WEG integra o maior desafio tecnológico do Brasil

Publicado em 18/09/2014
Renováveis Magazine, em 11/09/2014

 

A WEG aceitou o desafio tecnológico de fabricar componentes para o Sirius, projeto científico brasileiro para a construção de um novo acelerador de eletrões, que competirá com outras máquinas de tecnologia de ponta da Europa, América do Norte e Ásia. Concebido pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o Sirius será a nova máquina aceleradora de eletrões a velocidades próximas da luz, que irá produzir uma fonte de luz intensa com alto poder de penetração. A WEG irá desenvolver os eletroímanes responsáveis pela trajetória dos eletrões. Segundo o físico Antonio José Roque da Silva, Diretor do LNLS, esse tipo de parceria gera impactos variados para as empresas. “Para uma grande empresa, a interação é vantajosa porque envolve as suas equipes em desafios sofisticados e ela credencia-se como fornecedora no mercado de aceleradores.”

Segundo Antônio Cesar da Silva, Diretor de Marketing e Relações Institucionais da WEG, o fabrico dos eletroímanes é um desafio para a empresa, já que eles não são produtos habituais da linha de produção. “Sempre fomos movidos por desafios na área tecnológica e os nossos engenheiros estão muito motivados para desenvolver esta solução”, afirma. O síncrotron ajudará em pesquisas que vão desde a investigação por novos medicamentos até o desenvolvimento de equipamentos para extrair petróleo do pré-sal. Considerado a melhor ferramenta para investigação de materiais, será cinco vezes maior e mais avançado do que o UVX, em operação no Brasil desde 1997. Em ordem de grandeza, o brilho será bilhões de vezes maior em algumas faixas de energia. “Cerca de 30 países contam com laboratórios deste tipo. O Sirius foi desenhado para ser o melhor da sua categoria”, garante Roque. Os eletroímanes, fornecidos pela WEG, formam o coração do acelerador, ao guiar a trajetória dos eletrões dentro do anel. “Uma inovação para o mercado nacional, já que nenhuma empresa do país produz um electroiman com a qualidade necessária para construir um acelerador como o Sirius”, assinala o físico.

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