{"id":8313,"date":"2014-07-30T14:35:37","date_gmt":"2014-07-30T17:35:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/?p=8313"},"modified":"2026-03-02T16:30:55","modified_gmt":"2026-03-02T19:30:55","slug":"instrumento-de-radiacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/instrumento-de-radiacao\/","title":{"rendered":"Instrumento de radia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Revista Pesquisa FAPESP, Julho de 2014<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_8314\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/img-1.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8314\" class=\"size-full wp-image-8314\" title=\"Secondary cancer, coloured bone scan\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/img-1.jpg?resize=290%2C342&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"342\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8314\" class=\"wp-caption-text\">Tomografia feita com aplica\u00e7\u00e3o de tecn\u00e9cio-99m no paciente mostra c\u00e2ncer nos ossos superiores das pernas<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se tudo correr conforme o planejado e n\u00e3o faltarem os recursos or\u00e7ament\u00e1rios previstos, em cinco anos o Brasil poder\u00e1 se tornar autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o de radiois\u00f3topos, subst\u00e2ncias radiativas que podem ser usadas no diagn\u00f3stico e tratamento de v\u00e1rias doen\u00e7as, al\u00e9m de ter aplica\u00e7\u00f5es na ind\u00fastria, na agricultura e no meio ambiente. O governo federal dever\u00e1 investir cerca de US$ 500 milh\u00f5es, o equivalente a cerca de R$ 1,09 bilh\u00e3o, na constru\u00e7\u00e3o do Reator Multiprop\u00f3sito Brasileiro (RMB), um grande centro de pesquisa que ser\u00e1 erguido no munic\u00edpio de Iper\u00f3, na regi\u00e3o de Sorocaba, a 130 quil\u00f4metros de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constru\u00e7\u00e3o do empreendimento \u00e9 uma das metas do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI) e est\u00e1 alinhado com o Programa Nuclear Brasileiro (PNB). \u201cAl\u00e9m de produzir radiois\u00f3topos para aplica\u00e7\u00f5es na sa\u00fade, na ind\u00fastria e na agricultura, o reator realizar\u00e1 testes de combust\u00edveis e materiais estruturais para centrais nucleares\u201d, explica o coordenador t\u00e9cnico do projeto, Jos\u00e9 Augusto Perrotta, assessor da presid\u00eancia da Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear (CNEN), \u00f3rg\u00e3o do MCTI respons\u00e1vel pela realiza\u00e7\u00e3o do RMB. \u201cO reator tamb\u00e9m fornecer\u00e1 feixes de n\u00eautrons para estudos cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos e formar\u00e1 e treinar\u00e1 profissionais para atender \u00e0s necessidades do PNB.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os produtos mais importantes do novo reator de pesquisa brasileiro estar\u00e1 o radiois\u00f3topo molibd\u00eanio-99 (<sup>99<\/sup>Mo), que \u00e9 produzido a partir da fiss\u00e3o do ur\u00e2nio-235 (<sup>235<\/sup>U). Com o <sup>99<\/sup>Mo \u00e9 constru\u00eddo um dispositivo denominado \u201cgerador de tecn\u00e9cio\u201d. O tecn\u00e9cio-99m (<sup>99m<\/sup>Tc, m de metaest\u00e1vel) \u00e9 um radiois\u00f3topo que \u00e9 a base de radiof\u00e1rmacos utilizados em cerca de 80% dos procedimentos de diagn\u00f3sticos da medicina nuclear.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, s\u00e3o realizados cerca de 2 milh\u00f5es de procedimentos dessa \u00e1rea m\u00e9dica por ano. \u201cO pa\u00eds precisa importar todo o molibd\u00eanio-99 de que necessita\u201d, diz Perrotta. \u201cEm 2013, foram importados em torno de 21 mil curies [curie (Ci) \u00e9 a unidade de medida de atividade radioativa] de <sup>99<\/sup>Mo, a um custo total de US$ 10,1 milh\u00f5es.