Cientista defende coexistência entre modelos de produção agrícola

UAGRO, em 07/12/2015

 

Segundo Pamela Ronald, da Universidade da Califórnia-Davis, para se conseguir produtividade e sustentabilidade na agricultura, não interessa o sistema, sendo o mais importante garantir um resultado que proteja o meio ambiente, facilite a vida do trabalhado

 

A pesquisadora do Laboratório de Inovação Genética da Universidade da Califórnia-Davis, Pamela Ronald, defendeu, em evento realizado na semana passada [02 de dezembro], em São Paulo (SP), a coexistência entre os modelos de produção agrícola.

Pamela foi uma das palestrantes do seminário “Caminhos da Ciência e Desenvolvimento”, que reuniu autoridades acadêmicas e empresariais. O encontro foi uma parceria entre entidades de fomento à ciência, a exemplo do BNDES, o CNPq, o CNPEM, a Fapesp e a Finep, associações e o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).

Foto: Divulgação

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Segundo Pamela, para se conseguir produtividade e sustentabilidade na agricultura, não interessa o modelo agrícola, o mais importante é garantir um resultado que proteja o meio ambiente, facilite a vida do trabalhador rural e aumente a produção de alimentos.

“Espera-se que pessoas que trabalham com biotecnologia agrícola e produção orgânica sejam inimigas, mas meu casamento é possível porque nós não estamos focados nos meios, mas nos fins”, afirmou a pesquisadora que é casada com um agricultor orgânico, e desenvolve pesquisas com uma variedade de arroz geneticamente modificado (GM).

De acordo com a diretora-executiva do CIB, Adriana Brondani, em um momento de crise de confiança generalizada como o que vivemos, é fundamental nos voltarmos para ciência em busca de soluções. Também palestrante no evento, o físico e diretor do Institute for Cross Disciplinary Engagement, Marcelo Gleiser, destacou que os recentes avanços mostram que a biologia será determinante para o desenvolvimento da sociedade neste século. “A engenharia genética, a biotecnologia, a bioinformática e áreas afins se converterão em fontes centrais de progresso ao longo dos próximos anos”, projetou.

O diretor de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa, Ladislau Martin Neto, também foi um dos participantes do encontro, em que os especialistas deixaram com principal recado que a ciência é o motor da produtividade agrícola e da melhoria da qualidade de vida.

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