{"id":9304,"date":"2014-06-04T11:13:40","date_gmt":"2014-06-04T14:13:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/?p=8059"},"modified":"2026-03-12T11:43:46","modified_gmt":"2026-03-12T14:43:46","slug":"weg-embarque-na-ciencia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/weg-embarque-na-ciencia-brasileira\/","title":{"rendered":"Weg: embarque na ci\u00eancia brasileira"},"content":{"rendered":"<p><em>O Correio do Povo, 31\/05\/2014<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Multinacional \u00e9 uma das principais parceiras do ambicioso Projeto Sirius, que ir\u00e1 construir o maior equipamento cient\u00edfico j\u00e1 produzido no Brasil, um dos melhores aceleradores de el\u00e9trons do mundo em sua categoria\u00a0<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_8060\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Clipping_Weg.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8060\" class=\"size-medium wp-image-8060\" title=\"Antonio Roque da Silva, diretor do LNLS, ouve as explica\u00e7\u00f5es de Paulo Roberto Oliveira Santos, engenheiro de produ\u00e7\u00e3o da Weg\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Clipping_Weg-300x200.jpg?resize=300%2C200&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8060\" class=\"wp-caption-text\">Antonio Roque da Silva, diretor do LNLS, ouve as explica\u00e7\u00f5es de Paulo Roberto Oliveira Santos, engenheiro de produ\u00e7\u00e3o da Weg<\/p><\/div>\n<div>\n<p>Uma das maiores fabricantes de motores el\u00e9tricos, transformadores, geradores e tintas industriais do mundo, a Weg agora tamb\u00e9m investe no ramo de ci\u00eancia e pesquisa. A empresa jaraguaense tornou-se uma das principais parceiras do maior projeto da hist\u00f3ria da ci\u00eancia brasileira, o Sirius. Os prot\u00f3tipos dos eletro\u00edm\u00e3s, componentes imprescind\u00edveis para o sucesso do maior equipamento cient\u00edfico j\u00e1 produzido no Brasil, o Acelerador de El\u00e9trons; j\u00e1 s\u00e3o produzidos desde mar\u00e7o de 2013 nas instala\u00e7\u00f5es da Weg Motores, em Jaragu\u00e1 do Sul.<br \/>\nO ambicioso projeto, que leva o nome da estrela mais brilhante no c\u00e9u (Sirius), foi or\u00e7ado inicialmente em R$ 650 milh\u00f5es e \u00e9 financiado pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI), em conjunto com ag\u00eancias de fomento e outras institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Desenvolvido pelo Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), em Campinas (SP), o Sirius faz parte da terceira gera\u00e7\u00e3o dessas m\u00e1quinas e ser\u00e1 uma das melhores fontes de luz s\u00edncrotron do mundo, capaz de acelerar el\u00e9trons a velocidades pr\u00f3ximas a da luz, produzindo uma fonte luminosa intensa, com alto poder de penetra\u00e7\u00e3o. Produto final do acelerador, a luz s\u00edncrotron \u00e9 uma radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica de amplo espectro que abrange desde o infravermelho at\u00e9 os raios X. Ela j\u00e1 \u00e9 utilizada em v\u00e1rias \u00e1reas de pesquisa como f\u00edsica, qu\u00edmica, biologia, geologia, nanotecnologia, engenharia de materiais e at\u00e9 paleontologia. O acelerador funciona como um gigantesco microsc\u00f3pio, utilizado para enxergar a estrutura at\u00f4mica e molecular de diferentes materiais, de uma prote\u00edna at\u00e9 uma rocha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O \u201ccasamento\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O \u201ccasamento\u201d entre Weg e LNLS foi firmado em 2012, mas j\u00e1 havia negocia\u00e7\u00f5es h\u00e1 pelo menos um ano antes. \u201cA Weg \u00e9 uma l\u00edder mundial na \u00e1rea de fabrica\u00e7\u00e3o de motores e a gente entendeu que seria uma parceria muito proveitosa. No come\u00e7o n\u00e3o foi f\u00e1cil porque a pr\u00f3pria palavra \u2018s\u00edncrotron\u2019, pouca gente conhecia. Imagina ent\u00e3o falar em acelerador de part\u00edculas. Precisou de um namoro, que demorou um pouquinho, mas agora j\u00e1 estamos \u2018saindo regularmente\u2019 e, daqui a pouco, \u2018estaremos casando\u2019\u201d, prev\u00ea em tom de brincadeira, Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva, diretor do LNLS. \u201cFizemos investimentos \u00a0em