{"id":9324,"date":"2014-07-10T16:00:55","date_gmt":"2014-07-10T19:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/?p=8224"},"modified":"2022-01-21T17:05:38","modified_gmt":"2022-01-21T20:05:38","slug":"pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/","title":{"rendered":"Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um &#8220;playground&#8221; da ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Disserta\u00e7\u00e3o sobre Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, em 9\/7\/2014.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ana-c-zeri.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-8227\" title=\"ana-c-zeri\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ana-c-zeri.jpg?resize=392%2C640&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"640\" \/><\/a>R<span style=\"font-size: 13px; line-height: 19px;\">ecentemente, a f\u00edsica Ana Carolina Zeri, 42 anos, foi not\u00edcia em jornais e sites do pa\u00eds por ter proferido uma palestra sobre educa\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em evento promovido pela Google, no m\u00eas de fevereiro, em San Martin, Calif\u00f3rnia. Ela exp\u00f4s propostas de inclus\u00e3o social, com base em dois projetos que realiza em Campinas-SP, onde atua no\u00a0\u00a0Laborat\u00f3rio Nacional de Bioci\u00eancias (LNBio\/CNPEM). Um deles \u00e9\u00a0o\u00a0LNBio.Educa, enquanto o\u00a0outro \u00e9 a\u00a0ONG Associa\u00e7\u00e3o Anhumas-Quero-Quero.<\/span><\/p>\n<p>Durante a confer\u00eancia, ela prop\u00f4s uma esp\u00e9cie de\u00a0<em>playground<\/em>\u00a0da ci\u00eancia, situando e refor\u00e7ando a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica (DCT) como um espa\u00e7o entre\u00a0o ensino formal e as pesquisas acad\u00eamicas. Para entender essa e outras quest\u00f5es,\u00a0leia a entrevista que o\u00a0<a href=\"https:\/\/dissertacaosobredc.blogspot.com.br\/\">blog Disserta\u00e7\u00e3o Sobre Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica<\/a>\u00a0realizou com Ana Carolina Zeri:<\/p>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea concorda que a forma como voc\u00ea se interessou pela divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 um exemplo da import\u00e2ncia que a pol\u00edtica cient\u00edfica tem no est\u00edmulo \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o acad\u00eamica com a sociedade?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0Sim. A ideia de fazer divulga\u00e7\u00e3o para os ensinos m\u00e9dio e fundamental come\u00e7ou em 2011, quando elabor\u00e1vamos um projeto de pesquisa para ser submetido a um edital. A proposta central era trabalhar em descobertas de novos f\u00e1rmacos, mas havia uma vertente do documento que exigia atividades de divulga\u00e7\u00e3o pelo cientista. N\u00e3o fomos contemplados, mas abrimos uma nova frente de atividades.<\/p>\n<p>Ainda durante a elabora\u00e7\u00e3o da proposta,\u00a0pensamos em v\u00e1rias poss\u00edveis a\u00e7\u00f5es, como equipar um \u00f4nibus com laborat\u00f3rios para visitar as escolas. Nesse momento, conheci dois futuros parceiros fundamentais, que foram a\u00a0<a href=\"https:\/\/aaqq.org.br\/\">Anhumas Quero-Quero<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"https:\/\/sciencehousefoundation.org\/\"><em>Science House Fundation<\/em><\/a><em>,\u00a0<\/em>uma organiza\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica localizada em Nova Iorque, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fale, por favor, um pouco mais sobre essas duas entidades.<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0A\u00a0<em>Science House Fundation<\/em>\u00a0tem um projeto muito interessante, que \u00e9 a<em><a href=\"https:\/\/sciencehousefoundation.org\/microglobalscope\/\">MicroGlobalScope<\/a><\/em>, atrav\u00e9s do qual s\u00e3o oferecidos kits com microsc\u00f3pios e uma c\u00e2mera fotogr\u00e1fica para serem distribu\u00eddos em escolas, museus, institutos de pesquisa e organiza\u00e7\u00f5es em geral, que tenham afinidade com a funda\u00e7\u00e3o. Outra iniciativa \u00e9 o\u00a0<em><a href=\"https:\/\/sciencehousefoundation.org\/videoscience-experiments\/\">V\u00eddeo Science<\/a><\/em>, cujas produ\u00e7\u00f5es ajudam os professores a realizarem experi\u00eancias eficazes e criativas nas salas de aula.<\/p>\n<p>Entrei em contato com a funda\u00e7\u00e3o para que viessem ao LNBio conhecer as nossas pretens\u00f5es e falarem das perspectivas deles, com o objetivo de firmar uma parceria. E deu certo. N\u00f3s ganhamos deles, em novembro de 2011, dois kits, um deles foi para o laborat\u00f3rio de divulga\u00e7\u00e3o aqui do LNBio e o outro para o laborat\u00f3rio que comecei a montar na ONG. Em contrapartida, os estudantes dos projetos tiram fotos e publicam no site da\u00a0<em>Science House\u00a0<\/em>(veja\u00a0<a href=\"https:\/\/www.microglobalscope.org\/lnbio\/\">fotos do LNBio Educa<\/a>\u00a0&#8211; veja\u00a0<a href=\"https:\/\/www.microglobalscope.org\/queroquero\/\">fotos da Associa\u00e7\u00e3o Anhumas Quero-Quero<\/a>).