Nobel de Física fala sobre a spintrônica em São Paulo

Publicado em 31/01/2011

Inovação Tecnológica, em 28/01/2011

Produtos spintrônicos

Quase 30 anos depois dos primeiros estudos teóricos, começam a tomar forma os primeiros dispositivos que representam uma nova forma de eletrônica: a spintrônica, que explora não a carga elétrica, mas outra propriedade, o spin (ou sentido do giro) dos elétrons.

Empresas dos Estados Unidos, da França e do Japão devem lançar em um ano as versões comerciais de memórias magnéticas de computador, já com recursos de spintrônica, capazes de armazenar e transmitir informação e de reduzir à metade a perda de energia.

“Os teletransmissores com base na transferência de spin também devem chegar logo, em um ou dois anos, aprimorando a transmissão de sinais por micro-ondas”, disse o físico francês Albert Fert, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), da França.

Nobel das memórias

Um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física de 2007, Fert participou da Escola São Paulo de Ciência Avançada sobre radiação síncrotron, realizada no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas.

Fert e o físico alemão Peter Grünberg receberam o Nobel por causa da identificação simultânea, em 1988, da magnetorresistência gigante, um efeito mecânico quântico observado em materiais compostos por materiais magnéticos e não magnéticos que reduz a resistência elétrica.
Tecnologia de discos rígidos dá Prêmio Nobel de Física a fundadores da spintrônica

Esse efeito, que foi aplicado tecnologicamente já a partir de 1997, apenas 11 anos depois de sua descoberta em laboratório, permitiu a ampliação da memória de computadores e celulares, quebrando a barreira dos gigabytes (GB).

A magnetorresistência gigante é a base da spintrônica, que permite a geração de memórias não voláteis e ainda mais potentes que as atuais, como as que a IBM, dos Estados Unidos, NEC, Sony e Hitachi, do Japão, e a francesa Thales devem apresentar publicamente em breve.

Esse efeito, que foi aplicado tecnologicamente já a partir de 1997, apenas 11 anos depois de sua descoberta em laboratório, permitiu a ampliação da memória de computadores e celulares, quebrando a barreira dos gigabytes (GB).

A magnetorresistência gigante é a base da spintrônica, que permite a geração de memórias não voláteis e ainda mais potentes que as atuais, como as que a IBM, dos Estados Unidos, NEC, Sony e Hitachi, do Japão, e a francesa Thales devem apresentar publicamente em breve.

Do laboratório para o produto

“Esses novos conceitos da física estão sendo aplicados rapidamente em novos produtos, diferentemente do que vemos, por exemplo, na geladeira, cuja tecnologia básica é muito antiga,” disse Fert.

Uma das razões é o longo trabalho conjunto entre centros de pesquisas e empresas.

O grupo francês Thales é um dos financiadores do laboratório de Fert, ao lado do CNRS, desde 1994. “Desde o início das nossas pesquisas nessa área a empresa está conosco,” disse.

A ESPCA é uma modalidade de evento científico lançada em 2009 pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP) para financiar a organização de cursos de curta duração em pesquisa avançada nas diferentes áreas do conhecimento.

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