Brasil e China terão centro de pesquisa conjunto para inovação em nanotecnologia

Publicado em 15/02/2012
Agência Brasil, em 14/02/2012

Gilberto Costa

Chunli Bai, presidente da Academia Chinesa de Ciências, ao lado de Fernando Galembeck, em visita ao LNNano, em 2011

Brasília – O Diário Oficial da União publica hoje (14) portaria assinada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, instituindo o Centro Brasil-China de Pesquisa e Inovação em Nanotecnologia, o CBC-Nano.

Ainda não está definida a agenda de pesquisas do centro, mas, segundo o químico Fernando Galembeck, a China manifestou interesse em desenvolver, com o Brasil, sensores e dispositivos para uso em diagnósticos clínicos para atendimento de populações dispersas.

“A ideia é ter um equipamento portátil confiável, de produção barata, que facilite levar atendimento às pessoas”, explica Galembeck, que é diretor do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), em Campinas (SP), e será o coordenador brasileiro no CBC-Nano.

Segundo ele, outra área de interesse é o desenvolvimento de novos produtos a partir da biomassa. “Podemos usar nanotecnologia para transformar os resíduos agrícolas”, disse, lembrando que o Brasil, sendo um dos principais produtores mundiais de alimentos e de commodities agrícolas, gera grande volume de biomassa ainda não aproveitada.

O centro sino-brasileiro é virtual e funcionará como uma rede de cooperativa de pesquisa e desenvolvimento da qual ficará vinculado o LNNano. Conforme a portaria, “a participação no CBC-Nano será considerada serviço público relevante, não ensejando qualquer remuneração específica”.

A China é considerada uma das maiores potências na pesquisa com nanotecnologia, enquanto o Brasil ocupa a 25ª posição. Conforme dado divulgado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o mercado internacional de nanotecnologia deverá atingir US$ 693 bilhões até o final deste ano e US$ 2,95 trilhões em 2015.

Nanotecnologia diz respeito à capacidade de manipular matérias de tamanho atômico, de 1 a 100 nanômetros – cada nanômetro tem um milionésimo de milímetro, ou seja, uma unidade 10 mil vezes menor que o diâmetro do fio de cabelo.

Edição: Lana Cristina

Repercusão: Jornal da Ciência, Jornal do Commercio, Correio BrazilienseO Popular, Opera MundiMaceió Agora, Bem Paraná, NE10, Direito 2, 24 Horas News, Portal CWB, Jornal das Montanhas, Rede Brasil Atual, InterJornal, MSN Notícias, Paraiba Online, Polo Naval, Academia Brasileira de Ciências, Rede Decmocrática, Zap Notícias, TopGyn, Suino.com, Jornal Brasil, GoiasNet, Redenit, Notícias Rss, iMasters, Página Rural, O Imparcial, Tn Petróleo, DCI, Correio do Brasil, Plano Brasil, O Tempo, Vermelho, Portugal Digital, Último Segundo (Ig), Café das Quatro, Info, O Repórter, ComputerWorld, ANID, TánaWeb, Abase, Sandes, Rio Bonito, Jornal dos Municípios RJ, Editora Opet, Portal Regional, FIEC, ClicaBrasília, Jornal do Dia, Portal MS, Folha.com, Tribuna Hoje, cn10, Camaçari Notícias, Amazônia na Rede, Jornal Web Minas, Cidade Biz, MídaMax, Espaço de Vida, Jornal Vicentino, Folha Eco, Cientec

 

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