<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, eu levei esse kit para a Reuni\u00e3o Anual da Sociedade Brasileira para Progresso da Ci\u00eancia do ano passado e fez muito sucesso. Tanto as crian\u00e7as quanto os adultos adoram esse experimento, cujos microsc\u00f3pios permitem aumentar o nosso poder de vis\u00e3o em at\u00e9 140x.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea chegou a ir ao Acre com a\u00a0<em>Science House Fundation<\/em>, para promover a DCT entre \u00edndios. Como foi essa experi\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0Excelente! Em 2012, deixamos um kit em uma aldeia, onde \u00edndios t\u00eam um centro de saberes da floresta, com cursos, inclusive com v\u00eddeos. Impressionantes as crian\u00e7as \u00edndias mexendo com habilidade nos equipamentos, como se fossem crian\u00e7as da cidade. Parece que nasceram sabendo.<\/p>\n<p>Fiz quest\u00e3o de refor\u00e7ar que esse aprendizado cient\u00edfico por eles \u00e9 muito importante at\u00e9 mesmo para salvar a cultura deles, pois caso o contr\u00e1rio, ser\u00e3o enganados muito facilmente. H\u00e1 diversos casos de \u00edndios informados que entraram na justi\u00e7a contra empresas que exploravam a cultura e o ambiente deles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E a ONG Nnaumas Quero-Quero, que tipo de atividade realiza?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0A ONG j\u00e1 existia desde o in\u00edcio da d\u00e9cada passada, com sede em um parque ecol\u00f3gico e mantida pela Prefeitura da cidade, por funda\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m por muitos cidad\u00e3os da localidade.\u00a0Quem diariamente cuida da Organiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o pessoas que moram em condom\u00ednios ao lado das favelas, pessoas que veem essa realidade, muitas vezes impercept\u00edvel para n\u00f3s. Ao todo, hoje\u00a0contamos com 12 pessoas trabalhando, entre educadores e coordenador pedag\u00f3gico, o que \u00e9 pouco para quase 300 crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Basicamente, a organiza\u00e7\u00e3o faz atividades em hor\u00e1rios complementares \u00e0 escola com crian\u00e7as de favelas de Campinas, situadas bem pr\u00f3ximas de dois grandes\u00a0<em>shoppings<\/em>\u00a0da cidade, o Iguatemi e o Galleria. \u00c9 um contraste. Eles possuem uma filosofia calcada em rodas, como nas rodas de artesanato e de dan\u00e7a. A forma das assembleias \u00e9 assim tamb\u00e9m, sempre bem participativas e inclusivas.<\/p>\n<p>Assim que n\u00f3s recebemos os kits da\u00a0<em>Science House Fundation<\/em>, j\u00e1 come\u00e7amos a instala\u00e7\u00e3o dos equipamentos na ONG. Comecei a ir l\u00e1 uma vez por semana, com uma grande preocupa\u00e7\u00e3o de promover algo \u201can\u00e1rquico\u201d, no sentido de deix\u00e1-los livres, usufruindo dos materiais, brincarem sem compromisso, ao contr\u00e1rio da escola, onde o peso da seriedade das atividades \u00e9 mais contundente. Ficou muito claro para mim que a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, para este p\u00fablico precisa ter este aspecto l\u00fadico.<\/p>\n<p>Aos poucos, eu fui guiando o amadurecimento deles, sugerindo conhecer, por exemplo, as c\u00e9lulas e o corpo humano. O importante \u00e9 que eles tirem as pr\u00f3prias conclus\u00f5es sobre a constitui\u00e7\u00e3o da anatomia humana, a import\u00e2ncia, a produ\u00e7\u00e3o e o consumo consciente e equilibrado de rem\u00e9dios, por exemplo. Tudo isso contribui para a forma\u00e7\u00e3o de um cidad\u00e3o completo, que \u00e9 o objetivo da ONG.<\/p>\n<p>\u00c9 um trabalho essencial de socializa\u00e7\u00e3o de pessoas exclu\u00eddas das oportunidades e benef\u00edcios da ci\u00eancia, da educa\u00e7\u00e3o, da cultura e tamb\u00e9m do mercado consumidor. S\u00e3o pessoas que precisam bastante de ajuda. Muitas mal sabem escrever e falar corretamente. Imagina um estudante da 7\u00aa s\u00e9rie sem mesmo saber escrever o pr\u00f3prio nome! Acho at\u00e9 que nem seja uma exclusividade dos moradores da favela, mas sim representa a crise educacional do Brasil. Conhe\u00e7o rec\u00e9m-graduandos \u00a0que escrevem mal. Se a gente n\u00e3o se interessar por esse problema, como ser\u00e1 o futuro das pessoas e do pa\u00eds?