{"id":68092,"date":"2015-04-29T14:24:53","date_gmt":"2015-04-29T14:24:53","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.br\/a-ciencia-nao-deve-ter-fronteiras\/"},"modified":"2015-04-29T14:24:53","modified_gmt":"2015-04-29T14:24:53","slug":"a-ciencia-nao-deve-ter-fronteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/a-ciencia-nao-deve-ter-fronteiras\/","title":{"rendered":"&#8220;A ci\u00eancia n\u00e3o deve ter fronteiras&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/a_ciencia_nao_deve_ter_fronteiras\/21050\/?utm_source=WhatVDigital&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=Tecnologia&amp;utm_campaign=noticiasutm_source=WhatVDigital&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=Tecnologia&amp;utm_campaign=noticias\">Ag\u00eancia FAPESP<\/a>, em 27\/04\/2015<br \/>\nSamuel Antenor<\/p>\n<div id=\"attachment_11799\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/AgFapesp.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11799\" class=\"size-medium wp-image-11799\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/AgFapesp-300x199.jpg?resize=300%2C199&#038;ssl=1\" alt=\"Jos\u00e9 Lino Salvador Bara\u00f1ao, ministro da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o Produtiva da Argentina, fala sobre coopera\u00e7\u00e3o internacional e parcerias de pesquisa com o Brasil (foto: Prensa Ministerio de Ciencia)\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/cnpem.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/AgFapesp.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/cnpem.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/AgFapesp.jpg?w=395&amp;ssl=1 395w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11799\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Lino Salvador Bara\u00f1ao, ministro da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o Produtiva da Argentina, fala sobre coopera\u00e7\u00e3o internacional e parcerias de pesquisa com o Brasil (foto: Prensa Ministerio de Ciencia)<\/p><\/div>\n<p>\u00c0 frente do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o Produtiva da Argentina desde a sua cria\u00e7\u00e3o, em 2007, o qu\u00edmico Jos\u00e9 Lino Salvador Bara\u00f1ao tem buscado transformar os investimentos em ci\u00eancia e tecnologia em resultados que se traduzam na aproxima\u00e7\u00e3o das pessoas com o conhecimento produzido no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para o ministro, a ci\u00eancia \u201cn\u00e3o deve ter fronteiras\u201d. Lembra que o Brasil \u00e9 o principal parceiro de pesquisa da Argentina, citando o exemplo de colabora\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas biologia estrutural, c\u00e9lulas-tronco, meteorologia, astronomia, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, entre outras, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o argentina no projeto Sirius, a nova fonte brasileira de luz s\u00edncrotron, que o Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron est\u00e1 construindo em Campinas. O ministro falou com exclusividade \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP em Buenos Aires, durante a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da FAPESP Week.<\/p>\n<p><i><b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b> \u2013 Como o senhor v\u00ea a pol\u00edtica cient\u00edfica argentina ao longo dos anos e, nessa trajet\u00f3ria, qual foi o planejamento nessa \u00e1rea at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio?<\/i><\/p>\n<p><b>Ministro Lino Bara\u00f1ao<\/b> \u2013 A Argentina sempre teve um apoio oscilante \u00e0 ci\u00eancia nas d\u00e9cadas passadas. Houve momentos de persegui\u00e7\u00e3o aos cientistas, em per\u00edodos ditatoriais, e outros em que os cientistas foram considerados imprescind\u00edveis, em per\u00edodos de economia neoliberal. Somente a partir de 2003 come\u00e7ou a haver na Argentina uma continuidade na pol\u00edtica cient\u00edfica, com uma preocupa\u00e7\u00e3o do governo com o tema, quando foram tomadas medidas concretas para melhorar, por exemplo, os sal\u00e1rios dos pesquisadores e abrir a carreira de pesquisador no Conselho Nacional de Pesquisas Cient\u00edficas e T\u00e9cnicas (Conicet).