Publicado em 26/07/2021

Centro de pesquisa e empresa concorrem na categoria “Redução de Impactos Ambientais e Energias Renováveis”

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), em parceria com a Petrobras, estão entre os finalistas do Prêmio de Inovação Tecnológica 2020, promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O centro e a empresa concorrem, em 2021, na categoria “Redução de Impactos Ambientais e Energias Renováveis” com o projeto “Rota de Etanol de Segunda Geração para Biomassas do Setor Sucroenergético: desenvolvimentos em escalas laboratorial e piloto com integração em modelos de cenários industriais”.

O projeto consistiu no desenvolvimento de uma rota para produção de etanol de segunda geração (E2G) a partir de bagaço de cana-de-açúcar (disponível como excedente nas atuais usinas), palha da cana-de-açúcar (que se tornou disponível com a mecanização da colheita), e bagaço de cana-energia (novas variedades de cana, de maior produtividade e teor de fibra).

Ao longo do projeto foram avaliadas diversas condições experimentais das três principais etapas do processo: pré-tratamento, hidrólise enzimática e fermentação alcoólica, indo da bancada à escala piloto, condição permitida pela Planta Piloto para Desenvolvimento de Processos, instalação aberta do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), que integra o CNPEM. O projeto envolveu mais de cinquenta profissionais que, ao longo dos últimos anos, foram responsáveis pelo processamento de mais de dez toneladas de biomassa que resultaram em mais de seis mil amostras de processo analisadas para melhorar o desempenho e demonstrar a operabilidade da rota de E2G.

“Essa ampla base experimental foi integrada em modelos de cenários industriais para avaliação técnico-econômica e ambiental, que permitem avaliar as condições ótimas de processo para diferentes configurações industriais e sensibilidades frente a custos e preços exógenos ao processo, sejam eles insumos, como enzimas, ou produtos, como eletricidade e etanol”, explica Carlos Driemeier, pesquisador do LNBR/CNPEM e coordenador do Projeto E2G.

O Prêmio de Inovação Tecnológica é promovido pela ANP desde 2014 e, nesta edição, contou com cinco categorias, cada uma com três finalistas; mais informações podem  ser conferida no site da Agência.

Sobre o CNPEM

Ambiente de pesquisa e desenvolvimento sofisticado e efervescente, único no País e presente em poucos polos científicos no mundo, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações (MCTI). O Centro é constituído por quatro Laboratórios Nacionais e é berço do mais complexo projeto da ciência brasileira – o Sirius – uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo. O CNPEM reúne equipes multitemáticas altamente especializadas, infraestruturas laboratoriais mundialmente competitivas e abertas à comunidade científica, linhas de pesquisa em áreas estratégicas, projetos inovadores em parcerias com o setor produtivo e ações de treinamento para pesquisadores e estudantes.

O Centro constitui um ambiente movido pela busca de soluções com impacto nas áreas de Saúde, Energia, Meio Ambiente, Novos Materiais, entre outras. As competências singulares e complementares presentes no CNPEM impulsionam pesquisas e desenvolvimentos inovadores nas áreas de luz síncrotron; engenharia de aceleradores; descoberta de novos medicamentos, inclusive a partir de espécies vegetais da biodiversidade brasileira; mecanismos moleculares envolvidos no início e progressão do câncer; doenças cardíacas e neurodesenvolvimento; nanopartículas funcionalizadas para combater bactérias, vírus, câncer; novos sensores e dispositivos nanoestruturados para os setores de petróleo e gás e saúde; soluções biotecnológicas para o desenvolvimento sustentável de biocombustíveis avançados, bioquímicos e biomateriais.