José Roque destacou o papel das grandes infraestruturas científicas no avanço da ciência e da inovação no Brasil
O diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Antonio José Roque da Silva, participou da 12ª edição da Brazil Conference Harvard & MIT, um dos principais fóruns internacionais dedicados à discussão de temas estratégicos para o Brasil. Realizado entre os dias 27 e 29 de março, em Cambridge, o evento, reuniu lideranças para debater desafios e oportunidades para o desenvolvimento do país. Em sua 12ª edição, a iniciativa é organizada pela comunidade brasileira de pesquisadores, professores e estudantes atuantes nos Estados Unidos.
Durante sua participação, o diretor-geral apresentou o CNPEM e destacou o papel das infraestruturas científicas e multiusuárias do Centro no fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil. Entre os exemplos abordados, estiveram o Sirius, fonte de luz síncrotron de 4ª geração e maior infraestrutura científica do país, e o projeto Orion, um complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos que estará à disposição da comunidade científica nacional e internacional.
Roque integrou o painel “Ciência e Tecnologia no Setor Público”, que discutiu o papel da tecnologia como vetor de transformação da inovação pública. No debate, foram abordados os desafios de estruturar e consolidar instituições científicas em um país de dimensões continentais, assim como os caminhos percorridos para a construção de iniciativas estratégicas.
Ao longo da discussão, o diretor-geral destacou a importância de projetos de longo prazo e da continuidade de políticas públicas para a construção de capacidades científicas robustas. Ressaltou que a trajetória do CNPEM teve início com um síncrotron de menor porte, fundamental para a formação de recursos humanos e para a inserção internacional da ciência brasileira, e evoluiu para a concepção e construção de uma infraestrutura competitiva em escala global, como o Sirius. Também enfatizou o papel do Centro na articulação com a indústria nacional e na formação contínua de pesquisadores e especialistas.
Além disso, Roque enfatizou a importância de consolidar uma cultura científica brasileira orientada à ambição e à excelência, capaz de posicionar o País na fronteira do conhecimento. Destacou ainda os desafios de coordenação entre diferentes atores do sistema de inovação, apontando a importância de modelos integrados que articulem pesquisadores, setor produtivo e estruturas institucionais em torno de objetivos comuns.
O painel contou, além do diretor-geral do CNPEM, com a participação de Gabriel Azevedo, professor e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, e de Thiago Campos, advogado sanitarista, especialista em gestão pública e direito sanitário. A mediação foi conduzida por Camila Achutti, empreendedora em tecnologia e educação.
A íntegra do painel de discussão está disponível em: https://www.youtube.com/live/At0xtT_qnLM?si=CB0KdHn8DlhBrcvz&t=4098
Sobre o CNPEM
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de CT&I. Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CNPEM é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade. Responsável pelo Sirius, maior equipamento científico já construído no País. O CNPEM hoje desenvolve o projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos. Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no País, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação. As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, com apoio do Ministério da Educação (MEC).