Biorrefinarias: como adicionar valor à cadeia da biomassa

Publicado em 13/09/2013

SBQ, em 12/09/2013

A competência do país para desenvolver tecnologias que explorem seus amplos recursos da biomassa será uma das variáveis da economia brasileira nos próximos anos, asseguram os especialistas. Na fase atual, esse objetivo passa pela criação e aperfeiçoamento de biorrefinarias, que incorporem os diferentes tipos de processos produtivos. O caminho envolve conhecimento científico e técnico, soluções de logística, e políticas públicas, explica o pesquisador da Embrapa Agroenergia, Sílvio Vaz Júnior, coordenador do II Simpósio Nacional de Biorrefinarias, que acontecerá de 24 a 26 de setembro, em Brasília (DF).

Ao lado da Embrapa, são promotores do evento a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) e Dechema (Sociedade de Engenharia Química e Biotecnologia da Alemanha). A SBQ é um dos apoiadores institucionais e seu presidente, Vitor Ferreira, será responsável por uma das duas conferências de abertura, falando sobre “Os esforços da Sociedade Brasileira de Química e da União Internacional de Química Pura e Aplicada para o avanço das biorrefinarias.” A outra conferência “Biorrefinarias: cenários e desafios” será proferida por Birgit Kamm, do Instituto de Pesquisas de Biopolímeros, da Alemanha. De forma diferente do que ocorre com o petróleo, cujo modelo de exploração está estabelecido, a biomassa tem fontes com características diversificadas, exigindo diferentes processos, em estágios de desenvolvimento mais ou menos avançados, lembra o coordenador. Cana-de-açúcar, oleaginosas e madeira florestal são três dessas possibilidades.

Pesquisa e desenvolvimento estão voltados para três grandes plataformas. Os processos químicos, com os recursos de catalisadores, heterogêneos ou homogêneos; os bioquímicos, com a aplicação de processos fermentativos de leveduras, bactérias e catálise enzimática, e tecnologias termoquímicas, envolvendo, por exemplo, técnicas de torrefação e combustão.

O Simpósio foi dividido em quatro blocos, cada um com quatro apresentações e uma mesa-redonda. No primeiro, “Biomassa para biorrefinarias”, estão especialistas da Embrapa, Esalq e Universidade Federal de Viçosa. “Avanços em processos de produção químicos e biocombustíveis”, tem a participação de apresentadores da Universidade de Córdoba (Espanha) da Agência Internacional de Energia, do IPT (SP) e da empresa holandesa Avantium. O terceiro bloco “Avanços em métodos de análise e em integração de processos”, contará com palestrantes da USP, da Universidade de New York, da Lignotech (Brasil) e do Cenpes, da Petrobras. “Potencial econômico de novos produtos e sua sustentabilidade”, a quarta sessão, terá a colaboração de pesquisadores da Universidade do Tenesse, da UFRJ, da Universidade Tecnológica de Delft (Holanda) e do CTBE, Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol.

Veja a programação completa do II Simpósio Nacional de Biorrefinarias aqui.

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