Coração de pedra com 100 milhões de anos é descoberto na Chapada do Araripe

Publicado em 27/04/2016
Diário do Nordeste, 20/04/2016

O coração foi estudado em peixe comum encontrado na Chapada do Araripe, sendo o primeiro em 3D Fotos: Divulgação

O coração foi estudado em peixe comum encontrado na Chapada do Araripe, sendo o primeiro em 3D
Fotos: Divulgação

A descoberta inédita de um coração fossilizado de peixe em 3 dimensões – com mais de 100 milhões de anos – chama a atenção de pesquisadores do mundo inteiro e está sendo anunciada hoje, pela revista inglesa, eLife.

Descoberta no Cariri cearense é divulgada por revista inglesa

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O mais novo exemplar volta os olhares do mundo da Paleontologia para a Chapada do Araripe. A revista mostra o coração fossilizado em 3D perfeitamente preservado de um peixe com cerca de 113 a 119 milhões de anos de idade, encontrado no Brasil, chamadoRhacolepis.

É a primeira vez na história do Planeta Terra que se tem certeza da descoberta de um coração fossilizado de um Vertebrado.

A descoberta demonstra o imenso potencial para mais descobertas dessa natureza, permitindo que discussões sobre a anatomia comparada dos órgãos moles em organismos extintos e como eles evoluíram ao longo do tempo.

Encontrar um coração fossilizado completo em um peixe com mais de 100 milhões de anos foi um grande avanço para o pesquisador José Xavier Neto, do Laboratório Nacional de Biociências brasileira, Lara Maldanis da Universidade de Campinas, Vincent Fernandez, da Facilidade Europeia Síncrotron Radiação, e colegas de todo o Brasil e na Suécia.

Coração fossilizado de 100 milhões de anos é encontrado em Jardim

Para o pesquisador Ypsilon Félix, pela primeira vez realmente há um ponto de dados para estudar a anatomia em detalhe de um coração fossilizada em um grupo extinto de peixes da Chapada do Araripe. O material foi encontrado há alguns anos, na área próxima ao Município de Jardim, no Cariri, e vinha sendo estudado por vários pesquisadores brasileiros. Um deles, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ismar Carvalho, que integrou a equipe do professor Xavier. Há décadas que ele estuda os fósseis da Chapada do Araripe.

 

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