\u201d Segundo ele, o RMB dever\u00e1 produzir no m\u00ednimo mil curies por semana de molibd\u00eanio-99, o que corresponde a cerca de 50 mil curies por ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/img-2.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-8317\" title=\"img 2\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/img-2-300x227.jpg?resize=300%2C227&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"227\" \/><\/a>Hoje existem no mundo entre 240 e 250 reatores nucleares de pesquisa em opera\u00e7\u00e3o e alguns produzem radiois\u00f3topos para as mais diversas aplica\u00e7\u00f5es. Para a medicina nuclear, s\u00f3 o Canad\u00e1 responde por 40% da produ\u00e7\u00e3o mundial. Quando, em 2009, o principal reator canadense teve problemas e ficou inoperante temporariamente, houve uma grande queda da oferta, o que levou a uma crise nessa \u00e1rea da medicina. O problema pode se tornar mais grave em poucos anos porque a maioria dos reatores em atividade est\u00e1 perto do fim de sua vida \u00fatil e ser\u00e1 desativada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O RMB e seus laborat\u00f3rios associados \u2013 de processamento de radiois\u00f3topos, de an\u00e1lise de materiais irradiados e de feixes de n\u00eautrons \u2013 ser\u00e3o instalados numa \u00e1rea de 2 milh\u00f5es de metros quadrados (m<sup>2<\/sup>), adjacente ao Centro Experimental de Aramar, da Marinha do Brasil, que cedeu para o RMB um terreno de 1,2 milh\u00e3o de m<sup>2<\/sup>. Os outros 800 mil m<sup>2<\/sup> ser\u00e3o desapropriados pelo governo do estado de S\u00e3o Paulo e tamb\u00e9m cedidos ao empreendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao reator propriamente dito, Perrotta explica que ele ser\u00e1 do tipo de piscina aberta, no qual a \u00e1gua \u00e9 usada como moderadora de n\u00eautrons, blindagem para radia\u00e7\u00e3o e refrigera\u00e7\u00e3o, na retirada do calor gerado nas rea\u00e7\u00f5es nucleares. \u201cA \u00e1gua mant\u00e9m a temperatura do reator menor que 100\u00baC, o que d\u00e1 maior seguran\u00e7a ao sistema\u201d, diz Perrotta. \u201cEsse tipo de reator \u00e9 mais simples do que os das usinas nucleares. O grau de seguran\u00e7a e confiabilidade \u00e9 maior e por isso eles podem ficar em centros de pesquisa e universidades pr\u00f3ximos de cidades.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_8318\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/img-3.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8318\" class=\"size-full wp-image-8318\" title=\"Nuclear stress test\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/img-3.jpg?resize=290%2C229&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"229\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-8318\" class=\"wp-caption-text\">No diagn\u00f3stico, o tecn\u00e9cio-99m \u00e9 injetado no paciente. Equipamentos de tomografia captam as imagens marcadas pelo radiof\u00e1rmaco<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo reator ter\u00e1 uma pot\u00eancia t\u00e9rmica de at\u00e9 30 MW, o que o situa entre os de tamanho intermedi\u00e1rio no mundo. \u201cO RMB tem como refer\u00eancia o projeto do reator Open Pool Australian Lightwater (Opal), da Austr\u00e1lia, com pot\u00eancia de 20 MW, inaugurado em 2007\u201d, conta Perrotta. \u201cO projeto b\u00e1sico do nosso reator foi desenvolvido em coopera\u00e7\u00e3o entre a CNEN e sua similar da Argentina, a Comisi\u00f3n Nacional de Energ\u00eda At\u00f3mica (CNEA). Para isso, foi contratada a empresa argentina Invap, a mesma que fez o da Austr\u00e1lia.