Rede Brasileira de Astrobiologia é lançada no Brasil

Publicado em 13/09/2013

Pesquisadores se reúnem em rede virtual para divulgar trabalhos de pesquisa na área

Jornal Comunicação, em 12/09/2013

Com a intenção de integrar os pesquisadores de astrobiologia e divulgar a área, ainda pouco explorada no Brasil, surgiu a Rede Brasileira de Astrobiologia (RBA). Ela foi lançada em maio deste ano por pesquisadores do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (NAP-Astrobio/USP). ¨A RBA surgiu como uma ferramenta para facilitar o contato e colaboração entre os pesquisadores, alunos e educadores de diferentes áreas, seja de forma virtual ou presencial, com encontros, workshops e conferências a serem organizados. A criação de um cadastro virtual é o ponto de partida do trabalho, pois permite que os interessados pelo tema encontrem seus colegas ou os alunos encontrem seus futuros orientadores, em diferentes regiões do país¨, explica Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, também pesquisador associado do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP e um dos fundadores da rede.

Segundo Dimas Zaia, professor do departamento de Química da Uel e Vice-Chair da rede, a Astrobiologia é uma ciência multidisciplinar que engloba diversas áreas de atuação. Nos anos 80, a NASA (Agência Espacial Norte Americana) promovia um programa de exobiologia – procura de vida extraterrestre – que foi criticado pela comunidade científica.  Para solucionar essa questão eles substituíram a exologia pela astrobiologia, que tem como principais objetivos investigar como a vida se originou, se ela existe fora do planeta Terra e qual é o seu futuro.  ¨Com esses objetivos a área se torna muito ampla, no fundo qualquer pessoa pode trabalhar com astrobiologia. Por exemplo, na RBA existem pessoas que trabalham com química a filosofia¨, conta Zaia.

No momento a rede conta com mais de 80 membros de diferentes áreas e de vários estados. Foi formada uma de comissão de implantação, que irá ouvir a comunidade e criar as diretrizes de atuação da RBA a longo prazo – essa fase do projeto deve ir até 2017. “O próximo desafio é tornar a RBA uma instituição que tenha atuação de fato e não que exista apenas virtualmente, sem que atinja os seus objetivos”, comenta Fabio Rodrigues, pesquisador do LNLS, integrante do NAP-Astrobio e um dos idealizadores do projeto.

Quem se interessar pelo tema e tiver algum trabalho que possa contribuir, pode se inscrever através do site da RBA.  O interessado deve preencher um cadastro e responder algumas questões sobre a atuação no tema. Uma comissão de ingresso analisa esse material quanto à motivação e o tipo de trabalho realizado, aprovando ou não a entrada na rede. ¨A RBA quer incluir toda a comunidade, mas acima de tudo ela é feita para quem está atuando no tema, de forma que é preciso haver essa seleção. Esperamos que entusiastas e curiosos sobre o tema se beneficiem dos eventos e materiais que a RBA vai produzir e podem saber das atividades da rede assinando nossa newsletter¨, afirma Rodrigues.

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