Science House no LNBio discute ensino de ciência

Publicado em 16/11/2011
Assessoria de Comunicação, em 16/11/2011

 A educação, de uma maneira geral, está enredada numa espécie de paradoxo: os alunos, atualmente, lidam com a tecnologia com mais competência do que seus professores. Esse problema é particularmente sério quando se trata de despertar o interesse pela ciência, o que necessariamente passa pelo uso da tecnologia de forma envolvente. “As iniciativas nesse sentido pretendem tornar o processo cognitivo divertido”, disse Joshua Fouts, diretor da Science House Foundation, em debate promovido pelo Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, sobre os novos rumos da educação em ciência.

Fouts e Rita J King, vice-presidente da Science House Capital e futurista residente da NASA, abordaram as experiências da instituição norte-americana no que ela qualifica de “era da imaginação” – período compreendido entre a era industrial e a era das máquinas inteligentes.   O objetivo da visita ao Brasil foi iniciar contato com o LNBio para avaliar possível parceria em projeto de difusão científica.

Os jogos, por exemplo, são recursos divertidos para despertar o interesse pela ciência. Rita, no entanto, chamou a atenção para o fato de que os jogos, educativos ou não, são desenvolvidos por adultos para crianças e jovens, o que não leva à capacitação da imaginação. Fouts citou o exemplo de uma experiência, realizada em 2009, durante um acampamento voltado ao desenvolvimento de games por estudantes do ensino médio no estado de Louisiana, recentemente devastado pelo furacão Katrina e detentor dos maiores índices nacionais de pobreza, desemprego e obesidade. Desafiados a criar jogos com conteúdo social, como proteção ambiental, os estudantes cumpriram o propósito com seriedade.

Os bons resultados dessa experiência foi o mote para que Rita e Fouts se dedicassem por mais um ano e meio ao projeto “Imaginação: criando o futuro da educação e trabalho”, que resultou em um site com sugestões de como preparar melhor a força de trabalho do século 21.

Ao concluírem o projeto “Imaginação”, ambos foram convidados a integrar a equipe da Science House, sediada em New York e subdividida em três departamentos: Capital, Creative e Foundation. O objetivo da fundação, sem fins lucrativos e dirigida por Joshua, é instigar o prazer de aprender ciência e a cultura empreendedora. Para tanto conta com programas internacionais de doação de microscópios com fim didático, robótica e kit para monitoramento das condições ambientais.

A divisão Capital é uma incubadora de startups que já financiou nove empresas criadas a partir de ideias inovadoras de cientistas. Atualmente, Rita também trabalha para a NASA no planejamento de espaços do futuro parque científico da instituição.

Na adolescência Joshua foi intercambista no Brasil por um ano. Formado em Antropologia, pesquisou o impacto da Internet sobre o jornalismo. Ao conhecer Rita J. King, filósofa e repórter investigativa, por meio de avatares no mundo virtual do Second Life, passaram a estudar identidade digital.

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