processos, equipamentos, e tamb\u00e9m em treinamento. Fabricar equipamentos de alt\u00edssimo requisito tecnol\u00f3gico, apesar da complexidade, sempre \u00e9 uma oportunidade muito interessante para testarmos nossa capacidade. Projetos como esse sempre geram conhecimentos que podem ter alguma aplicabilidade pr\u00e1tica nos nossos neg\u00f3cios atuais\u201d, analisa Antonio Cesar da Silva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Acelerador poder\u00e1 ser utilizado em 2017<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A expectativa \u00e9 de que a constru\u00e7\u00e3o do novo acelerador de part\u00edculas do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), em Campinas, termine em 2016. O terreno onde o pr\u00e9dio ser\u00e1 constru\u00eddo, de 150 mil m\u00b2, que pertencia ao banco Santander, j\u00e1 foi desapropriado pelo governo do Estado de S\u00e3o Paulo (por R$ 23 milh\u00f5es) e foi cedido ao LNLS. A terraplanagem do terreno e o projeto executivo para constru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio j\u00e1 foram conclu\u00eddos. Roque afirma que a partir de 2017 o acelerador j\u00e1 poder\u00e1 ser utilizado, depois de passar por todos os testes.<\/p>\n<p>\u201cO plano \u00e9 colocar o Sirius para funcionar e produzir o primeiro feixe de luz em 2016. Ap\u00f3s essa inaugura\u00e7\u00e3o, a m\u00e1quina passar\u00e1 por um per\u00edodo em que v\u00e1rios testes ser\u00e3o realizados para depois disponibiliz\u00e1-lo para a comunidade cient\u00edfica brasileira. O plano \u00e9 abrir para os usu\u00e1rios e em 2017\u201d, prev\u00ea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aceno para novas parcerias<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00faltima quarta-feira, uma equipe de profissionais ligados ao Projeto Sirius visitou a unidade da Weg Motores de Jaragu\u00e1 do Sul, onde os eletro\u00edm\u00e3s s\u00e3o desenvolvidos. Ap\u00f3s um passeio pela \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o, o f\u00edsico Antonio Jos\u00e9 Roque da Silva, diretor do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), se mostrou impressionado com o que viu.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o escondeu a satisfa\u00e7\u00e3o em ver o n\u00edvel de excel\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o e o comprometimento dos profissionais envolvidos. Roque, inclusive, acenou para novas parcerias com a multinacional jaraguaense. \u201cA parceria com a Weg tem sido excelente. Os im\u00e3s s\u00e3o de certa forma o cora\u00e7\u00e3o do acelerador e t\u00eam que ser fabricados em uma qualidade extrema, sen\u00e3o, n\u00e3o funcionar\u00e1. E a Weg consegue entregar isso com essa capacidade. Os primeiros prot\u00f3tipos j\u00e1 estavam bastante bons, mas a evolu\u00e7\u00e3o que a empresa demonstrou \u00e9 excepcional. Acho que essa parceria s\u00f3 tende expandir-se para novas \u00e1reas\u201d, afirma Roque.<\/p>\n<p>Diretor de Marketing Corporativo da Weg, Antonio Cesar da Silva v\u00ea com bons olhos a possibilidade de outras parcerias com o Sirius. \u201cSem d\u00favida acreditamos em oportunidades adicionais. Iniciamos nossa parceria fornecendo algo muito complexo e que nem fazia parte da nossa linha de produtos. Em um projeto com\u00a0 este\u00a0porte e requisitos tecnol\u00f3gico, \u00a0\u00a0existem naturalmente muitas outras necessidades que podem ser supridas\u00a0 pela extensa linha j\u00e1 existente de produtos e solu\u00e7\u00f5es Weg\u201d, explica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desafios da WEG<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A produ\u00e7\u00e3o seriada do primeiro eletro\u00edm\u00e3, a Corretora do Booster, ser\u00e1 iniciada j\u00e1 nos pr\u00f3ximos dias. O pr\u00f3ximo eletro\u00edm\u00e3 a entrar em produ\u00e7\u00e3o, logo ap\u00f3s a corretora, ser\u00e1 o Quadrupolo do Booster. Montar as pe\u00e7as com precis\u00e3o tem sido um desafio vencido pelos profissionais da Weg, j\u00e1 que eletro\u00edm\u00e3s n\u00e3o faziam parte da linha de produ\u00e7\u00e3o da empresa e as pe\u00e7as t\u00eam toler\u00e2ncias dimensionais m\u00ednimas, na ordem de microns (1micron = 0,001mm).