Brasil pode produzir 120 milhões de litros de etanol 2G

Publicado em 03/09/2014
Universo Agro, 2/9/2014

O etanol de segunda geração (2G), produzido a partir do processamento do bagaço e da palha de cana-de-açúcar, poderá se tornar um dos combustíveis mais competitivos do mercado nos próximos anos.

A implementação da nova tecnologia trará, principalmente, aumento no número de empregos, bem como maior movimentação financeira na cadeia produtiva do etanol, além de atender as demandas nacionais e internacionais. A informação é da pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Dasciana Rodrigues. Ela destaca, também, que o Brasil poderá produzir aproximadamente 120 milhões de litros de etanol por ano.

O etanol de segunda geração poderá se tornar um dos combustíveis mais competitivos do mercado nos próximos anos

A Granbio – a empresa de biotecnologia industrial –  acredita que a nova tecnologia vai dobrar a fabricação brasileira de etanol em 20 ou 30 anos. “Usando somente palha e bagaço, é possível aumentar 50% a capacidade de produção do combustível, sem a necessidade de ampliar as áreas plantadas do canavial”, diz a entidade.

Para a Granbio, a técnica minimizará os impactos de crise no setor sucroenergético. “Com os avanços da tecnologia e acesso à biomassa, será possivel maior geração do 2G”. E, na mesma linha, a pesquisadora Dasciana Rodrigues, acrescenta que a matéria-prima utilizada na fabricação do combustível, além de ser renovável e abundante, está disponível em muitas regiões do país.

Em entrevista ao Universo Agro, a Empresa explica, ainda, que os custos de produção e comercialização serão menores. “Isso ocorre devido ao baixo preço da matéria-prima. À medida que a fábrica atingir 100% de sua capacidade, alcançaremos um custo mais competitivo que o do etanol de primeira geração”, informa Granbio.

Por outro lado, o coordenador do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de bioetanol (CTBE), Antônio Bonini, ressalta que o 2G enfrenta algumas dificuldades. “Os principais desafios são: a logística, produção de enzimas e operação do processo”, diz. Algumas matérias-primas como: sorgo e resíduos florestais, também, podem ser utilizadas na elaboração do etanol de segunda geração. “O ideal é que o material esteja disponível em grandes quantidades e com preços baixos”, finaliza Bonini.

Repercussão: Fator Brasil, Sidicombustíveis Bahia, Maxpress, Brasil Economia, Canaplan

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