{"id":68825,"date":"2013-04-23T12:27:18","date_gmt":"2013-04-23T15:27:18","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.br\/reuniao-magna-2013-entrevista-com-carlos-alberto-aragao-de-carvalho\/"},"modified":"2013-04-23T12:27:18","modified_gmt":"2013-04-23T15:27:18","slug":"reuniao-magna-2013-entrevista-com-carlos-alberto-aragao-de-carvalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/reuniao-magna-2013-entrevista-com-carlos-alberto-aragao-de-carvalho\/","title":{"rendered":"Reuni\u00e3o Magna 2013: entrevista com Carlos Alberto Arag\u00e3o de Carvalho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Not\u00edcias da ABC, em 19\/04\/2013<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Academia Brasileira de Ci\u00eancias entende que novos patamares de desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico n\u00e3o podem ser alcan\u00e7ados somente com esfor\u00e7os individuais ou de forma isolada, pois dependem da participa\u00e7\u00e3o de diversos setores envolvidos na vida produtiva do pa\u00eds. E acredita que a alian\u00e7a entre a comunidade cient\u00edfica e o empresariado seja fundamental para o crescimento econ\u00f4mico e da competitividade do pa\u00eds em um mundo globalizado.<\/p>\n<p>Por s\u00e9culos o Brasil participou da economia global como coadjuvante, exportando mat\u00e9rias primas, exaurindo os recursos naturais dispon\u00edveis em seu territ\u00f3rio, e\u00a0commodities,\u00a0subtraindo o valor de sua produ\u00e7\u00e3o. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, este quadro est\u00e1 sendo modificado, sendo que a parceria entre a academia e as empresas tem contribu\u00eddo significativamente para esta mudan\u00e7a. Para as empresas, esta parceria tem agregado valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, gerado novos produtos e encontrado solu\u00e7\u00f5es inovadoras, enquanto para a academia tem fomentado pesquisas, criado novos postos de trabalho e auxiliado na internacionaliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia brasileira. Esta parceria tamb\u00e9m tem sido importante para o desenvolvimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel que o Brasil e o mundo necessitam.<\/p>\n<p>Se a base desta parceria for avaliada pelo volume de investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) no pa\u00eds, a verdade \u00e9 que ela poderia ser maior. O Brasil tem investido cerca de 1% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em P&amp;D, parcela insuficiente se comparada ao investimento de pa\u00edses desenvolvidos, como Jap\u00e3o e Estados Unidos, que investem 3,4% e 2,7% do PIB, respectivamente.<\/p>\n<p>Por todos estes motivos, este ano, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/article.php3?id_article=2607\">Reuni\u00e3o Magna<\/a>\u00a0da ABC ter\u00e1 o simp\u00f3sio &#8220;P&amp;D nas Empresas: Desafios&#8221;, coordenado pelo Acad\u00eamico\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/~aragao\">Carlos Alberto Arag\u00e3o de Carvalho<\/a>, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ele ocorrer\u00e1 no dia 7 de maio e ter\u00e1 palestras de Jos\u00e9 Oswaldo Siqueira, da VALE, Bernardo Gradin, da GraalBio, Pedro Passos, da Natura, e Pedro Wongtschowski, da Ultra.<\/p>\n<p>Deixando os desafios desta parceria para serem comentados pelos conferencistas, na entrevista a seguir o Acad\u00eamico explicou a import\u00e2ncia da academia e as empresas trabalharem juntas para o progresso econ\u00f4mico, para o conhecimento cient\u00edfico e para a sustentabilidade do planeta.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.abc.org.br\/spaw\/uploads\/images\/destaque_carlos_alberto_aragao_de_carvalho_1.jpg?resize=399%2C166&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"399\" height=\"166\" align=\"middle\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>Not\u00edcias da ABC\u00a0\u00a0Um indicador bastante utilizado para calcular o desenvolvimento econ\u00f4mico dos pa\u00edses \u00e9 o investimento de seu PIB em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D). No Brasil, este investimento n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 altura da import\u00e2ncia que ele tem num cen\u00e1rio de competitividade global. A que atribuir este baixo investimento?