<\/p>\n<p>O que n\u00f3s fazemos na ONG e no LNBio Educa \u00e9 apenas incentivar o gosto pela ci\u00eancia, semear interesses e habilidades. N\u00e3o capacitamos profissionais, pelo menos ainda. Claro, de certa forma, penso em quem vou contratar daqui a cinco anos, quem vai estagiar e fazer p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o conosco.\u00a0Se n\u00f3s plantarmos as sementes, as coisas acontecem, florescem.<\/p>\n<p>O Tom Z\u00e9 discursou certa vez sobre o que ele chamou de \u201ccintur\u00e3o protein\u00e1rio de S\u00e3o Paulo\u201d, em refer\u00eancia \u00e0 cultura de muitos imigrantes, principalmente nordestinos, que ao se deslocarem nas d\u00e9cadas passadas, come\u00e7aram a se alimentar melhor, mesmo nas adversidades, fortalecendo os seus organismos com nutrientes, como a prote\u00edna. Hoje, melhores sustentados, eles conseguem expressar mais a cultura e a buscar mais. Precisamos reconhecer valor e potencial nessas pessoas que hoje s\u00e3o exclu\u00eddas da sociedade. S\u00e3o humanos, acima de tudo! E a DCT, como a\u00e7\u00e3o cultural libertadora, \u00e9 fundamental para encontrarmos e ajudarmos essas pessoas.<\/p>\n<p>Tenho certeza de que nesses \u00faltimos dois anos, eu consegui mudar a vida de, pelo menos, 10% das crian\u00e7as e adolescentes com quem me relacionei nos projetos de DCT. Todo mundo pode fazer isso, basta doar-se um pouquinho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como foi a sua experi\u00eancia de dar uma palestra no evento\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.solveforx.com\/\">Solve for \u201cX\u201d<\/a><\/em>, do Google?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0Foi maravilhoso! Pude aprender bastante, inclusive sobre muitas ferramentas interessantes da empresa, como o\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.google.com\/edu\/\">Google For Education<\/a><\/em>, al\u00e9m de recursos em geral j\u00e1 dispon\u00edveis, mas pouco conhecidos. Alguns a serem pagos e outros gratuitos.<\/p>\n<p>A din\u00e2mica era bastante aberta e participativa, no sentido da acomoda\u00e7\u00e3o, com todo o ambiente estruturado para nos sentirmos pr\u00f3ximos uns dos outros e \u00e0 vontade. A cada intervalo, todos se reuniam para discutir as apresenta\u00e7\u00f5es e dar um retorno aos palestrantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E como foi a sua apresenta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0O meu projeto era o \u00fanico da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o. Propus uma esp\u00e9cie de\u00a0<em>science playground<\/em>, algo como uma brinquedoteca da ci\u00eancia, com o objetivo de fazer com que o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas passem a ter prazer em aprender a ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o penso em criar espa\u00e7os muito formais, criar cientistas e nem competir com a escola, pelo contr\u00e1rio. Pretendo gerar est\u00edmulo em favor do espa\u00e7o escolar, onde possa haver ideias muito boas, inovadoras, desenvolvimento de tecnologias e incetivo \u00e0s artes. \u00c9 preciso agentes e mecanismos para intermediar estas duas unidades (escola e DCT), fazendo o meio de campo. As crian\u00e7as precisam saber melhor como elas utilizar\u00e3o o aprendizado formal em suas capacita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 um livro chamado \u201c<em>Prazer em conhecer: A aventura da ci\u00eancia e da educa\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, que mostra uma conversa entre o jornalista Gilberto Dimenstein com os cientistas Miguel Nicolelis e Drauzio Varella. Nos depoimentos, vemos como a criatividade e as brincadeiras normais de crian\u00e7as s\u00e3o muito importantes para o desenvolvimento cerebral e educacional da forma\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Eu tenho percebido isso com os alunos da ONG e do LNBio Educa, que aprendem juntos e levam d\u00favidas e experi\u00eancias para as salas de aula, at\u00e9 mesmo exigindo mais dos professores. O grau de interesse dos docentes est\u00e1 muito relacionado \u00e0 participa\u00e7\u00e3o e \u00e0 vontade de saber dos pr\u00f3prios estudantes. A sala de aula precisa ser, de fato, um ambiente de trocas e aprendizados. E isso tem ocorrido a partir dos nossos projetos. Crian\u00e7as e adolescentes que antes eram passivos e at\u00e9 briguentos, t\u00eam assumido novos comportamentos.<\/p>\n<p>Queremos formar pessoas assim, mais proativas, que tenham curiosidade, vontade de saber e perguntar. Isso faz parte de um m\u00e9todo cient\u00edfico, ou seja, perguntar, gerar hip\u00f3teses e tentar solucionar os problemas apresentados. Ali\u00e1s, eles mesmos prop\u00f5em atividades para n\u00f3s, o que demonstra que os objetivos est\u00e3o sendo alcan\u00e7ados.