Tecnologia para reparação de dutos

Publicado em 12/05/2010

Laboratório de Microscopia Eletrônica (LME) do C2Nano desenvolve método de união de materiais

Assessoria de Comunicação, em 12/05/2012

O Laboratório de Microscopia Eletrônica (LME), instalado no Centro de Nanociências e Nanotecnologia César Lattes (C2Nano), é parceiro da Petrobras desde 2004. Esta associação consolidou-se, de fato, em 2006 quando, com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), os pesquisadores iniciaram o desenvolvimento do projeto de uma solda por atrito. “Trata-se de um método de união de materiais sem a necessidade de fusão de metais, mas por mistura dos materiais com o auxílio de um liquidificador de metal”, conta Antonio José Ramirez Londono, gerente do Programa Industrial do LME. O “liquidificador” foi fabricado sob especificação nos Estados Unidos e está equipado com ferramentas cerâmicas que não comprometem a integridade do material a ser misturado.

O novo método de solda já está sendo utilizado para ligas de alumínio e magnésio. Foi patenteada e o LNLS será o primeiro Síncrotron do mundo a utilizar esta tecnologia.

O desafio, agora, é utilizar a mesma mistura com o aço. Nos próximos 36 meses, pesquisadores do LME estarão empenhados em desenvolver solda que permita misturar aço e aço inoxidável. “Vamos utilizar aço de qualidade, doado pela TenarisConfab”, adianta Ramirez.

A nova tecnologia poderá ser utilizada para soldar tubos de alumínio conhecidos como raisers, instalados na forma de “árvore de Natal” – e em grande profundidade – em poços de petróleo. “Um colapso desses raiser, por exemplo, é um fator crítico”, ele sublinha. Atualmente, a Petrobras repara os raiders por flotação.

O projeto integra a Rede de Tecnologia de Materiais e Controle de Corrosão (Tmec), mantida pela Petrobras. “Fomos convidados para montar um projeto de infraestrutura que já está em andamento. Já adquirimos um difratômetro de raio-X para estudar tensões residuais e desenvolver parâmetros do material. A Petrobras mantém dutos instalados no fundo do mar que, quando arrebentam, custa algo em torno de US$ 150 milhões para consertar”, diz.

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