Carlos Aragão é empossado no cargo de diretor-geral da ABTLuS

Publicado em 11/11/2011

Portal do MCTI em 11/11/2011

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Aloizio Mercadante, empossou, nesta quinta-feira (10), o físico Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho no cargo de diretor-geral da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS). A cerimônia foi realizada no auditório Renato Archer, no ministério, em Brasília.

O termo de posse foi assinado pelo presidente da ABTLuS, Pedro Wongteschowshi, e pelo diretor empossado. Em seu discurso, Carlos Aragão agradeceu pela confiança depositada e falou das prioridades de sua gestão.

“É um enorme prazer e privilégio dirigir esse laboratório, é um novo desafio fortalecer a capacidade de inovação das empresas do país e aumentar a competitividade da indústria brasileira,” disse Aragão.

Para o ministro Mercadante, a ABTLuS pode mostrar o que o país é capaz de produzir em tecnologia e inovação. “Temos que criar a cultura de inovação empresarial, como eixo estrutural para o crescimento do país. Aragão fará uma grande gestão nesta instituição”, disse.

Aragão foi eleito pelo Conselho de Administração da ABTLuS em 19 de agosto. Ele foi diretor de Inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e gerente-geral de Parcerias e Recursos no Instituto Tecnológico Vale (ITV). Ph.D em física pela Universidade Princeton, foi pesquisador associado na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern) e na Universidade de Paris XI.

A ABTLuS é gestora de quatro Laboratórios Nacionais – Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e Nanotecnologia (LNNano) – por meio de contrato de gestão com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os quatro laboratórios estão instalados no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas.

Discurso completo do presidente do Conselho de Administração da ABTLuS, Pedro Wongtschowski, na cerimônia de posse do diretor-geral Carlos Aragão, no dia 10 de novembro, em Brasília

Prezado Ministro Mercadante, prezado Secretário Executivo Luis Elias, prezado Arquimedes Ciloni, Sub Secretário das Unidades de Pesquisa, senhoras e senhores.

É um prazer sermos recebidos pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação para marcar o início da nova administração da ABTLuS – Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron , instituição de pesquisa cujo sucesso se deve em grande parte ao apoio e à confiança recebidos deste Ministério.

A história desta Associação começou com a criação do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, tendo evoluído, nos últimos anos, para a formação de um Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais – CNPEM, hoje integrado por quatro Laboratórios Nacionais: o próprio Síncrotron, o de Biociências, o de Nanotecnologia e o de Bioetanol.

Desta história, preservamos dois traços essenciais: atuamos como Laboratórios Nacionais, abertos a toda a comunidade de pesquisadores acadêmicos e industriais, e o fazemos como uma associação privada, a serviço de uma política pública de pesquisa e inovação. Essa construção institucional só foi possível pela visão estratégica e capacidade de liderança de seu fundador, Rogério Cezar de Cerqueira Leite – a quem tenho a honra de suceder como Presidente do Conselho de Administração.

Apoiados em nosso passado precisamos dar um passo à frente, na consolidação do novo projeto do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, com o aprofundamento da experiência dos Laboratórios Nacionais, explorando sua vocação para a cooperação. Com isso, almejamos, por um lado, sustentar os avanços da nossa comunidade científica, tradicional usuária das nossas instalações, e, por outro, responder a um novo desafio: o de fortalecer a capacidade de inovação das empresas instaladas no País.

A agenda do futuro do CNPEM começa, então, com um primeiro passo: atrair mais empresas para utilizar, em seus projetos de pesquisa e desenvolvimento, os recursos da luz sincrotron, que serão consideravelmente ampliados com a construção da nova fonte Sirius. Este novo equipamento é indispensável para ampliar a inserção da ciência brasileira no cenário internacional, e para aumentar a  competitividade da industria brasileira.

Outros passos serão dados: disponibilizar à academia e à indústria, os recursos da biotecnologia e das biociências, no fortalecimento da competência nacional para a produção de fármacos, de polímeros de menor impacto ambiental; da nanotecnologia e dos avanços que vamos conseguir na produção de materiais nanoestruturados a partir da biomassa; e no desenvolvimento de tecnologias para aumentar a produtividade da agroindústria de cana-de-açúcar e permitir a  produção de etanol de segunda geração.

O CNPEM é uma instituição privada sem fins lucrativos, constituída com o objetivo de promover e contribuir para o desenvolvimento do país. Temos de ser reconhecidos pela capacidade de cumprir as metas e objetivos definidos nos Contratos de Gestão e nos projetos pelos quais somos responsáveis. Como instituição privada, temos a obrigação de desenvolver novos padrões de governança, onde a transparência seja uma constante.  Temos, em síntese,  de nos afirmar como paradigma de eficiência, no uso dos recursos de origem pública e privada que nos são confiados e na operação eficaz dos ativos que administramos.

Meus Senhores

A continuidade do apoio do Ministro Aloizio Mercadante e do Secretário-Executivo Luiz Antonio Elias dão-nos a certeza de que seremos capazes de construir este futuro. Juntos, e com a direção segura do novo Diretor Geral, professor Carlos Aragão, vamos, por meio de uma instituição fortalecida e mais integrada, contribuir para que sua gestão, Ministro Mercadante, deixe uma marca transformadora na ciência, tecnologia e inovação brasileiras.

Muito obrigado!

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