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/~aragao\">Carlos A. Arag\u00e3o<\/a>\u00a0\u00a0Efetivamente, o que o Brasil aplica de seu percentual do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) est\u00e1 bem aqu\u00e9m do aplicam pa\u00edses como Jap\u00e3o, Estados Unidos e Alemanha, por exemplo. De certa forma, isto tem origens hist\u00f3ricas. A ci\u00eancia brasileira e, digamos, a tecnologia brasileira, s\u00e3o recentes se comparadas com aos outros pa\u00edses. O Brasil teve o seu primeiro \u00f3rg\u00e3o nacional de fomento \u00e0 pesquisa, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), fundado em 1951. A primeira universidade a ter um papel importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa no pa\u00eds, a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), foi fundada em 1934.<\/p>\n<p>O Brasil fez um grande esfor\u00e7o durante os \u00faltimos 60 anos para apoiar ci\u00eancia e tecnologia (C&amp;T) e agora tamb\u00e9m come\u00e7a a buscar a inova\u00e7\u00e3o. Ou seja, fazer com que as atividades de C&amp;T acabem por se traduzirem em novos produtos, em novos processos, em novos servi\u00e7os, que venham a passar pelo crivo da sociedade, porque uma inova\u00e7\u00e3o s\u00f3 se consagra como tal com o uso, quando bem utilizada.\u00a0 Creio que esta trajet\u00f3ria recente pode ser uma explica\u00e7\u00e3o para o fato dos investimentos em P&amp;D no Brasil ainda serem baixos, se comparados aos pa\u00edses desenvolvidos em geral, que possuem uma tradi\u00e7\u00e3o de C&amp;T maior do que a brasileira, al\u00e9m de uma realiza\u00e7\u00e3o maior de atividades de inova\u00e7\u00e3o que envolvam empresas de base tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>NABC\u00a0\u00a0Qual a import\u00e2ncia do investimento em P&amp;D para a prosperidade econ\u00f4mica brasileira no mercado global?<\/p>\n<p>Arag\u00e3o\u00a0\u00a0O Brasil tem muitos exemplos sobre a import\u00e2ncia de aumentar os recursos em P&amp;D, seja para agregar valor ao produto que comercializava tradicionalmente a pre\u00e7os baixos ou para criar tecnologia de ponta, necess\u00e1ria para a explora\u00e7\u00e3o dos seus pr\u00f3prios recursos. Na \u00e1rea de petr\u00f3leo, de prospec\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas, foi investimento em pesquisa e desenvolvimento, envolvendo empresas, universidades, centros de pesquisa, institutos tecnol\u00f3gicos, que formou a m\u00e3o de obra qualificada e tecnologia necess\u00e1ria para este fim. Na agricultura, o sucesso do Brasil est\u00e1 baseado em C&amp;T, como prova o fato da taxa de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola ser muito superior a de ocupa\u00e7\u00e3o de terras, al\u00e9m dos produtos gerados &#8211; como o etanol, combust\u00edvel alternativo, renov\u00e1vel, reconhecido internacionalmente. Temos uma ind\u00fastria a\u00e9rea de qualidade, que aspira \u00e0 lideran\u00e7a mundial.<\/p>\n<p>As bases desses casos de sucesso est\u00e3o no final da d\u00e9cada de 1960, in\u00edcio de 1970, com os esfor\u00e7os do Brasil para criar p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es, enviando pesquisadores para o exterior, que, retornando compuseram os quadros das p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es brasileiras. Com esses esfor\u00e7os unidos a uma pol\u00edtica de estado eficaz e a boas pol\u00edticas p\u00fablicas, criou-se uma riqueza intelectual que gerou e gera solu\u00e7\u00f5es que resultam no aumento do desenvolvimento econ\u00f4mico que verificamos nos \u00faltimos anos e indicam que, para o pa\u00eds continuar se desenvolvendo, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 investir mais. O pa\u00eds precisa de mais ci\u00eancia, mais tecnologia, mais inova\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio ampliar a base de empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento e aproveitar mais os recursos de ci\u00eancia e tecnologia existentes, de forma a transformar a produ\u00e7\u00e3o, diferenciando-a no mercado global. O Brasil j\u00e1 atingiu certo patamar, criou estruturas que permitem formar pessoal qualificado, de acordo com padr\u00f5es internacionais, e tem de ir al\u00e9m, em busca de uma internacionaliza\u00e7\u00e3o que aproveite integralmente esta for\u00e7a de trabalho t\u00e3o qualificada de que dispomos.