Ministro destaca prioridade a acelerador

Publicado em 01/06/2012

Correio Popular em 01/06/2012

Raupp (Ciência e Tecnologia) participou da celebração dos 25 anos do Laboratório Síncrotron

Por Gláucia Santinello

Um dos mais importantes programas do Ministério de Ciência e Tecnologia  (MCT), o projeto Sirius, deve sinalizar uma nova fase do Laboratório Nacional de Luz Síncotron (LNLS). É que indicou o ministro de pasta, Marco Antonio Raupp, que esteve na sede do laboratório nessa quinta-feira (31), em Campinas, para comemorar os 25 anos de história do centro de pesquisa.

‘Quem vai dominar os próximos 25 anos do laboratório é o acelerador Sirius’, anunciou Raupp. Orçado em R$400 milhões, o Sirius é um síncrotron de terceira geração que permite obter detalhes de imagens em resolução 10 mil vezes maior que um aparelho de raio X.

Além de aumentar a capacidade de pesquisas por ano, o Sirius quer garantir a competitividade brasileira no cenário internacional , segundo o ministério. A previsão é de que o acelerador esteja em funcionamento em quatro anos.

O laboratório permite a realização de investigações em nível atômico e molecular de qualquer material e tem aplicações em praticamente todas as áreas científicas e tecnológicas: biologia, energia, física, meio ambiente, materias nanoestruturados, etc.

O ministro também afirmou no evento da última quinta-feira (31) em Campinas que quando o assunto é inovação industrial, a questão do material é essencial. Diversos fabricantes precisam de novos estudos em busca de melhores materiais – mais baratos, menos poluentes, mais maleáveis, por exemplo.

‘E esse espaço é um grande laboratório com infraestrutura governamental aberta para a comunidade científica e também para empresas, visando capacitação tecnológica e inovação de produtos que sem compettivos no mercado global. É uma questão de sobrevivência’, comentou.

Dessa maneira, a nova Fonte Síncontron de terceira geração abrirá oportunidades de pesquisa e ampliará a competitividade da ciência brasileira. Atualmente, o LNLS é utilizado por cerca de 2,7 mil pesquisadores – 82% dos brasileiros e 18% estrangeiros, principalmente latino-americanos.

De acordo com o ministro, as aritculações e as concepções dop projetos Sirius estão sendo iniciadas, principalmente em ralação ao financiamento.

‘O ministério vai participar com recursos próprios, mas estamos negociando recursos externos com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a própria Petrobras está interessada, e também estamos articulando com a Fapesp’, disse Raupp.

CNPEM

O Laboratório de Luz Síncrotron faz parte de um polo de pesquisas chamado Centro Nacional de Pesquisas em Energias e Materiais (CNPEM).

Além do LNLS fazem parte do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano). Os quatro atuam com base no conceito de laboratório, sendo responsáveis pela operação de grandes instalações de pesquisa abertos ao uso da comunidade acadêmica e empresarial. O CNPEM é gerido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncontron (ABTLuS) por meio de contrato de gestão com o MCT.

Veja mais na internet – Vídeo com a celebração dos 25 anos do LNLS.

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