{"id":6808,"date":"2013-11-11T15:18:00","date_gmt":"2013-11-11T17:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/?p=6808"},"modified":"2026-03-03T08:18:54","modified_gmt":"2026-03-03T11:18:54","slug":"astrobiologia-ganha-espaco-e-rede-de-pesquisadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/astrobiologia-ganha-espaco-e-rede-de-pesquisadores\/","title":{"rendered":"Astrobiologia ganha espa\u00e7o e rede de pesquisadores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>em.com.br, em 11\/11\/2013<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem somos, de onde viemos e para onde vamos? Em tempos de constante evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, uma das quest\u00f5es filos\u00f3ficas que mais intrigam o homem tem como importante pe\u00e7a no quebra-cabe\u00e7a de respostas um campo cient\u00edfico relativamente novo: a astrobiologia. Difundido a partir de 1998, quando a Nasa (a ag\u00eancia espacial norte-americana) decidiu adot\u00e1-lo em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 exobiologia \u2013 busca por vida fora do planeta \u2013, esse ramo da ci\u00eancia vai al\u00e9m ao tentar entender melhor a vida na Terra e sua conex\u00e3o com fen\u00f4menos c\u00f3smicos a partir de uma perspectiva multidisciplinar e integrativa. Astr\u00f4nomos, bi\u00f3logos, f\u00edsicos, qu\u00edmicos e ge\u00f3logos, entre outros estudiosos, t\u00eam ent\u00e3o a chance de interagir para trabalhar nas perguntas, dificilmente respondidas isoladamente.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o Brasil teve fundamental contribui\u00e7\u00e3o com a cria\u00e7\u00e3o, em maio, da Rede Brasileira de Astrobiologia (RBA). Em fase de implementa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2017, o sistema on-line de troca de informa\u00e7\u00f5es, apesar de recente, colhe os primeiros frutos ao reunir aproximadamente 100 pesquisadores, programar eventos para troca de conhecimento e atender a demanda de material cient\u00edfico em portugu\u00eas para jovens pesquisadores interessados na \u00e1rea. Tudo em nome do desenvolvimento da ci\u00eancia, que poder\u00e1, dessa forma, caminhar para a cria\u00e7\u00e3o de uma institui\u00e7\u00e3o de pesquisa nacional.<\/p>\n<p>\u201cApesar de termos trabalhos realizados individualmente h\u00e1 d\u00e9cadas, o Brasil est\u00e1 dando os primeiros passos na \u00e1rea. A astrobiologia \u00e9 uma \u00e1rea muito ampla que vai do estudo desde o surgimento do planeta \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o dos seres vivos. Existem grupos espec\u00edficos h\u00e1 muito anos. Tentamos conectar todos os estudos para contribuir\u201d, explica Douglas Galante, um dos cinco fundadores da rede e pesquisador do Laborat\u00f3rio Nacional de Luz S\u00edncrotron (LNLS), em Campinas, e do N\u00facleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>Galante prepara \u2013 com a comiss\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o da RBA \u2013 a segunda edi\u00e7\u00e3o do workshop brasileiro de astrobiologia para os dias 18 e 19, na USP, em S\u00e3o Paulo. H\u00e1 sete anos o encontro deu in\u00edcio \u00e0 intera\u00e7\u00e3o entre pesquisadores de diversos estados e forma\u00e7\u00f5es diversificadas, originando o Laborat\u00f3rio de Astrobiologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (Astrolab), uma das refer\u00eancias da \u00e1rea no pa\u00eds. Outros workshops est\u00e3o sendo programados para 2014. O grande p\u00fablico-alvo da rede \u00e9 o de forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>\u201cO principal objetivo da cria\u00e7\u00e3o da RBA foi de promover a comunica\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o, de maneira efetiva, da comunidade de pesquisadores, educadores e alunos que trabalham com astrobiologia. O cadastro tem se mostrado muito eficiente para isso, e os eventos, que estamos come\u00e7ando a organizar agora, parecem apontar que estamos no caminho correto realizando encontros tamb\u00e9m presenciais, criando um interc\u00e2mbio direto entre pesquisadores experientes e alunos iniciantes. Come\u00e7amos a planejar, por exemplo, um workshop sobre origem da vida. Al\u00e9m disso, a RBA foi apontada como iniciadora do processo para a cria\u00e7\u00e3o de uma Sociedade Brasileira de Astrobiologia, que est\u00e1 em discuss\u00e3o. Por todos esses motivos, acreditamos que a rede est\u00e1 cumprindo seu papel de estimular o crescimento da \u00e1rea no pa\u00eds\u201d, diz o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>TRADU\u00c7\u00c3O DE MATERIAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A aus\u00eancia de material cient\u00edfico em portugu\u00eas, contudo, ainda \u00e9 um empecilho para a difus\u00e3o da ci\u00eancia. Um conv\u00eanio da rede com a Nasa, que adaptar\u00e1 material dispon\u00edvel nos Estados Unidos para a realidade brasileira, pretende se tornar um referencial acad\u00eamico sobre o tema. \u201cUma das coisas que estamos tentando resolver \u00e9 a falta de material de divulga\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas. Desde o n\u00edvel b\u00e1sico, superior, ao p\u00fablico em geral. A Nasa tem um trabalho de educa\u00e7\u00e3o incr\u00edvel. Fizemos um acordo com eles para adaptar para a nossa realidade. Estamos trabalhando para traduzir e adaptar\u201d, revela Douglas Galante.