<\/p>\n<p>NABC\u00a0\u00a0Os benef\u00edcios da parceria entre a academia e as empresas costumam ser pautados em investimento de recursos para a pesquisa ou em valor agregado ao produto. Mas, sendo esta uma parceria para o conhecimento, ela deve trazer outros benef\u00edcios&#8230;<\/p>\n<p>Arag\u00e3o\u00a0\u00a0Para falar de benef\u00edcios da parceria academia e empresa para ambas as partes, tomo como o exemplo o Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM), do qual sou diretor, e que agrega o Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), Laborat\u00f3rio Nacional de Bioci\u00eancias (LNBio), Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e Laborat\u00f3rio Nacional de Nanotecnologia (LNNano). Esses quatro laborat\u00f3rios se beneficiam enormemente da intera\u00e7\u00e3o com empresas, porque nas etapas de produ\u00e7\u00e3o surgem problemas que o cientista n\u00e3o enfrentaria de outra maneira, problemas relativos \u00e0 tecnologia ou \u00e0 ci\u00eancia b\u00e1sica. Esses problemas fazem os pesquisadores recuarem at\u00e9 a ci\u00eancia b\u00e1sica para fazerem avan\u00e7ar a tecnologia. Poderia oferecer exemplos sobre a intera\u00e7\u00e3o que existe no CNPEM com empresas na \u00e1rea qu\u00edmica, cosm\u00e9ticos, petr\u00f3leo e g\u00e1s, minera\u00e7\u00e3o, que instigam os pesquisadores atrav\u00e9s de desafios interessantes, que s\u00f3 poder\u00e3o ser resolvidos com inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para a empresa, est\u00e1 assegurado o aprimoramento dos seus produtos, o que \u00e9 fundamental para se diferenciar no mercado. A intera\u00e7\u00e3o de universidades com empresas \u00e9 realidade incontorn\u00e1vel, todo mundo precisa somar esfor\u00e7os para aumentar esta intera\u00e7\u00e3o, para que empresas no Brasil contratem, tenham um quadro efetivo de pesquisadores para o seu desenvolvimento, assim como as universidades precisam criar espa\u00e7os de parceria para que esta intera\u00e7\u00e3o seja constante. At\u00e9 porque ela significa mais postos de trabalho para os pesquisadores, uma oferta de melhores produtos para os consumidores e produ\u00e7\u00e3o inovadora e otimizada para as empresas.<\/p>\n<p>Por isso, um benef\u00edcio da conviv\u00eancia com empresas para os cientistas \u00e9 o surgimento de problemas, de quest\u00f5es, de desafios que aguardam solu\u00e7\u00f5es que apenas eles, com os seus conhecimentos, podem alcan\u00e7ar. As empresas se deparam com gargalos tecnol\u00f3gicos que as impedem de avan\u00e7ar. Para super\u00e1-los, a ajuda dos cientistas \u00e9 inestim\u00e1vel. E tudo o que os cientistas mais desejam \u00e9 ter um bom problemas nas m\u00e3os. A empresa precisa de resultados concretos, de agrega\u00e7\u00e3o de valor aos seus produtos, assim como a academia tem interesse em processos inovadores, que levem ao desenvolvimento cient\u00edfico. Mas se esta parceria fosse pautada apenas em recursos financeiros, os cientistas estariam prestando servi\u00e7o somente, mas h\u00e1 algo a mais, e esse algo a mais s\u00e3o as quest\u00f5es, os desafios suscitados pelas demandas dos produtos, das empresas. Um telefone celular, com a infinidade de recursos dentro de um pequeno aparelho, reflete isso. Talvez o consumidor n\u00e3o saiba, mas ele \u00e9 produto de aproximadamente cem anos de progresso cient\u00edfico. O nome &#8216;inova\u00e7\u00e3o&#8217; traz em si o novo. E o &#8216;novo&#8217; da inova\u00e7\u00e3o, este ingrediente m\u00e1gico, na opini\u00e3o dos empres\u00e1rios s\u00f3 acontece\u00a0&#8220;pensando fora da caixa&#8221;,\u00a0uma express\u00e3o que eles costumam usar. E isso \u00e9 algo inerente aos cientistas, a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento, a inova\u00e7\u00e3o, o avan\u00e7o da ci\u00eancia como um todo que acontece fora da caixa.<\/p>\n<p>NABC\u00a0\u00a0Al\u00e9m da prosperidade econ\u00f4mica e da produ\u00e7\u00e3o do conhecimento, outro aspecto fundamental para a presen\u00e7a da ci\u00eancia nas empresas \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o para um desenvolvimento sustent\u00e1vel. Isto tamb\u00e9m justifica a aplica\u00e7\u00e3o e o investimento do conhecimento cient\u00edfico na produ\u00e7\u00e3o de empresas e ind\u00fastrias?<\/p>\n<p>Arag\u00e3o\u00a0\u00a0A agenda da sustentabilidade \u00e9 incontorn\u00e1vel, porque os recursos do planeta s\u00e3o finitos. Fontes de energia, \u00e1gua, polui\u00e7\u00e3o, gases de efeito estufa e outros desafios para a ci\u00eancia comp\u00f5em esta agenda, que tamb\u00e9m \u00e9 das empresas, que precisam aprender a produzir de forma menos agressiva ao planeta. N\u00e3o h\u00e1 como escapar e apenas a ci\u00eancia pode ajudar nisto, atrav\u00e9s da formula\u00e7\u00e3o de novas tecnologias, tecnologias limpas, que n\u00e3o apenas preservem os recursos ambientais, mas que saibam utiliz\u00e1-los de maneira eficiente.