\u201d O CNEA tamb\u00e9m est\u00e1 construindo um reator semelhante ao RMB, e a coopera\u00e7\u00e3o contribui para diminuir os custos dos dois. Para o projeto b\u00e1sico de engenharia e infraestrutura dos pr\u00e9dios do reator brasileiro e dos laborat\u00f3rios e de todos os sistemas associados foi contratada a empresa brasileira Intertechne.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o projeto b\u00e1sico de engenharia foram destinados R$ 50 milh\u00f5es do Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (FNDCT), que \u00e9 uma\u00a0 reserva de recursos para financiamento do setor de pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o, administrado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao MCTI. Paralelamente ao projeto b\u00e1sico, h\u00e1 uma s\u00e9rie de estudos e relat\u00f3rios de impactos ambientais e pedidos de licen\u00e7a para a constru\u00e7\u00e3o do RMB, nos quais foram investidos R$ 2,7 milh\u00f5es do or\u00e7amento da CNEN.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A produ\u00e7\u00e3o do <sup>99<\/sup>Mo no RMB inclui uma s\u00e9rie de etapas inerentes ao ciclo do combust\u00edvel nuclear. \u201cO min\u00e9rio \u00e9 retirado da mina e processado de forma a se obter um concentrado de ur\u00e2nio chamado <em>yellowcake<\/em>\u201d, explica Perrotta. O processo a seguir, que tem tecnologia j\u00e1 dominada pelo pa\u00eds, \u00e9 realizado em v\u00e1rias fases e resulta em pequenas placas, chamadas de alvo, que cont\u00eam ur\u00e2nio enriquecido disperso em seu interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os alvos s\u00e3o irradiados no reator por uma semana para produzir os elementos radiativos provenientes da fiss\u00e3o do ur\u00e2nio, dentre eles o <sup>99<\/sup>Mo. Esses alvos depois s\u00e3o dissolvidos no laborat\u00f3rio de processamento, gerando uma solu\u00e7\u00e3o de alta pureza de <sup>99<\/sup>Mo, que \u00e9 enviada para a radiofarm\u00e1cia que produz radiof\u00e1rmacos. L\u00e1, \u00e9 produzido o dispositivo denominado \u201cgerador de tecn\u00e9cio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 esse gerador de tecn\u00e9cio que \u00e9 distribu\u00eddo aos hospitais e cl\u00ednicas. \u201cPor meio do gerador de tecn\u00e9cio, o m\u00e9dico especialista extrai solu\u00e7\u00f5es calibradas contendo o tecn\u00e9cio-99m e que, associadas a mol\u00e9culas org\u00e2nicas espec\u00edficas, s\u00e3o utilizadas para diagn\u00f3stico de medicina nuclear\u201d, explica Perrotta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Diferen\u00e7as do uso<br \/>\n<\/strong>Para isso, o m\u00e9dico injeta essa solu\u00e7\u00e3o, que, de acordo com a fisiologia do organismo humano, por meio de afinidades e rejei\u00e7\u00f5es com os v\u00e1rios tipos de c\u00e9lulas, se dirige ao \u00f3rg\u00e3o ou regi\u00e3o que se quer diagnosticar. A maneira de fazer o diagn\u00f3stico em medicina nuclear \u00e9 diferente da que emprega raios X, em que a radia\u00e7\u00e3o atravessa a pessoa sem deixar vest\u00edgios e sensibiliza um filme fotogr\u00e1fico. O tecn\u00e9cio-99m \u00e9 um emissor de radia\u00e7\u00e3o gama. Ao ser injetado no paciente, passa a emitir radia\u00e7\u00e3o de dentro do corpo da pessoa, que \u00e9 captada exteriormente por detectores de radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9dico Celso Dario Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), diz que radiois\u00f3topos, como o tecn\u00e9cio-99m, s\u00e3o fundamentais para o diagn\u00f3stico de muitas doen\u00e7as. Outros radiois\u00f3topos, como o iodo-131 e o lut\u00e9cio-177, que tamb\u00e9m ser\u00e3o produzidos no RMB, possibilitam o tratamento de v\u00e1rias doen\u00e7as, como o c\u00e2ncer de tir\u00f3ide e tumores neuroend\u00f3crinos. \u201cCom o tecn\u00e9cio-99m \u00e9 poss\u00edvel fazer imagens que permitem enxergar o metabolismo celular em tecidos vivos\u201d, explica. \u201cCom os diversos radiof\u00e1rmacos \u00e9 poss\u00edvel ver a distribui\u00e7\u00e3o de um determinado horm\u00f4nio pelo corpo ou o consumo de glicose em uma regi\u00e3o, o que pode revelar a presen\u00e7a e a agressividade de um tumor, por exemplo. Os radiof\u00e1rmacos possibilitam ainda enxergar o funcionamento de \u00f3rg\u00e3os internos, como ossos, pulm\u00f5es, cora\u00e7\u00e3o, c\u00e9rebro, f\u00edgado e rins.