Uso da palha da cana sem queima pode aumentar produção de energia

Publicado em 02/03/2017

G1 em 25/02/2017

Pesquisadores de Campinas (SP) estão desenvolvendo um estudo que utiliza a palha da cana-de-açúcar sem queima para aumentar a produção de energia elétrica dentro das usinas,  e com baixa emissão de gases do efeito estufa.

Os responsáveis pelo levantamento querem provar que este procedimento é mais limpo do que a biomassa, que é a mistura da palha com o bagaço da cana.

A estimativa é que a produção energética possa aumentar em sete vezes com o uso da palha sem queima.

“Se a gente pegasse hoje toda a palha no centro sul do país e colocasse para queimar,  isso corresponderia aproximadamente uma Itaipu [usina hidrelétrica binacional que produziu  8,74 milhões de MWh em janeiro]”, disse Gonçalo Pereira, diretor  do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), do Cento Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM).

De acordo com os especialistas, as usinas paulistas tentam há 20 anos utilizar a palha, mas não tem equipamentos adequados  e nem o conhecimento logístico para por em prática.

“A palha é uma espécie de sol no estado sólido. Então, além de você desperdiçar e deixar a palha no campo tem a possibilidade de insetos e fungos se alojarem na palha. E ao longo do tempo, ela acaba virando CO2 e outros gases do efeito estufa. Deixar a palha no campo é péssimo para o meio ambiente”, completa o pesquisador Gonçalo Pereira.

Os especialistas lembram ainda que a palha é importante para a qualidade do solo, e não pode ser retirada totalmente. O estudo leva em conta ainda qual é o equilíbrio ideal.

“Pelo menos  sete toneladas de massa seca de palha por hectare devem ser mantidas todo ano no campo para manter o equilíbrio”, ressalta o pesquisador do CTBE  João Carvalho.

O próximo passo da pesquisa do CTBE é identificar como transportar a palha sem contaminá-la.

Repercussão: RPA News; Nova Cana; UDOPRevista Canavieiros; Jornal Campo Aberto; Biocana; AMCESP; Blog Técnico de Agronegócio; Agronovas; UHN; Jornal Floripa

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