O microscópio e a ciência como opção para crianças e adolescentes

Publicado em 24/07/2015
Portal do MCTI em 22/07/2015

Laboratório Nacional de Biociências apresentou ao público da SBPC um projeto de popularização da ciência e disponibilizou microscópios para os visitantes analisarem plantas, insetos e materiais diversos

A pesquisadora do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), Ana Carolina de Mattos Zeri, fez sucesso na Expo T&C, mostra de ciências montada durante a 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O kit de microscópios óticos expostos no estande do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) atraiu a atenção das crianças que visitaram a feira entre os dias 13 e 18 de julho. Muitas delas levaram insetos, pedaços de plantas e outros materiais para serem visualizados em versão ampliada.

Zeri também apresentou uma palestra no mini auditório da ExpoT&C, intitulada “Microscópios e biomoléculas na caixa de brinquedos”. A pesquisadora do LNBio falou sobre a evolução dos instrumentos científicos que mostram aos pesquisadores o que o olho humano não é capaz de enxergar. “Nos dias de hoje, quando se ultrapassa a escala microscópica e se chega à nanoscópica, uma das melhores formas de visualizar materiais é por meio da luz síncrotron”, explica Zeri.

A única fonte de luz síncrotron da América Latina fica localizada em Campinas, no Campus do CNPEM, organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Zeri apresentou exemplos de moléculas biológicas que tiveram suas estruturas atômicas e moleculares desvendadas por pesquisadores do Centro graças ao uso da luz síncrotron, em conjunto com outras técnicas tais como ressonância magnética nuclear e microscopia eletrônica.

De acordo com a pesquisadora, as pesquisas são a base do desenho racional de fármacos, no qual a estrutura de uma molécula alvo é desvendada para que se possa desenvolver medicamentos que ajam exclusivamente sobre essa molécula, com baixos índices de efeitos colaterais.

Zeri também mostrou ao público da SBPC o projeto LNBio Educa, trabalho de popularização e alfabetização científica realizado com crianças e jovens, de 6 a 18 anos, em comunidades carentes de Campinas (SP). Nas atividades da iniciativa, elas criam caleidoscópios, extraem moléculas de plantas e enxergam nos microscópios digitais portáteis células, microrganismos, plantas e insetos capturados no Parque Ecológico em Campinas.

“O objetivo deste projeto é mostrar que a ciência pode ser divertida, que aprender pode ser uma aventura, e, quem sabe assim, despertar interesse para outras profissiões”, conta Zeri.

Mais detalhes do projeto estão disponíveis neste link.

Sobre o LNBio

O Laboratório Nacional de Biociências dedica-se à pesquisa e inovação nas áreas de biotecnologia e à descoberta e desenvolvimento de fármacos e possui instalações abertas às comunidades científicas e empresariais. O LNBio concentra competências, equipamentos de última geração e um time de pesquisadores voltados à realização de estudos multidisciplinares nas áreas de biologia estrutural, proteômica, genômica, metabolômica, bioensaios, desenvolvimento de organismos geneticamente modificados, dentre outros.

Além do LNBio, integram o CNPEM os laboratórios nacionais de Luz Síncrotron (LNLS), de Nanotecnologia (LNNano) e de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).

Repercussão: SINTPq

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