<\/p>\n<p>O perguntar gera consequ\u00eancias maravilhosas e incalcul\u00e1veis, pois altera o\u00a0<em>modus operandi\u00a0<\/em>na mente das pessoas, que ficam muito mais cr\u00edticas, alertas. E a partir disso, as portas se abrem. Ent\u00e3o, \u00e9 mais importante divulgar o modo como os cientistas veem as coisas do que o que n\u00f3s, de fato, fazemos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>As outras palestras abordaram sobre o qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:\u00a0<\/strong>O p\u00fablico presente era de pessoas com muitos recursos e propensas a investir em projetos de risco nos mais variados temas, como: a cria\u00e7\u00e3o de um banco de sementes na \u00c1frica; reciclagem de lixo nuclear; trabalhos com nanopart\u00edculas para a fabrica\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios mais baratos e eficientes; purifica\u00e7\u00e3o de \u00e1gua; novos materiais; economias em campos de refugiados, cujas din\u00e2micas, em geral, s\u00e3o bem parecidas com o que assistimos nas favelas do Brasil; log\u00edstica de transporte baseado em dirig\u00edveis com capacidade de carregar v\u00e1rios<em>containers<\/em>; enfim&#8230; havia muitas e interessantes propostas vision\u00e1rias de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e futuristas que almejam atingir bilh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Achei muito interessante, tamb\u00e9m, uma feira de matem\u00e1tica na qual os alunos solucionavam problemas conversando entre si, em um modelo cooperativo, e n\u00e3o competitivo. \u00c9 um formato de ensino afinado com o lado coletivo, de equipe, colaborativo da ci\u00eancia, pois precisamos saber e entender que cada um tem as pr\u00f3prias compet\u00eancias e que os profissionais dependem de habilidades alheias para o aperfei\u00e7oamento individual e tamb\u00e9m coletivo. Pretendo desenvolver essa vertente na ONG e no LNBio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual foi o feedback dos palestrantes sobre a sua apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0Foram v\u00e1rios. Primeiro, houve uma cr\u00edtica de que o projeto \u00e9 bom, que eu teria boa inten\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o haveria a quantidade de cientistas dispon\u00edveis e interessados para viabilizar as ideias.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ana-zeri.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8228 aligncenter\" title=\"ana-zeri\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ana-zeri.png?resize=491%2C328&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"491\" height=\"328\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E voc\u00ea concorda?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0N\u00e3o, eu discordo. Eu penso que h\u00e1, sim, muitos pesquisadores interessados, mas o que falta \u00e9 conect\u00e1-los, estabelecer la\u00e7os, faz\u00ea-los se conhecerem. E a\u00ed v\u00eam as oportunidades oferecidas pelas novas tecnologias, como o\u00a0<em>Hangout<\/em>\u00a0e as comunidades do\u00a0<em>Google Plus<\/em>.<\/p>\n<p>Acho, tamb\u00e9m, que precisamos incluir os educadores nos projetos de DCT. No geral, todos est\u00e3o falando diferentes linguagens, nesta \u00e1rea. A culpa \u00e9 da coletividade, n\u00e3o apenas de um segmento. O pesquisador deve ter a consci\u00eancia de divulgar, assim como os cidad\u00e3os de fora da academia precisam ter o interesse em conhecer e estar mais a par dos assuntos cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Hoje em dia, as possibilidades de saber s\u00e3o muito maiores, s\u00e3o infinitas. A Internet \u00e9 um universo de oportunidades, mas nem sempre sabemos desfrutar dessa potencialidade.<\/p>\n<p>Outra cr\u00edtica dos colegas no evento foi a de que n\u00e3o seria papel do cientista fazer tanto esfor\u00e7o para realizar a educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e que o governo poderia contribuir financiando crian\u00e7as e adolescentes para frequentarem as escolas. Particularmente, eu at\u00e9 acho que essa \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel a curto e m\u00e9dio prazos, como tem sido feito, mas precisamos ir al\u00e9m, precisamos realizar tarefas mais duradouras.<\/p>\n<p>Muitos empres\u00e1rios t\u00eam a vis\u00e3o de que simplesmente fornecer equipamentos eletr\u00f4nicos, como\u00a0<em>tablets<\/em>, \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para a inclus\u00e3o digital, mas sabemos que n\u00e3o funciona desta forma. \u00c9 indispens\u00e1vel um acompanhamento, uma supervis\u00e3o para auxiliar na utiliza\u00e7\u00e3o adequada e produtiva destes recursos, porque a maioria das pessoas n\u00e3o saber\u00e1, por si s\u00f3, gerar benef\u00edcios substanciais nesta linha educacional e cultural.