Estudo desenvolvido no LNLS aponta vantagens no tratamento com Tibolona

Publicado em 03/03/2010

03/03/2010 – A pesquisa “Avaliação dos efeitos a longo prazo da tibolona no osso do fêmur por Microfluorescência de Raio-x”, desenvolvida por cientistas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), aponta que o hormônio Tibolona apresenta vantagens no tratamento da menopausa se comparado à usual Terapia de Reposição Hormonal (TRH) com estrógeno e progesterona. Pesquisadores apresentaram o estudo na 20ª edição da Reunião de Usuários do LNLS (RAU) que aconteceu nos dias 22 e 23 de fevereiro.

A grande vantagem do Tibolona é sua ação específica, agindo diferentemente em cada parte do organismo da mulher. Essa substância não tem quase nenhuma ação sobre a mama e sobre o endométrio, que são os locais de risco de câncer e onde os estrógenos geralmente agem. Trata-se de uma substância que imita as qualidades do estrógeno com diminuição dos efeitos colaterais.

O estudo demonstrou, por meio da técnica de Fluorescência de Raio-X, a qualidade e quantidade dos minerais ósseos como cálcio e estrôncio em amostras da cabeça do osso femoral.Foi possível observar que com o uso da Tibolona houve elevação das concentrações desses minerais nos ossos.

A perda de cálcio que ocorre nos primeiros cinco anos da Menopausa causa a osteoporose. A conseqüência mais direta da doença está relacionada às fraturas de ossos e entre essas fraturas, as mais graves são as da bacia. O tratamento com hormônios ou com substitutos hormonais reduz a ocorrência de osteoporose e previne fraturas em 25% e de coluna em 50%.

Segundo a pesquisa, o Tibolona é, de fato, uma alternativa às TRH convencionais porque trata, como estas, todos os sintomas e consequências do estado de deficiência estrogênica que caracteriza a Menopausa e previne a osteoporose pós-menopáusica, diminuindo assim o risco de fraturas.

Os cientistas também avaliam que a técnica utilizada, Fluorescência de Raio-X com Luz Síncrotron, mostrou-se uma alternativa instrumental eficiente para a caracterização das estruturas ósseas por mapas 2D e identificação dos elementos químicos.

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