<\/p>\n<p>De 2003 a 2007, houve um processo de reconstru\u00e7\u00e3o, com a obten\u00e7\u00e3o de fundos para a pesquisa e o fortalecimento da ag\u00eancia de pesquisa cientifica e tecnol\u00f3gica, que havia sido criada quase dez anos antes. Essa mudan\u00e7a qualitativa permitiu a cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o Produtiva. Esta denomina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 casual, pois o governo argentino decidiu colocar a ci\u00eancia e a tecnologia a servi\u00e7o do desenvolvimento econ\u00f4mico e social, de forma que o conhecimento produzido pudesse melhorar a qualidade de vida das pessoas.<\/p>\n<p>A partir da cria\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio, tratamos de dar coer\u00eancia ao sistema de ci\u00eancia e tecnologia argentino, que estava muito compartimentado, com atividades sobrepostas, a partir da cria\u00e7\u00e3o de um conselho interinstitucional, que ficou a cargo de uma das secretarias do minist\u00e9rio. Logo, continuamos com o fortalecimento, tanto em recursos humanos como em infraestrutura.<\/p>\n<p><i><b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b> \u2013 Ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio, quais a\u00e7\u00f5es foram colocadas em pr\u00e1tica?<\/i><\/p>\n<p><b>Bara\u00f1ao<\/b> \u2013 Nesses anos, constru\u00edmos 190 mil metros quadrados de edif\u00edcios em todo o pa\u00eds. T\u00ednhamos um d\u00e9ficit de 120 mil metros quadrados, pois havia tr\u00eas d\u00e9cadas sem investimentos nessa \u00e1rea. Mas n\u00e3o fortalecemos apenas o sistema. Tratamos de inseri-lo efetivamente na atividade produtiva, por meio do fomento \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de cons\u00f3rcios p\u00fablico-privados, com objetivos concretos em mat\u00e9ria de aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento para a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, para gerar produtos no mercado e novos servi\u00e7os, que n\u00e3o existiam no pa\u00eds, e uma atividade de planejamento importante. Formamos o plano <b><a href=\"https:\/\/www.argentinainnovadora2020.mincyt.gob.ar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Argentina Inovadora 2020<\/a><\/b>, com participa\u00e7\u00e3o de mais de 1.500 profissionais, produtores e representantes de diferentes setores.<\/p>\n<p>O plano identificou 30 n\u00facleos socioprodutivos, e esse consenso \u00e9 o que permite garantir a continuidade desse programa, porque foi avalizado por todos esses setores. Basicamente, nesse per\u00edodo, fortalecemos o sistema, permitindo construir tamb\u00e9m uma consci\u00eancia p\u00fablica como um elemento importante da pol\u00edtica. Assim, come\u00e7amos a colher os primeiros resultados desses investimentos a partir n\u00e3o apenas de descobertas cient\u00edficas, mas tamb\u00e9m de solu\u00e7\u00f5es completas para problemas sociais e industriais.<\/p>\n<p><i><b>Ag\u00eancia FAPESP \u2013 <\/b>Como est\u00e1 hoje a pesquisa colaborativa da Argentina com pesquisadores e institui\u00e7\u00f5es internacionais? H\u00e1 caracter\u00edsticas espec\u00edficas de colabora\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses?<\/i><b> <\/b><\/p>\n<p><b> Bara\u00f1ao<\/b> \u2013 A quest\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es internacionais em pesquisa depende em grande parte do minist\u00e9rio, e temos conv\u00eanios de coopera\u00e7\u00e3o e interc\u00e2mbios com mais de 140 institui\u00e7\u00f5es internacionais. Em termos de pesquisa colaborativa, a maior parte ocorre com o Brasil, seguida por Espanha, Fran\u00e7a, Estados Unidos e Alemanha. Somos um pa\u00eds de alta taxa de efici\u00eancia na participa\u00e7\u00e3o em programas da Uni\u00e3o Europeia, por exemplo, com um escrit\u00f3rio de apoio aos pesquisadores argentinos para sua integra\u00e7\u00e3o nas redes de pesquisa e programas dos pa\u00edses europeus.