{"id":5184,"date":"2013-01-04T10:35:04","date_gmt":"2013-01-04T12:35:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/?p=5184"},"modified":"2026-03-03T10:08:27","modified_gmt":"2026-03-03T13:08:27","slug":"economia-na-industria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/economia-na-industria\/","title":{"rendered":"Economia na ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Canal &#8211; Jornal da Bioenergia, em 03\/01\/2013<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Com investimentos em\u00a0 preserva\u00e7\u00e3o e racionaliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e energia \u00e9 poss\u00edvel garantir um maior lucro para usinas e um produto cada vez mais sustent\u00e1vel para o mercado<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra de ordem \u00e9 sustentabilidade. Para este fim, os parques industriais das usinas modernas tendem a avan\u00e7ar para um total aproveitamento de insumos em todos os seus processos. O desperd\u00edcio de \u00e1gua e energia deve ser erradicado atrav\u00e9s de atualiza\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e otimiza\u00e7\u00e3o do maquin\u00e1rio existente, o que abrange melhorias em todas as etapas do processo industrial. Desde a extra\u00e7\u00e3o at\u00e9 a destilaria, passando pela produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar bruto ou branco, existem possibilidades de melhorias a serem implantadas que reduzem consideravelmente o consumo de \u00e1gua e energia, garantindo a distribui\u00e7\u00e3o de produtos cada vez mais verdes no mercado mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da maneira como os processos das usinas s\u00e3o realizados ocorem perdas, em m\u00e9dia, de mil quilos de \u00e1gua por evapora\u00e7\u00e3o, purga da lavagem e baga\u00e7o. Por tonelada de cana-de-a\u00e7\u00facar mo\u00edda, perdem-se mais 40 quilos de \u00e1gua na torta do filtro. Ao adotar melhorias, como a limpeza da cana-de-a\u00e7\u00facar a seco, resfriamento por torres, aquecimento indireto na destila\u00e7\u00e3o, monitoramento dos condensados e separador de arraste, Jos\u00e9 Luiz Oliv\u00e9rio, vice-presidente de tecnologia e desenvolvimento da Dedini, acredita que \u00e9 poss\u00edvel que a usina se tornem autossuficiente em \u00e1gua. Em seus processos, s\u00f3 seria utilizada a \u00e1gua contida na pr\u00f3pria cana-de- a\u00e7\u00facar que, esmagada, apresenta 75% de l\u00edquidos. Fora o desperd\u00edcio de energia, decorrente de parques desatualizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem diversas tecnologias dispon\u00edveis no mercado, algumas para maximizar energeticamente a usina e outras para reduzir, ou at\u00e9 mesmo zerar a necessidade de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. A solu\u00e7\u00e3o para cada usina \u00e9 espec\u00edfica. A customiza\u00e7\u00e3o deve ser planejada de acordo com os produtos desenvolvidos por cada uma e, no caso de usinas j\u00e1 existentes, do n\u00edvel tecnol\u00f3gico da planta original. \u201cEm novos projetos\u201d, como coloca Jos\u00e9 Oliv\u00e9rio, \u201ca harmoniza\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o de tecnologias s\u00e3o facilitadas por n\u00e3o existirem investimentos pr\u00e9vios j\u00e1 realizados, n\u00e3o sendo necess\u00e1rios estudos de adapta\u00e7\u00e3o e aproveitamento das instala\u00e7\u00f5es existentes.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os custos de implanta\u00e7\u00e3o variam de acordo com cada necessidade, pois a solu\u00e7\u00e3o final ser\u00e1 estudada atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o de um conjunto de tecnologias variadas. A decis\u00e3o pela ado\u00e7\u00e3o de cada conjunto de solu\u00e7\u00f5es \u00e9 o resultado de uma an\u00e1lise econ\u00f4mico- financeira, abrangendo as atividades agr\u00edcolas e industriais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alternativas<\/strong><br \/>\nQuanto ao reaproveitamento de \u00e1gua, o diretor comercial da Sergam, S\u00e9rgio Gama, garante que muitas medidas podem ser tomadas para a efici\u00eancia deste processo. \u201cO tratamento e re\u00faso da \u00e1gua utilizada na lavagem da frota de ve\u00edculos \u00e9 poss\u00edvel, com um reaproveitamento de 95% do efluente. O esgoto sanit\u00e1rio, assim que tratado corretamente, tamb\u00e9m pode ser reutilizado em caminh\u00f5es pipa para a aspers\u00e3o nas estradas de terra\u201d, afirma. Com esta tecnologia, \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar uma economia de at\u00e9 80% de gastos com o consumo de \u00e1gua e coleta de esgoto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra op\u00e7\u00e3o apresentada por S\u00e9rgio Gama \u00e9 o reaproveitamento da \u00e1gua das chuvas a partir de um sistema autom\u00e1tico de micro filtragem e desinfec\u00e7\u00e3o. Este sistema, chamado de Pluv Clean, controla fatores como pH, DBO, turbidez, odor e abrasividade das \u00e1guas pluviais, permitindo a utiliza\u00e7\u00e3o de um produto sem custos que, antes, era desperdi\u00e7ado. Ao final do processo, esta \u00e1gua pode ser utilizada em descargas de bacias sanit\u00e1rias, lavagem de cal\u00e7adas e carros, irriga\u00e7\u00e3o de jardins, resfriamento de equipamentos e m\u00e1quinas, reservat\u00f3rios contra inc\u00eandios, entre muitas outras op\u00e7\u00f5es.