Testes em animais podem ser reduzidos com células criadas em laboratório

Publicado em 02/03/2017
Pluricell em 24/02/2017

LINKhttp://www.pluricellbiotech.com.br/pt/celulas-reduzir-testes-em-animais/

A busca por métodos para reduzir ou substituir os testes em animais já é uma realidade nas indústrias brasileiras. A partir de 2019, de acordo com o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animais (Concea), empresas de fármacos e cosméticos brasileiros não poderão mais realizar testes em animais em suas pesquisas científicas.

Pensando nisso, para transformar o uso de testes e pesquisa em medicamentos, a Pluricell Biotech, startup voltada à biotecnologia e células-tronco induzidas (iPS), já apresenta com seus produtos uma alternativa à utilização de animais em testes e pesquisas. A tecnologia da startup permite transformar células adultas de qualquer tecido em células-tronco induzidas. Além de evitar o uso dos animais, reduz o custo e tempo de pesquisa e desenvolvimento.


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As células-tronco embrionárias – geradas de um tecido humano – garantem resultados muito próximos do que se espera quando acontece o teste em animais. Testes como o de irritabilidade e toxicidade são feitos em células humanas, produzidas em um laboratório.

Um dos maiores desafios, entretanto, é garantir que a resposta seja positiva, e o criador sócio da Pluricell, Diogo Biagi, afirma que o resultado é preciso. “Ao invés de testes em animais, nossos clientes passariam a utilizar as células-tronco induzidas para descobrir se o produto causará ou não reações em seres humanos”, afirma Biagi.

Muitas empresas vêm trabalhando em alternativas para evitar o sofrimento dos animais durante os procedimentos de pesquisa. O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), localizado em Campinas, experimentou a alternativa. Usando células da Pluricell, a pesquisadora Talita Marin, em entrevista ao Estadão, afirmou “Tudo o que a gente faz com camundongos, a gente quer fazer com esses organóides”.


TESTES EM ANIMAIS SEM CRUELDADE


Em 1959, William M.S. Russell (zoologista) e Rex L. Burch (microbiologista) publicaram um livro “The Principles of Humane Experimental Technique”, em que estabeleceram os três R da pesquisa em animais: replacement (substituição), reduction (redução) e refinement (refinamento). Neste livro, que se baseia em um estudo de Russell e Burch, tinha como ponto principal que os animais fossem poupados de experimentos, que eles tivessem um tratamento adequado. Além disso, o estudo ainda comentava sobre a diminuição da dor e do medo dos animais e pedia a substituição deles na hora dos testes, sempre que houvesse possibilidade.


TESTES EM ANIMAIS NO BRASIL


Em pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 41% dos brasileiros são contra o uso da prática de testes em animais. No dia 23 de janeiro de 2014, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sancionou a lei 777/2013 – que proíbe o uso de animais em desenvolvimento de produtos de higiene, cosméticos e perfume. O estado de São Paulo foi, então, o primeiro no Brasil a vetar os testes em animais.


Fonte: São Paulo proíbe testes em animais | Portal do Governo do Estado de São Paulo

Fonte: Cobaias dão lugar à nova geração de células em pesquisa | Estadão – Caderno Ciência

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