<\/p>\n<p>Apenas com a Fran\u00e7a, temos mais de 50 projetos de coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Pretendemos agora abrir um escrit\u00f3rio desse tipo para apoiar pesquisadores argentinos tamb\u00e9m em pa\u00edses latino-americanos. Temos conv\u00eanios com praticamente todos os blocos mundiais, incluindo pa\u00edses da \u00c1frica, \u00c1sia e Caribe. No entanto, consideramos que algumas especificidades devem ser consideradas nessa coopera\u00e7\u00e3o, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 coopera\u00e7\u00e3o em todas as \u00e1reas, mas em \u00e1reas espec\u00edficas em cada pa\u00eds, de maneira a fortalecer nossos interesses m\u00fatuos.<\/p>\n<p><b><i>Ag\u00eancia FAPESP<\/i><\/b><i> \u2013 Qual o papel do Brasil nessas quest\u00f5es?<\/i><\/p>\n<p><b>Bara\u00f1ao<\/b> \u2013 Tratamos de avan\u00e7ar nos interc\u00e2mbios f\u00edsica e virtualmente, buscando consolidar essa coopera\u00e7\u00e3o em uma estrutura formal e est\u00e1vel. Com o Brasil, temos forte colabora\u00e7\u00e3o em \u00e1reas como biologia estrutural, c\u00e9lulas-tronco, meteorologia, astronomia, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, entre muitas outras, virtualmente, mas tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o em projetos estruturais, como o Sirius, um conjunto de aceleradores de el\u00e9trons atualmente em constru\u00e7\u00e3o no Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), em Campinas, onde a maior parte dos pesquisadores estrangeiros em atua\u00e7\u00e3o \u00e9 da Argentina.<\/p>\n<p>Evidentemente, a ci\u00eancia \u00e9 cooperativa, internacional, n\u00e3o deve ter fronteiras ou limites, mas, naturalmente, devemos ter uma ambi\u00e7\u00e3o local em termos de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e de aproveitamento de seus resultados, pois durante muito tempo a Am\u00e9rica Latina contribuiu com o conhecimento internacional sem receber boa parte de seus benef\u00edcios, ainda que por incapacidade de absorver e aproveitar localmente esse conhecimento. Mas creio que a Am\u00e9rica Latina avan\u00e7ou o suficiente e tem agora capacidade para que o conhecimento desenvolvido localmente traga benef\u00edcios sociais para os pa\u00edses que souberem garantir o reconhecimento pol\u00edtico e financiamento cont\u00ednuo das atividades cient\u00edfico-tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia atua de maneira a facilitar a integra\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses, por isso trabalhamos tamb\u00e9m com a chancelaria argentina, que nos v\u00ea como instrumento de aproxima\u00e7\u00e3o com pa\u00edses com os quais n\u00e3o haja necessariamente v\u00ednculos diplom\u00e1ticos. A ci\u00eancia \u00e9, sem d\u00favida, um v\u00ednculo internacional importante.<\/p>\n<p><b><i>Ag\u00eancia FAPESP<\/i><\/b><i> \u2013 No caso do Estado de S\u00e3o Paulo, que possui uma popula\u00e7\u00e3o equivalente \u00e0 da Argentina e \u00e9 respons\u00e1vel por mais da metade da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira, quais as expectativas em termos de coopera\u00e7\u00e3o?<\/i><\/p>\n<p><b>Bara\u00f1ao <\/b>\u2013 Muitas vezes \u00e9 mais efetivo o interc\u00e2mbio em n\u00edveis estaduais ou institucionais do que em n\u00edvel de governos nacionais. Em geral, temos como contrapartida institui\u00e7\u00f5es que garantam o compromisso com a coopera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o buscamos assinar um conv\u00eanio protocolar, mas algo que possa efetivamente ser colocado em pr\u00e1tica. Vale ressaltar que com o Brasil a colabora\u00e7\u00e3o segue muito bem, inclusive com pesquisas feitas por meio da colabora\u00e7\u00e3o direta entre as universidades e grupos de pesquisa, e muitas vezes basta cobrir apenas os gastos com interc\u00e2mbios e viagens, o que j\u00e1 est\u00e1 integrado nos financiamentos concedidos. No caso de uma associa\u00e7\u00e3o com o Estado de S\u00e3o Paulo, \u00e9 particularmente atrativa, pois a maior parte dos pesquisadores brasileiros que trabalha em conjunto com argentinos est\u00e1 nas universidades p\u00fablicas de S\u00e3o Paulo, assim, estamos dispostos a fortalecer este tipo de v\u00ednculo por meio de acordos espec\u00edficos.<\/p>\n<p><b><i>Ag\u00eancia FAPESP<\/i><\/b><i> \u2013 Como estrat\u00e9gia para projetos de m\u00e9dio e longo prazo, o senhor acredita que o papel do Estado no financiamento \u00e0 pesquisa se modificou ou continua sendo absolutamente necess\u00e1rio para o desenvolvimento da ci\u00eancia e da tecnologia em um pa\u00eds como a Argentina?