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso do tecn\u00e9cio-99m, ele tem uma vantagem adicional: uma meia-vida curta. Meia-vida \u00e9 o tempo que leva para um elemento radiativo perder (emitir na forma de radia\u00e7\u00e3o) metade de seus \u00e1tomos. \u201cA do ur\u00e2nio-235, por exemplo, \u00e9 de 700 milh\u00f5es de anos e a do c\u00e9sio-137, 30,2 anos\u201d, informa Perrotta. \u201cA do iodo-131, outro elemento usado na medicina nuclear e que tamb\u00e9m ser\u00e1 produzido no RMB, \u00e9 de 8,02 dias e a do tecn\u00e9cio-99m \u00e9 de apenas seis horas. Quer dizer, a cada seis horas a intensidade da radia\u00e7\u00e3o no corpo da pessoa \u00e9 reduzida \u00e0 metade, em dois ou tr\u00eas dias n\u00e3o restar\u00e1 praticamente qualquer intensidade radioativa.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fluxo de n\u00eautrons de grande intensidade gerado no RMB servir\u00e1 para testar combust\u00edveis e materiais usados nos reatores de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, como nas centrais nucleares de Angra dos Reis (RJ) e de propuls\u00e3o, como a que ser\u00e1 usada no prot\u00f3tipo do submarino nuclear que a Marinha est\u00e1 desenvolvendo. \u201cO RMB propiciar\u00e1 seguran\u00e7a t\u00e9cnica a esses projetos, garantindo a continuidade no desenvolvimento do conhecimento nuclear do pa\u00eds\u201d, diz Perrotta. \u201cPor fim, ele abrigar\u00e1 um laborat\u00f3rio de uso de feixes de n\u00eautrons em pesquisas de materiais em complemento ao Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), de Campinas, no interior paulista. Se n\u00e3o avan\u00e7armos neste setor, acabaremos \u00e0 margem do desenvolvimento mundial e ficaremos \u00e0 merc\u00ea do que existe no exterior.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, Ramos, que tamb\u00e9m \u00e9 diretor do Servi\u00e7o de Medicina Nuclear da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), considera \u201cmuit\u00edssimo importante\u201d para o Brasil a constru\u00e7\u00e3o do RMB. \u201cO impacto n\u00e3o se dar\u00e1 somente na medicina nuclear, mas tamb\u00e9m na f\u00edsica, qu\u00edmica, engenharia e biologia e outras \u00e1reas de pesquisa\u201d, diz. \u201cO reator n\u00e3o servir\u00e1 apenas para produzir radiois\u00f3topos. Ele ser\u00e1 um grande centro de pesquisa, com uma import\u00e2ncia t\u00e3o grande quanto a do LNLS.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Perrotta, o RMB vai contribuir para que a regi\u00e3o onde ser\u00e1 instalado se torne um polo de tecnologia nuclear no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Repercuss\u00e3o: <a href=\"https:\/\/www.aben.com.br\/noticias\/instrumento-de-radiacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ABEN<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Pesquisa FAPESP, Julho de 2014 Se tudo correr conforme o planejado e n\u00e3o faltarem os recursos or\u00e7ament\u00e1rios previstos, em cinco anos o Brasil poder\u00e1 se tornar autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,12],"tags":[],"class_list":["post-8313","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnls","category-1163","category-12","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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