<br \/>\nO conte\u00fado estar\u00e1 dispon\u00edvel at\u00e9 o fim de 2014 como parte do www.astrobiobrasil.org, o site do Astrolab do qual Galante faz parte. \u201cPor interligar diferentes \u00e1reas cient\u00edficas, a astrobiologia tem um grande potencial para ser usada em educa\u00e7\u00e3o. Como RBA e AstroLab nasceram praticamente juntos (o n\u00facleo foi criado oficialmente em 2011) ambos trabalham juntos\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>Outro cientista envolvidos na cria\u00e7\u00e3o da rede, o pesquisador do LNLS e do n\u00facleo da USP, F\u00e1bio Rodrigues, diz que o projeto tem sido bem recebido pela comunidade cient\u00edfica, possibilitando uma colabora\u00e7\u00e3o virtual que n\u00e3o existia antes. Pelo lado educacional, a rede, segundo ele, j\u00e1 \u00e9 refer\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 ent\u00e3o havia muito pouca coisa na internet e muitas vezes estudantes desistiam de trabalhar na \u00e1rea por n\u00e3o encontrar nenhum referencial. Ao criarmos o site do n\u00facleo da USP (Astrolab) muitos estudantes do interior do Brasil nos perguntavam a quem procurar e n\u00e3o sab\u00edamos quem indicar. Agora temos um banco de dados por pesquisadores, estudo, localiza\u00e7\u00e3o e institui\u00e7\u00e3o. Recebemos muitos e-mails de alunos e professores do ensino m\u00e9dio. H\u00e1 a demanda e a rede quer atingir essa proposta, dedicando-se tamb\u00e9m a cultura, educa\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que \u00e9?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022\u00a0 A astrobiologia \u00e9 uma \u00e1rea da ci\u00eancia relativamente nova, \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o da exobiologia \u2013 campo de pesquisa criado pela ag\u00eancia espacial norte-americana (Nasa) na corrida especial com a R\u00fassia, durante a Guerra Fria, que propunha buscar e estudar vida fora da Terra.<\/p>\n<p>\u2022 Como n\u00e3o foi encontrada nenhuma evid\u00eancia conclusiva sobre a exist\u00eancia de extraterrestres, a pr\u00f3pria Nasa e a comunidade cient\u00edfica se debru\u00e7aram sobre a astrobiologia a partir de 1998. O estudo tem como principal objetivo compreender a origem, evolu\u00e7\u00e3o, futuro e distribui\u00e7\u00e3o da vida na Terra e no universo. Na astrobiologia, a vida no planeta n\u00e3o \u00e9 considerada um sistema autocontido e isolado de seu ambiente astrof\u00edsico, mas \u00e9 vista como uma pe\u00e7a que afeta e \u00e9 afetada pelas demais, a partir dos seguintes pontos:<\/p>\n<p>\u2013 Processos que levaram \u00e0 origem da vida no planeta<br \/>\n\u2013 Como a vida evoluiu ao longo de milhares de anos<br \/>\n\u2013 Como o desenvolvimento da vida foi alterado<br \/>\n\u2013 Quais processos podem levar \u00e0 origem da vida em outros planetas<br \/>\n\u2013 Qual a rela\u00e7\u00e3o da biologia com fen\u00f4menos astron\u00f4micos e astrof\u00edsicos<\/p>\n<p>Ou seja: a origem, evolu\u00e7\u00e3o e destino da vida est\u00e3o relacionados com a evolu\u00e7\u00e3o do universo, das estrelas e planetas.<\/p>\n<p>\u2022 COMO SE FILIAR \u00c0 RBA:Para incluir um trabalho, basta acessar o site da rede www.astrobiologia.net.br, ir \u00e0 se\u00e7\u00e3o Associe-se e preencher um formul\u00e1rio de cadastro. Al\u00e9m de dados b\u00e1sicos do autor (como nome completo e documento de identifica\u00e7\u00e3o) s\u00e3o exigidos um curr\u00edculo e informa\u00e7\u00f5es sobre o trabalho que est\u00e1 sendo desenvolvida na \u00e1rea. O pedido ser\u00e1 avaliado pela comiss\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o da rede, e uma vez aprovado, o cadastro ser\u00e1 inclu\u00eddo e ficar\u00e1 dispon\u00edvel on-line. N\u00e3o h\u00e1 cobran\u00e7a de taxa de inscri\u00e7\u00e3o ou de mensalidade e qualquer pessoa poder\u00e1 consultar o banco de dados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>em.com.br, em 11\/11\/2013 Quem somos, de onde viemos e para onde vamos? 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