<br \/>\nUma op\u00e7\u00e3o que garante reservas de \u00e1gua e energia \u00e9 a moderniza\u00e7\u00e3o de torres de resfriamento de \u00e1gua. Segundo o gerente comercial da Alpina Equipamentos, Antonio Chiachia, \u201cestas torres, que incorporam as mais recentes tecnologias, t\u00eam consumo energ\u00e9tico menor e permitem campanhas maiores entre as paradas de manuten\u00e7\u00e3o e limpeza\u201d. Com um planejamento adequado, elas podem ser inseridas em diversos setores da usina, como nos sistemas de v\u00e1cuo, condensadores de turbinas,\u00a0 destiladores e dornas de fermenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a economia de energia, uma alternativa vi\u00e1vel \u00e9 a atualiza\u00e7\u00e3o de cozedores. Esta a\u00e7\u00e3o permite a instala\u00e7\u00e3o de mais \u00e1rea em um mesmo volume, viabilizando o uso de vapores menos quentes, antes descartados sem uso nas linhas de condensados. Como explica o diretor da Alpina Orion, Maximilian Goehler, \u201ca economia de energia passa obrigatoriamente pela economia de vapor na produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar e do etanol. Melhorando os processos de dilui\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o, reduzimos o consumo de energia desnecess\u00e1ria na evapora\u00e7\u00e3o e ainda regularizamos o processo de cristaliza\u00e7\u00e3o.\u201d Como resultado final, aumenta-se a capacidade de produ\u00e7\u00e3o da planta, reduzindo a recircula\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estudos t\u00eam foco no re\u00faso<\/strong><br \/>\nA \u00e1gua remanescente do processamento da cana-de-a\u00e7\u00facar pode ser reutilizada na pr\u00f3pria usina. No processo de produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, onde o produto final \u00e9 seco, quase toda a sobra de \u00e1gua pode ser reaproveitada. Durante a produ\u00e7\u00e3o de etanol, que precisa de um caldo concentrado, este reaproveitamento tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel, embora menor. Estas s\u00e3o constata\u00e7\u00f5es de estudos desenvolvidos na Faculdade de Engenharia Mec\u00e2nica da Unicamp (FEM) por Mauro Francisco Ch\u00e1vez-Rodr\u00edguez, com orienta\u00e7\u00e3o de Silvia Azucena Nebra de P\u00e8rez. De acordo com os estudos de Ch\u00e1vez-Rodr\u00edguez para a disserta\u00e7\u00e3o \u201cUso de \u00c1gua na Produ\u00e7\u00e3o de Etanol de Cana-de-a\u00e7\u00facar\u201d, \u00e9 poss\u00edvel, atrav\u00e9s do reciclo, reduzir a capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua para menos de um metro c\u00fabico por tonelada de cana-de-a\u00e7\u00facar (medida m\u00e1xima permitida pela legisla\u00e7\u00e3o para v\u00e1rias regi\u00f5es do Estado de S\u00e3o Paulo).<br \/>\nA pesquisa focou justamente nas v\u00e1rias possibilidades de n\u00e3o s\u00f3 cumprir a lei, mas tamb\u00e9m de garantir a sustentabilidade dos processos. Entre os resultados, o principal foi a constata\u00e7\u00e3o de que a \u00e1gua retirada da pr\u00f3pria cana-de-a\u00e7\u00facar poderia ser reutilizada com seguran\u00e7a. Al\u00e9m de ser reciclada durante a embebi\u00e7\u00e3o e na prepara\u00e7\u00e3o do leite de cal, o pesquisador adverte que os caminh\u00f5es transportadores de cana-de-a\u00e7\u00facar carregam um volume de \u00e1gua que, se fosse reutilizado, evitaria a necessidade da capta\u00e7\u00e3o de recursos de outras fontes. Ele ainda acredita que, utilizando estudos de \u201cpegada ecol\u00f3gica\u201d, seria poss\u00edvel reduzir o consumo de quase 12 litros de \u00e1gua por litro de etanol para 3,6 litros. Esta redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica, que n\u00e3o envolveria o uso da \u00e1gua da vinha\u00e7a, apresenta valores similares aos da gasolina, por exemplo. Al\u00e9m destes fatores, tamb\u00e9m foram analisados outros como irriga\u00e7\u00e3o e sequestro de carbono.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para mensurar o est\u00e1gio de desenvolvimento e sucesso da implanta\u00e7\u00e3o de uma nova tecnologia de produ\u00e7\u00e3o, o Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) est\u00e1 desenvolvendo uma Biorrefinaria Virtual. Simulando os processos de uma cadeia de produ\u00e7\u00e3o padr\u00e3o, esta ferramenta avaliar\u00e1 a sustentabilidade econ\u00f4mica, ambiental e social de novas tecnologias. A partir deste programa, ser\u00e1 poss\u00edvel projetar as altera\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o das usinas e os impactos causados em seu rendimento em rela\u00e7\u00e3o aos resultados atuais, ou seja, antes da poss\u00edvel implanta\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. Esta avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ser\u00e1 realizada atrav\u00e9s de dados s\u00f3lidos oferecidos pelas pr\u00f3prias usinas, podendo, inclusive, avaliar propostas de otimiza\u00e7\u00e3o de maquin\u00e1rios j\u00e1 implantados em seus parques industriais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Canal &#8211; Jornal da Bioenergia, em 03\/01\/2013 Com investimentos em\u00a0 preserva\u00e7\u00e3o e racionaliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e energia \u00e9 poss\u00edvel garantir um maior lucro para usinas e um produto cada vez&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,1224],"tags":[],"class_list":["post-5184","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnbr","category-1163","category-1224","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Economia na ind\u00fastria - CNPEM<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cnpem.br\/economia-na-industria\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Economia na ind\u00fastria - CNPEM\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Canal &#8211; 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