<\/p>\n<p>Mais um\u00a0<em>feedback<\/em>\u00a0foi o de uma m\u00e9dica, que questionou a figura do cientista como palestrante em escolas, pois, em tese, ele n\u00e3o seria um modelo, uma inspira\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima para as crian\u00e7as e adolescentes. Eu discordo em parte, porque \u00e9 uma responsabilidade do cientista trabalhar essa quest\u00e3o da empatia e da capacidade did\u00e1tica para com os n\u00e3o iniciados na ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, refor\u00e7o, n\u00e3o \u00e9 apenas os cientistas quem devem fazer a DCT, mas sim uma rede de profissionais com perfis heterog\u00eaneos. Trata-se de uma constru\u00e7\u00e3o coletiva. S\u00f3 o jornalista, ou o cientista, ou o aluno, ou o professor \u00e9 insuficiente para dar conta de uma divulga\u00e7\u00e3o de qualidade e que realmente obtenha resultados satisfat\u00f3rios.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o precisa ser mais exigente. Em pa\u00edses desenvolvidos, a sociedade \u00e9 bem mais participativa, debate com a comunidade acad\u00eamica temas centrais do pr\u00f3prio dia a dia social. O caso dos sete cientistas presos em 2012 na It\u00e1lia por n\u00e3o prever um terremoto que matou 300 pessoas na prov\u00edncia de \u00c1quila (regi\u00e3o central do pa\u00eds) \u00e9 um exemplo da exig\u00eancia social e institucional pelo trabalho dos pesquisadores e da ampla capacidade de interfer\u00eancia na vida humana e social de todos n\u00f3s.\u00a0O Brasil est\u00e1 come\u00e7ando a fazer isso, atrav\u00e9s, por exemplo, das discuss\u00f5es dos alimentos org\u00e2nicos e transg\u00eanicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E qual a percep\u00e7\u00e3o dos outros conferencistas sobre a ci\u00eancia brasileira? O pa\u00eds \u00e9 bem visto como destino desses investimentos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0Em geral, eles sabem muito pouco sobre o Brasil. Ningu\u00e9m sabia, por exemplo, que n\u00f3s temos um acelerador de part\u00edculas, que desfrutamos de estruturas avan\u00e7adas de pesquisas em \u00e1reas diversas e que h\u00e1 campos cient\u00edficos com proje\u00e7\u00f5es na ci\u00eancia internacional. Os empreendedores com quem conversei se mostraram bastante otimistas com a nossa ci\u00eancia, pelo nosso perfil mais pr\u00f3ximo da Europa e dos Estados Unidos, do que a China, por exemplo, e tamb\u00e9m veem com bons olhos a economia brasileira.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, se o Brasil quiser expandir ainda mais a ci\u00eancia, deve ampliar a influ\u00eancia no exterior, deve ter mais dom\u00ednios e publica\u00e7\u00f5es em Ingl\u00eas, que \u00e9 a linguagem cient\u00edfica universal. A China e a \u00cdndia t\u00eam essa vantagem de lidar melhor com esse idioma. No meu doutorado, metade da turma era de origem chinesa.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea j\u00e1 declarou que pretende expandir ainda mais a DCT na ONG e no LNBio. Como?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0Primeiro, a ideia \u00e9 expandir o nosso laborat\u00f3rio para a outra sede da ONG, chamada Anhumas, o que permitir\u00e1 incluirmos mais centenas de crian\u00e7as e adolescentes. Depois, pretendemos criar parcerias com outras escolas de Campinas e regi\u00e3o, at\u00e9 mesmo pensando em trazer os alunos para visitar o LNBio, no qual os pr\u00f3prios estudantes da ONG podem ser monitores.<\/p>\n<p>O grande sonho mesmo \u00e9 fazer uma grande expans\u00e3o, utilizando as novas tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. Nos Estados Unidos, \u00e9 muito comum pesquisadores desfrutarem destas plataformas para dialogar e divulgar as suas pesquisas. J\u00e1 houve, por exemplo, um evento que promoveu conversas entre crian\u00e7as e adolescentes com cientistas do\u00a0<em><a href=\"https:\/\/home.web.cern.ch\/\">European Organization for Nuclear Research<\/a><\/em>\u00a0(CERN). H\u00e1, tamb\u00e9m, classes que fazem\u00a0<em>Hangout<\/em>\u00a0voltado mais para brincadeiras, como adivinha\u00e7\u00f5es sobre quem \u00e9 o que faz determinado cientista.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de atividades assim, um pesquisador consegue se comunicar com muitas pessoas de distintas institui\u00e7\u00f5es, sem mesmo se deslocar para bairros e cidades distantes do seu local de trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tem propostas de realizar uma divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para mulheres, especificamente. Como e por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0Em pa\u00edses como o Brasil e a \u00cdndia \u00e9 muito comum as mulheres serem chefes de fam\u00edlia, criarem filhos e trabalharem em empregos ruins e degradantes.