a Ilum Escola de Ciência
A Ilum é uma escola de Ensino Superior gratuita, que emprega uma abordagem interdisciplinar para a formação de cientistas e profissionais em Ciência e Tecnologia. Com um modelo educacional inovador, o bacharelado de três anos oferece aulas em tempo integral, conectando Ciências da Vida, Ciências da Matéria, Ciência de Dados, Inteligência Artificial e Humanidades para formar pesquisadores aptos a atuar de forma ética e colaborativa na busca por soluções às questões globais do século XXI. A Ilum é financiada pelo Ministério da Educação (MEC) e integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Sua proposta de ensino oferece contato precoce com atividades experimentais, seja nos laboratórios didáticos da Ilum ou no CNPEM, em projetos desenvolvidos junto aos pesquisadores.
Sobre o CNPEM
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I. Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CNPEM é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade. Responsável pelo Sirius, maior equipamento científico já construído no País. O CNPEM hoje desenvolve o projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos. Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no País, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação. As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, com apoio do Ministério da Educação (MEC).






