Cartilha dá segurança a pesquisas conjuntas

Publicado em 08/09/2011

Valor Econômico em 08/09/2011

Por Jacilio Saraiva
De São Paulo

Os investimentos em ações inovadoras na Natura saltaram de R$ 111,8 milhões em 2009 para cerca de R$ 140 milhões em 2011. “O objetivo é investir, anualmente, cerca de 3% da receita líquida”, diz Luciana Hashiba, gerente de gestão de inovação e parcerias da empresa, que registrou em 2010 uma receita líquida de R$ 5,1 bilhões.

Os princípios da inovação aberta ganharam os corredores em 2006. Hoje, a unidade tem 18 funcionários e cerca de 300 parceiros, entre institutos de ciências e tecnologia, universidades, corporações e órgãos de fomento. Em 2006, a companhia inaugurou um centro de pesquisa e tecnologia em Paris, na França. Tem unidades similares na sede, em Cajamar (SP), e na cidade paraense de Benevides. A fabricante aposta em acordos com universidades por meio do programa Natura Campus. Mais de 50% das pesquisas são produzidos a partir de parcerias externas. “A ideia de explorar a inovação aberta é fazer mais e melhor”, afirma Luciana. Segundo a gerente, o método permite mais acesso a conhecimentos de ponta, complementaridade de competências e alavancagem de projetos.

Para selecionar parceiros, a Natura usa critérios como linhas de atuação das empresas e instituições, além de habilidades de interação e inovação. O recrutamento prioriza áreas como tecnologias sustentáveis, segurança de produtos e formulação, além de setores de produção, como ciências da pele e cabelos. Um dos parceiros mais recentes é o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), de Campinas (SP). Juntos, inauguraram em julho, um centro de pesquisa de novos ingredientes da biodiversidade. Para manter o sigilo industrial, a Natura segue uma cartilha de procedimentos de segurança.

A unidade de inovação também tem um programa de relacionamento e incentivo a estudantes universitários. As sugestões chegam por meio de um site. Em três meses, recebeu 107 ideias. As dez melhores receberam prêmios de R$ 15 mil. “Para facilitar a formação de alianças, cresce o uso de sites, redes sociais e bancos de dados corporativos que reúnem interessados em fazer parcerias”, explica Marco Aurélio de Carvalho, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).”

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