\u00a0Quando ouvimos not\u00edcias de crian\u00e7as de rua, as informa\u00e7\u00f5es costumam dar conta dos meninos, que se drogam, roubam etc., mas quase nunca ouvimos falar sobre meninas delinquentes. Eu n\u00e3o disponho de estat\u00edsticas, mas observo que o universo feminino \u00e9 muito mais desconhecido. O que acontece com as meninas nas favelas?<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, comecei um trabalho de ouvi-las para entender melhor o quadro. Notei que essas meninas s\u00e3o as protetoras dos menores infratores, s\u00e3o quem cuidam e tentam equilibrar as atitudes dos garotos, com quem se casam cada vez mais cedo, ainda crian\u00e7as, praticamente.\u00a0Em Campinas, s\u00f3 ano passado, houve 1.500 casos de adolescentes, de 12 a 14 anos, gr\u00e1vidas. Na ONG, nesse per\u00edodo, ocorreram dois casos, com uma menina de 12 e a outra de 13 anos. Qual ser\u00e1 o futuro delas? Provavelmente e infelizmente, um caminho distante da escola, da educa\u00e7\u00e3o. Muitas delas s\u00e3o at\u00e9 c\u00famplices dos jovens infratores.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio de pobreza parece ser distante, mas est\u00e1 muito pr\u00f3ximo, ao lado de grandes e luxuosos empreendimentos, como shoppings e condom\u00ednios que se fecham em si e investem alto em seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a minha quest\u00e3o \u00e9: o que podemos fazer para mudar a vida dessas meninas e dar a elas a oportunidades de frequentarem a escola?\u00a0Particularmente, proponho trein\u00e1-las para serem monitoras nos laborat\u00f3rios, at\u00e9 porque as meninas t\u00eam, naturalmente, um acolhimento, um carinho, uma sensibilidade peculiar para ensinar e se relacionar.<\/p>\n<p>H\u00e1 nos Estados Unidos iniciativas muito interessantes que envolvem as\u00a0<em>team leaders<\/em>\u00a0dos esportes. Muitas \u00a0s\u00e3o p\u00f3s-graduandas ou mesmo j\u00e1 cientistas, o que demonstra novas percep\u00e7\u00f5es e representa\u00e7\u00f5es sociais sobre a ci\u00eancia. O pesquisador pode trabalhar com c\u00e1lculos e\/ou anatomia, mas tamb\u00e9m pode dan\u00e7ar, praticar esporte, pois n\u00e3o s\u00e3o atividades excludentes. E esse \u00e9 um importante papel da DCT, o de mostrar que a ci\u00eancia \u00e9 apenas uma percep\u00e7\u00e3o do mundo, e n\u00e3o a \u00fanica na qual se encaixa o acad\u00eamico. Com as\u00a0<em>team leaders,<\/em>\u00a0as\u00a0meninas ganham inspira\u00e7\u00f5es, modelos e horizontes poss\u00edveis de desenvolvimento, pois mesmo nos EUA, a mulher tem menos oportunidades e representa\u00e7\u00f5es para se espelhar e se identificar.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o fizermos algo no sentido oposto, a ci\u00eancia corre o risco de perder uma gera\u00e7\u00e3o inteira de recursos humanos femininos. E o cen\u00e1rio \u00e9 muito semelhante no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A DCT tem contribu\u00eddo, de alguma forma, para as suas atividades em pesquisas cient\u00edficas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0Sim. Passei a entender com mais clareza e amplitude do que eu fa\u00e7o e, consequentemente, a explicar melhor, com mais didatismo. O exerc\u00edcio da comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para aprendermos mais e termos olhares diversificados, ainda que os objetos de trabalho sejam bem espec\u00edficos, do ponto de vista da especializa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. As minhas conversas, mesmo as interpares, t\u00eam mais qualidade hoje.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 o mercado de trabalho em DCT no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0Academicamente falando, os recursos nesta \u00e1rea s\u00e3o menores, pois a DCT ainda n\u00e3o conta tanto para a progress\u00e3o na carreira cient\u00edfica. Percebemos isso no dia a dia, atrav\u00e9s de aspectos subjetivos, como coment\u00e1rios desproporcionais nos bastidores, em refer\u00eancia depreciativa \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 muito prejudicial, porque desencoraja projetos importantes e talentos em potencial. \u00c9 comum\u00a0as atividades de divulga\u00e7\u00e3o contrariarem segmentos do sistema e serem feitas de forma amadora, nas horas vagas.<\/p>\n<p>Tanto no Brasil quanto fora, h\u00e1 o preconceito de que a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 ensino, \u00e9 menor. Percebemos bastante isso na f\u00edsica, onde tradicionalmente h\u00e1 um olhar diferente para quem tem o perfil da educa\u00e7\u00e3o, como se fosse uma tarefa de f\u00e1cil realiza\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 com a divulga\u00e7\u00e3o, mas com o ensino em geral. Com se a atividade fosse para\u00a0<em>mulherzinha<\/em>.<\/p>\n<p>S\u00e3o poucas as pessoas que querem ser professor, n\u00e3o temos uma cultura de valoriz\u00e1-lo, inclusive no que diz respeito ao sal\u00e1rio. H\u00e1 a ideia de que dedicar-se ao ensino prejudica as principais fun\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, que s\u00e3o as pesquisas em si, ou seja, os trabalhos que de fato t\u00eam peso nas avalia\u00e7\u00f5es de produtividade e realmente enriquecem o Curr\u00edculo Lattes.\u00a0O potencial para a atua\u00e7\u00e3o de profissionais de DCT em grupos de pesquisa nos centros acad\u00eamicos do pa\u00eds \u00e9 muito grande, mas n\u00e3o vemos isso se concretizar, ainda.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, isso est\u00e1 mudando. O fato de a Google ter convidado a mim \u00e9 um indicador de novas percep\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia para com a educa\u00e7\u00e3o e a cultura da sociedade. Nos Estados Unidos, tem havido um crescente esfor\u00e7o neste sentido, para at\u00e9 mesmo incentivar a juventude a ter interesse acad\u00eamico. Na minha turma de doutorado, havia menos americanos do que chineses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como tem sido a receptividade da academia para esse potencial?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:<\/strong>\u00a0\u00c9 uma vis\u00e3o nova. Os acad\u00eamicos ainda est\u00e3o come\u00e7ando a perceber. Identificamos isso, por exemplo, em importantes editais de ag\u00eancias de fomento, que exigem a inclus\u00e3o de atividades de DCT e educa\u00e7\u00e3o nas propostas a serem submetidas. Isso tanto no Brasil, quanto fora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as suas refer\u00eancias de leitura em DCT?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACZ:\u00a0<\/strong>Gosto muito do Rubem Alves, Gilberto Demeinstein, Paulo Freire, Dr\u00e1uzio Varela, Miguel Nicolelis, Richard Feynman e a da Anna Penido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Repercuss\u00e3o:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/Detalhe.php?id=94222\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jornal da Ci\u00eancia<\/a>; <a href=\"https:\/\/observatoriodaimprensa.com.br\/news\/view\/_ed807_por_um_playground_da_ciencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Observat\u00f3rio da Imprensa<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disserta\u00e7\u00e3o sobre Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, em 9\/7\/2014. &nbsp; Recentemente, a f\u00edsica Ana Carolina Zeri, 42 anos, foi not\u00edcia em jornais e sites do pa\u00eds por ter proferido uma palestra sobre educa\u00e7\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,179],"tags":[],"class_list":["post-9324","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnbio","category-1163","category-179","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.0 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um &quot;playground&quot; da ci\u00eancia - CNPEM<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um &quot;playground&quot; da ci\u00eancia - CNPEM\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Disserta\u00e7\u00e3o sobre Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, em 9\/7\/2014. &nbsp; Recentemente, a f\u00edsica Ana Carolina Zeri, 42 anos, foi not\u00edcia em jornais e sites do pa\u00eds por ter proferido uma palestra sobre educa\u00e7\u00e3o&hellip;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CNPEM\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2014-07-10T19:00:55+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-01-21T20:05:38+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ana-c-zeri.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Erik Medina\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Erik Medina\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"20 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Erik Medina\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/b957a8048be4b70d687484cae6b978ef\"},\"headline\":\"Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um &#8220;playground&#8221; da ci\u00eancia\",\"datePublished\":\"2014-07-10T19:00:55+00:00\",\"dateModified\":\"2022-01-21T20:05:38+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/\"},\"wordCount\":3933,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.cnpem.staging.wpengine.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2014\\\/07\\\/ana-c-zeri.jpg\",\"articleSection\":[\"CNPEM na M\u00eddia\",\"LNBio na M\u00eddia\"],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/\",\"name\":\"Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um \\\"playground\\\" da ci\u00eancia - CNPEM\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.cnpem.staging.wpengine.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2014\\\/07\\\/ana-c-zeri.jpg\",\"datePublished\":\"2014-07-10T19:00:55+00:00\",\"dateModified\":\"2022-01-21T20:05:38+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/b957a8048be4b70d687484cae6b978ef\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.cnpem.staging.wpengine.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2014\\\/07\\\/ana-c-zeri.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.cnpem.staging.wpengine.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2014\\\/07\\\/ana-c-zeri.jpg\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/en\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um &#8220;playground&#8221; da ci\u00eancia\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/\",\"name\":\"Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais\",\"description\":\"Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais\",\"alternateName\":\"CNPEM\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/cnpem.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/b957a8048be4b70d687484cae6b978ef\",\"name\":\"Erik Medina\",\"url\":\"\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um \"playground\" da ci\u00eancia - CNPEM","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/","og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um \"playground\" da ci\u00eancia - CNPEM","og_description":"Disserta\u00e7\u00e3o sobre Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, em 9\/7\/2014. &nbsp; Recentemente, a f\u00edsica Ana Carolina Zeri, 42 anos, foi not\u00edcia em jornais e sites do pa\u00eds por ter proferido uma palestra sobre educa\u00e7\u00e3o&hellip;","og_url":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/","og_site_name":"CNPEM","article_published_time":"2014-07-10T19:00:55+00:00","article_modified_time":"2022-01-21T20:05:38+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ana-c-zeri.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"Erik Medina","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"Erik Medina","Est. reading time":"20 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/"},"author":{"name":"Erik Medina","@id":"https:\/\/cnpem.br\/#\/schema\/person\/b957a8048be4b70d687484cae6b978ef"},"headline":"Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um &#8220;playground&#8221; da ci\u00eancia","datePublished":"2014-07-10T19:00:55+00:00","dateModified":"2022-01-21T20:05:38+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/"},"wordCount":3933,"image":{"@id":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ana-c-zeri.jpg","articleSection":["CNPEM na M\u00eddia","LNBio na M\u00eddia"],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/","url":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/","name":"Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um \"playground\" da ci\u00eancia - CNPEM","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cnpem.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ana-c-zeri.jpg","datePublished":"2014-07-10T19:00:55+00:00","dateModified":"2022-01-21T20:05:38+00:00","author":{"@id":"https:\/\/cnpem.br\/#\/schema\/person\/b957a8048be4b70d687484cae6b978ef"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ana-c-zeri.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ana-c-zeri.jpg"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/cnpem.br\/pesquisadora-propoe-divulgacao-cientifica-como-playground-ciencia\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/cnpem.br\/en\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Pesquisadora prop\u00f5e a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como um &#8220;playground&#8221; da ci\u00eancia"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/cnpem.br\/#website","url":"https:\/\/cnpem.br\/","name":"Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais","description":"Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais","alternateName":"CNPEM","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/cnpem.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/cnpem.br\/#\/schema\/person\/b957a8048be4b70d687484cae6b978ef","name":"Erik Medina","url":""}]}},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/per0Mi-2qo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9324\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cnpem.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}