<\/i><\/p>\n<p><b>Bara\u00f1ao<\/b> \u2013 Creio que em todos os pa\u00edses o Estado \u00e9 o principal promotor do conhecimento, sobretudo do conhecimento fundamental. Mesmo em pa\u00edses com economia de mercado extremamente desenvolvida, como os Estados Unidos, por meio do financiamento em pesquisa b\u00e1sica e do poder de compra do Estado, como na \u00e1rea de Defesa, que \u00e9 historicamente um promotor de desenvolvimento tecnol\u00f3gico, o papel do Estado \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Na Argentina, 75% das atividades de pesquisa e desenvolvimento s\u00e3o financiadas pelo Estado e 25% pelo setor privado. Contudo, \u00e0 medida que tivermos mais empresas de base tecnol\u00f3gica, dever\u00e1 haver mais equil\u00edbrio nesse financiamento. O papel do Estado continua sendo fundamental n\u00e3o apenas no financiamento, mas, sobretudo, no planejamento estrat\u00e9gico do que deve ser feito, integrando muitos setores e usando instrumentos para que os investimentos tenham um car\u00e1ter econ\u00f4mico e social.<\/p>\n<p><b><i>Ag\u00eancia FAPESP<\/i><\/b><i> \u2013 Como garantir essa atua\u00e7\u00e3o quando normalmente a sociedade n\u00e3o v\u00ea com clareza a ci\u00eancia e a tecnologia intrinsecamente ligada a quest\u00f5es econ\u00f4micas e sociais?<\/i><\/p>\n<p><b>Bara\u00f1ao<\/b>\u00a0\u2013\u00a0\u00c9 um desafio sobre o qual temos clareza, desde o come\u00e7o. Por isso, desenvolvemos a\u00e7\u00f5es muito concretas de divulga\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia e tecnologia, como a cria\u00e7\u00e3o de um canal de televis\u00e3o dedicado \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e cultural, a <b><a href=\"https:\/\/www.mincyt.gob.ar\/divulgacion\/tectv-6485\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tecn\u00f3polis TV<\/a><\/b>, promovendo a voca\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos jovens e a conduta inovadora nas empresas. Mais recentemente, criamos uma ag\u00eancia de comunica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o, que ter\u00e1 sede no pr\u00f3prio minist\u00e9rio, no polo de ci\u00eancia e tecnologia atualmente em constru\u00e7\u00e3o, e que vai financiar projetos de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e cultural, incluindo atividades em museus. Tamb\u00e9m temos desde 2011 a feira anual <b><a href=\"https:\/\/tecnopolis.ar\/2014\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tecn\u00f3polis<\/a><\/b>, que fazemos na regi\u00e3o metropolitana de Buenos Aires, sempre de julho a novembro, com a presen\u00e7a de mais de 150 mil alunos a cada ano.<\/p>\n<p>Nos estandes s\u00e3o feitas exposi\u00e7\u00f5es por estudantes universit\u00e1rios de ci\u00eancias, o que permite quebrar o estere\u00f3tipo do cientista apartado da sociedade. S\u00e3o jovens matem\u00e1ticos, qu\u00edmicos, tecn\u00f3logos, que se vestem, t\u00eam tatuagens e usam redes sociais tanto quanto os jovens que frequentam a feira, o que ajuda a criar uma identifica\u00e7\u00e3o entre esses futuros cientistas e o p\u00fablico. Al\u00e9m disso, \u00e9 muito efetivo em termos de transmiss\u00e3o de conhecimento, pois \u00e9 diferente de textos escritos. S\u00e3o pessoas falando com pessoas. Essa \u00e9 uma das atividades centrais de nossa gest\u00e3o, que \u00e9 fazer com que os cientistas tamb\u00e9m estejam comprometidos, eles mesmos, com atividades de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Jos\u00e9 Lino Salvador Bara\u00f1ao, ministro da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o Produtiva da Argentina<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false,"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1452,1456],"tags":[],"class_list":["post-68092","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem-en","category-clipping-lnls-en","category-1452","category-1456","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>&quot;A ci\u00eancia n\u00e3o deve ter fronteiras&quot; - 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