<\/p>\n<p>Ao todo, a Weg ir\u00e1 fornecer nove tipos de eletro\u00edm\u00e3s, que s\u00e3o bobinas de cobre montadas em um n\u00facleo laminado, com objetivo de criar um campo magn\u00e9tico. Para o anel do \u2018booster\u2019 (respons\u00e1vel pela acelera\u00e7\u00e3o dos el\u00e9trons), foram desenvolvidos quatro modelos: a Corretora, Quadrupolo, Sextupolo e o Dipolo. Outros cinco prot\u00f3tipos, o QF, Quadrupolo QD, Quadrupolo QFC, Sextupolo e a Corretora ser\u00e3o produzidos para o anel externo (onde os el\u00e9trons ir\u00e3o circular e produzir luz s\u00edncrotron), e ser\u00e3o respons\u00e1veis pela corre\u00e7\u00e3o do sentido dos feixes.<\/p>\n<p>De acordo com o respons\u00e1vel pelo gerenciamento do projeto Eduardo Ramos, quase todos os setores da empresa est\u00e3o mobilizados para o projeto. \u201cHoje temos 14 colaboradores ligados diretamente ao projeto, no entanto, o projeto tem envolvido mais de 40 colaboradores. Temos o envolvimento de praticamente todas as \u00e1reas. O apoio dos gestores e da alta dire\u00e7\u00e3o tem sido fundamental. Precisamos de agilidade na condu\u00e7\u00e3o do projeto, e temos conseguido isto\u201d, comemora Eduardo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7o da ci\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Outro desafio \u00e9 desenvolver os equipamentos e processos que possibilitem a fabrica\u00e7\u00e3o dos componentes de cada magneto, como polos e bobinas, de forma seriada. Os desafios, a magnitude e a import\u00e2ncia do Sirius para o pa\u00eds, fizeram criar uma esp\u00e9cie de engajamento a mais nos funcion\u00e1rios da Weg.<\/p>\n<p>\u201cParticipar de um projeto que te desafia a buscar novos conhecimentos, a entender o que deve ser realizado e qual seu objetivo, nos deixa orgulhosos. Ao conhecer a finalidade do projeto Sirius, para que serve um acelerador de part\u00edculas, percebemos a import\u00e2ncia, n\u00e3o somente para nossa realiza\u00e7\u00e3o pessoal e profissional; mas principalmente para o futuro de nosso pa\u00eds\u201d, exalta Paulo Roberto Oliveira Santos, engenheiro de produ\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel na f\u00e1brica VII da Weg pelo projeto Sirius.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Conhe\u00e7a o Projeto Sirius<\/strong><\/p>\n<p>Com um anel de mais de 500 metros de circunfer\u00eancia, instalado num pr\u00e9dio de 250 metros de di\u00e2metro, do tamanho de um est\u00e1dio de futebol, a nova m\u00e1quina ser\u00e1 cinco vezes maior e muito mais avan\u00e7ada do que a atual, que ser\u00e1 desmontada. A luz ser\u00e1 gerada pela acelera\u00e7\u00e3o de el\u00e9trons, que viajar\u00e3o dentro de um anel de 518 metros de comprimento (165 metros de di\u00e2metro) a uma velocidade muito pr\u00f3xima (99,999999%) a da luz, que \u00e9 de aproximadamente 300 mil km\/s.<\/p>\n<p>O Sirius come\u00e7ar\u00e1 a operar com 13 linhas de luz, mas poder\u00e1 chegar a 40. A nova m\u00e1quina ser\u00e1 a \u00fanica do tipo na Am\u00e9rica Latina e apenas a segunda no Hemisf\u00e9rio Sul, al\u00e9m de uma na Austr\u00e1lia. Mais do que isso, suas especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas dever\u00e3o coloc\u00e1-la na linha de frente das melhores fontes de luz s\u00edncrotron do mundo. A capacidade do Sirius fez com que a Petrobras se tornasse uma das empresas com maior interesse no projeto, atra\u00edda pela possibilidade de realizar estudos detalhados em mat\u00e9rias como rochas, para a extra\u00e7\u00e3o da camada do pr\u00e9-sal. Empresas do ramo cosm\u00e9tico tamb\u00e9m j\u00e1 demonstraram interesse, j\u00e1 que a luz s\u00edncrotron permitir\u00e1 realizar estudos ainda mais aprofundados em fios de cabelos, por exemplo, ou em qualquer outra mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Correio do Povo, 31\/05\/2014 &nbsp; Multinacional \u00e9 uma das principais parceiras do ambicioso Projeto Sirius, que ir\u00e1 construir o maior equipamento cient\u00edfico j\u00e1 produzido no Brasil, um dos melhores&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,12],"tags":[],"class_list":["post-9304","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnls","category-1163","category-12","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - 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