Escola Sirius para Professores do Ensino Médio (ESPEM 2020)

Publicado em 23/01/2020
Pesquisa e desenvolvimento de ponta nas salas de aula de todo País

Assessoria de Comunicação em 23/01/2020

De 20 a 24 de janeiro de 2020, acontece segunda edição da Escola Sirius para Professores do Ensino Médio (ESPEM 2020), no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, SP. Financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e realizada em parceria com a Sociedade Brasileira de Física (SBF), a ESPEM oferece a professores e professoras de física do Ensino Médio a imersão na atmosfera de pesquisa e desenvolvimento de fronteira do CNPEM.

Para esta edição, foram selecionados 35 professores de ensino médio, principalmente da rede pública de ensino, vindos de 21 Estados e do Distrito Federal.

Com duração de 5 dias, a escola conta com aulas expositivas, demonstrações computacionais e experimentais, visitas à nova fonte de luz síncrotron brasileira, Sirius, e aos Laboratórios Nacionais do CNPEM. Além de discussões com os cientistas, os(as) professores(as) também terão oportunidade de ter contato e trocar experiências com outros colegas professores de todo o Brasil. 

Edição Anterior

A primeira edição da ESPEM, intitulada Escola de Síncrotron Para Professores do Ensino Médio, foi realizada de 14 a 18 de janeiro de 2019. Dentre mais de 200 inscrições recebidas de todo o País, foram escolhidos 20 professores de 16 estados (AC, AM, ES, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PI, PR, RJ, RR, RS, SP, TO) e do Distrito Federal.

 

Sobre o Sirius

Sirius é uma fonte de luz síncrotron, uma máquina que tem como objetivo gerar um tipo especial de luz de altíssimo brilho, capaz de revelar aspectos microscópicos, em mínimos detalhes, dos mais variados materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, solo, ligas metálicas, dentre muitos outros.

O novo acelerador de elétrons brasileiro tem cerca de 85% dos recursos investidos no Brasil, em parceria com empresas nacionais. Além da construção civil, foram estabelecidos contratos com mais de 300 empresas de pequeno, médio e grande portes, das quais mais de 40 desenvolvem soluções tecnológicas para o Sirius, em parceria com os pesquisadores e engenheiros do CNPEM.

 

Sobre o CNPEM

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado em Campinas-SP, possui quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial.

O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) opera a única fonte de luz Síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador brasileiro, de quarta geração, para análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos; o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da Biociência, com foco em biotecnologia e fármacos; o Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) pesquisa soluções biotecnológicas para o desenvolvimento sustentável de biocombustíveis avançados, bioquímicos e biomateriais, empregando a biomassa e a biodiversidade brasileira; e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.

Os quatro Laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos.

 

Sobre a SBF

A SBF é uma entidade de utilidade pública sem fins lucrativos, fundada em quatorze de julho de 1966. Seu principal objetivo é a divulgação e promoção do conhecimento em Física no Brasil.

Principais ações da SBF: Organização anual de seis Encontros Temáticos, Encontros Regionais e seis Escolas em diferentes áreas da Física; Publicação das revistas Brazilian Journal of Physics (BJP), Revista Brasileira de Ensino de Física (RBEF) e Física na Escola; Organização das Olimpíadas Brasileiras de Física, envolvendo quase um milhão de estudantes de escolas privadas e públicas; Coordenação do Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF), hoje com 59 pólos em todas as regiões do país, para professores do Ensino Médio e Fundamental; Outorga do Prêmio José Leite Lopes, de melhor tese de doutorado, o Prêmio Ernesto Hamburger, de divulgação de Física, e o Prêmio Carolina Nemes, para físicas em início de carreira; Organização do programa de estágio para professores do Ensino Médio na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN).