Novo laboratório vai estudar ciclo do bioetanol

Publicado em 21/01/2010

Uma das principais linhas de pesquisa será a utilização do bagaço da cana na produção do etanol

O Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, instalado na área do Polo de Alta Tecnologia II, em Campinas, que será inaugurado hoje, em uma cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá como uma das principais linhas de pesquisa definir as possibilidade de utilização do bagaço e de outros subprodutos da cana de açúcar na produção de etanol.

Além disso, o local também contará com uma biorrefinaria virtual, que simulará em computadores todas as etapas de produção do biodiesel em uma refinaria. “Isso serviria como base para a implantação de projetos desse tipo”, destacou o diretor do órgão, Marco Aurélio Pereira Lima.

O investimento inicial para a implantação do laboratório foi de R$ 69 milhões. A expectativa é que, até 2013, 170 profissionais trabalhem no local, entre pesquisadores e funcionários. “Com o tempo, trabalharemos para conseguir recursos também dos órgãos de fomento à pesquisa”, ressaltou Lima.

Segundo o diretor, uma das principais tarefas do laboratório é estabelecer um procedimento que aumente a rentabilidade e o aproveitamento do ciclo de produção do biocombustível feito à base de cana de açúcar.

De acordo com ele, essa preocupação é fundamental para que o uso do bioetanol se torne viável economicamente em nível mundial. “É mais ou menos o que já acontece com o petróleo, que serve como matéria-prima para a produção de inúmeros produtos”, destacou.

PARCERIAS
Para que todo o ciclo de produção do biocombustível possa ser acompanhado e pesquisado, desde as tecnologias agrícolas utilizadas na cultura da cana de açúcar até a industrialização do bioetanol, o novo laboratório pretende apostar na realização de parcerias.

Essa colaboração seria feita com instituições como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), para dinamizar a produção de cana de açúcar, e envolveria também a criação de uma planta industrial na própria área do laboratório, que serviria como uma etapa intermediária entre a pesquisa acadêmica e a colocação dessas novas tecnologias no mercado.

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