<\/p>\n<p>Qualquer interven\u00e7\u00e3o humana na natureza ter\u00e1 efeitos e a presen\u00e7a do cientista nas empresas pode auxiliar no aumento de produtividade com cuidado ambiental. E a agenda da sustentabilidade passa por ci\u00eancia e tecnologia, por isso \u00e9 preciso utilizar todo o conhecimento dispon\u00edvel. Com enfoque cient\u00edfico para este tipo de quest\u00e3o, as empresas, as ind\u00fastrias demonstram considerar a sociedade, o ambiente e a economia. A prolifera\u00e7\u00e3o de parques tecnol\u00f3gicos e de centros de pesquisa tamb\u00e9m sugere que o desenvolvimento n\u00e3o ser\u00e1 predat\u00f3rio a longo prazo. A capacidade de prever impactos que a ci\u00eancia oferece \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria para o conhecimento dos cen\u00e1rios futuros que est\u00e3o sendo constru\u00eddos, caso sejam utilizados ou n\u00e3o meios sustent\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o. A ci\u00eancia sempre foi uma alternativa, mas num contexto de alta competitividade entre pa\u00edses, de desenvolvimento tecnol\u00f3gico crescente, mas com recursos naturais cada vez mais escassos, a ci\u00eancia se transforma em um fator otimiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o a ser considerado em toda cadeia produtiva.<\/p>\n<p>Os recursos naturais brasileiros trazem benef\u00edcios, mas tamb\u00e9m trazem responsabilidades. O pa\u00eds possui uma biodiversidade fant\u00e1stica, uma das maiores do planeta, por isso \u00e9 fundamental ter um programa nacional que utilize esta biodiversidade de uma forma n\u00e3o predat\u00f3ria, mas que, ao mesmo tempo, transforme esta riqueza natural em bens para a sociedade, em riqueza que permita a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o. E essa \u00e9 uma tarefa para todos os pa\u00edses. A esperan\u00e7a \u00e9 que a busca por uma otimiza\u00e7\u00e3o elaborada cientificamente seja levada em conta para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, seja na produ\u00e7\u00e3o industrial, na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas ou na constitui\u00e7\u00e3o de uma agenda comum a todos os pa\u00edses. Os m\u00e9todos e as ferramentas do conhecimento um dia acabar\u00e3o por se estabelecer, por avan\u00e7ar e o mundo efetivamente ser\u00e1 melhor planejado, discutido de uma forma mais racional, e os seus recursos ser\u00e3o utilizados de maneira mais otimizada, para que n\u00f3s superemos condi\u00e7\u00f5es que no s\u00e9culo XXI s\u00e3o vergonhosas &#8211; como o fato de 1\/5 da popula\u00e7\u00e3o mundial viver em situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br \/>\n<em><br \/>\nEsta \u00e9 a terceira da s\u00e9rie de entrevistas da Reuni\u00e3o Magna da Academia Brasileira de Ci\u00eancias em 2013, que tem a inten\u00e7\u00e3o de compartilhar com os leitores a vasta experi\u00eancia d<\/em><em>os coordenadores de sess\u00e3o da Reuni\u00e3o\u00a0<\/em><em>e sua compreens\u00e3o da ci\u00eancia brasileira em seus m\u00faltiplos aspectos. A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/article.php3?id_article=2629\">primeira entrevista<\/a>\u00a0foi com o Acad\u00eamico<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/~ldavid\">Luiz Davidovich<\/a>, um dos coordenadores gerais do evento, que abordou os rumos da ci\u00eancia no Brasil. A segunda\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/article.php3?id_article=2645\">entrevista<\/a>\u00a0foi\u00a0com o Acad\u00eamico\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/~smr\">Sergio Rezende<\/a>, coordenador do ciclo de palestras Grandes Projetos, que abordou os projetos cient\u00edficos de ponta em curso no pa\u00eds.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Davi Padilha Bonela para Not\u00edcias da ABC)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Not\u00edcias da ABC, em 19\/04\/2013 A Academia Brasileira de Ci\u00eancias entende que novos patamares de desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico n\u00e3o podem ser alcan\u00e7ados somente com esfor\u00e7os individuais ou de forma&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false,"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1452,1456],"tags":[],"class_list":["post-68825","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem-en","category-clipping-lnls-en","category-1452","category-1456","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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