Países latino-americanos querem ampliar cooperação regional

Publicado em 22/11/2013
Portal MCTI, em 21/11/2013

Uma ação articulada com foco em ciência, tecnologia e inovação (CT&I) é vista como uma possível solução para os problemas que enfrentam os países latino-americanos e caribenhos. A ampliação e o fortalecimento da cooperação regional é o primeiro item da Declaração da América Latina e do Caribe para ser entregue aos participantes do 6° Fórum Mundial de Ciência (FMC), que ocorre de domingo (24) a quarta-feira (27), no Rio de Janeiro.

Na opinião do diretor do Escritório Regional de Ciência e Tecnologia da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Jorge Grandi, é preciso criar um instrumento financeiro que permita a pesquisadores e laboratórios trabalhar juntos. “Muitas vezes, para solucionarmos problemas cientificamente, precisamos da interação entre diferentes laboratórios. E é aí que está o problema. Não temos um instrumento que permita a associação de atores diferentes”, avaliou Grandi, na apresentação do documento, nesta quinta-feira (21).

Ele acredita que o FMC é um excelente ambiente para dar início à discussão sobre criar um mecanismo financeiro para a CT&I da região. Membros de academias de ciências de 65 países se reunirão no Brasil para discutir o papel da ciência para o desenvolvimento global e sustentável.

“Tem que haver uma vontade política muito grande. É óbvio que os países grandes da região, México, Argentina, Brasil e Colômbia, podem liderar as discussões de elaboração de um instrumento como esse”, afirmou o diretor da Unesco.

Experiências bem-sucedidas

Durante a apresentação do documento, no Seminário Brasil – Ciência, Desenvolvimento e Sustentabilidade, também foi citada a ampliação de experiências regionais exitosas, como os laboratórios multiusuários. “Essa é uma experiência que já dominamos, mas precisamos ampliá-la”, afirmou a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mantém laboratórios abertos à comunidade científica internacional. Entre eles, os laboratórios nacionais de Luz Síncrontron (LNLS), de Nanotecnologia (LNNano) e de Biotecnologia (LNBio), por meio do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

“Teremos ainda o Reator Multipropósito Brasileiro, que fornecerá o molibidênio-99, produto usado na medicina nuclear”, afirmou o secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, durante um almoço com os jornalistas. “Atuar em conjunto com pesquisadores de outros países é muito importante.”

O documento também prevê ações para a conservação e o uso racional dos recursos naturais, educação e cultura em CT&I, ética e acesso ao conhecimento, entre outros temas. A declaração sintetiza e avança sobre desafios enfrentados pela região.

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