{"id":4711,"date":"2012-07-27T12:06:29","date_gmt":"2012-07-27T15:06:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/?p=4711"},"modified":"2026-03-03T10:09:09","modified_gmt":"2026-03-03T13:09:09","slug":"a-flexibilidade-sexual-das-femeas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/a-flexibilidade-sexual-das-femeas-2\/","title":{"rendered":"A flexibilidade sexual das f\u00eameas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Entre lagartos, nem sempre o macho \u00e9 necess\u00e1rio para reprodu\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Revista Pesquisa FAPESP em Julho de 2012<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_4712\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/050-053_Partenogenese_197-42.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4712\" class=\"size-full wp-image-4712\" title=\"050-053_Partenogenese_197-42\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnpem.staging.wpengine.com\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/050-053_Partenogenese_197-42.jpg?resize=290%2C242&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"242\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4712\" class=\"wp-caption-text\">Calango da restinga: uma das poucas esp\u00e9cies brasileiras de lagartos formadas apenas por f\u00eameas (FOTO: Miguel Rodrigues)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSe Deus existe e tem sexo, certamente \u00e9 mulher\u201d, diz o bi\u00f3logo Rodrigo Marques Lima dos Santos, entusiasmado ao ver o que os lagartos \u2013 ou melhor, os lagartos f\u00eameas \u2013 conseguem fazer.<\/p>\n<p>V\u00e1rias esp\u00e9cies de lagartos exibem formas surpreendentes de se reproduzirem. As f\u00eameas geram filhotes de modo assexuado, sem a participa\u00e7\u00e3o de qualquer macho. S\u00e3o independentes, mas n\u00e3o s\u00e3o radicais: em algumas esp\u00e9cies, se um macho passa por perto, permitem a c\u00f3pula e podem ser fecundadas. A autonomia reprodutiva chega a tal ponto que em algumas esp\u00e9cies s\u00f3 existem f\u00eameas, que se reproduzem de um modo assexuado conhecido como partenog\u00eanese, que parece ser mais flex\u00edvel do que se pensava.<\/p>\n<p>Bi\u00f3logos da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) e do Laborat\u00f3rio Nacional de Bioci\u00eancias (LNBio), estudando diferentes aspectos da partenog\u00eanese, conclu\u00edram que altera\u00e7\u00f5es em um gene conhecido como c-mos poderiam permitir a transforma\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas reprodutoras femininas (\u00f3vulos) em embri\u00e3o, mesmo sem um espermatozoide.<\/p>\n<p>Rodrigo Santos entrou na pista desse mecanismo em seu doutorado, enquanto estudava os lagartos te\u00eddeos, grupo que inclui esp\u00e9cies de 10 cent\u00edmetros de comprimento at\u00e9 os tei\u00fas, de at\u00e9 um metro e meio de comprimento. Sem esperar, ele come\u00e7ou a ver muta\u00e7\u00f5es no gene c-mos em grupos com esp\u00e9cies partenogen\u00e9ticas. Em 2008 ele come\u00e7ou a trabalhar com Andr\u00e9a Balan, do LNBio, para modelar as formas da prote\u00edna produzida pelo c-mos nos lagartos e em cobras e, em conjunto, identificaram muta\u00e7\u00f5es em um dos quatro s\u00edtios ativos (pontos de intera\u00e7\u00e3o) da prote\u00edna, refor\u00e7ando as hip\u00f3teses iniciais.<\/p>\n<p>O gene c-mos produz uma prote\u00edna que bloqueia o final da divis\u00e3o celular do \u00f3vulo at\u00e9 a chegada do espermatozoide. A c\u00e9lula sexual masculina, ao fertilizar o \u00f3vulo, desativa a prote\u00edna, a divis\u00e3o celular termina e um embri\u00e3o se forma. A hip\u00f3tese dos pesquisadores \u00e9 que, quando sofre altera\u00e7\u00f5es, o c-mos n\u00e3o funciona direito e pode fazer com que o \u00f3vulo continue a se dividir, mesmo sem o espermatozoide. Eles acreditam que defeitos nesse gene poderiam atenuar o bloqueio da divis\u00e3o do \u00f3vulo e permitir que outros est\u00edmulos, como horm\u00f4nios, reativem a divis\u00e3o celular.<\/p>\n<p>Se avan\u00e7ar, esse trabalho poder\u00e1 elucidar um dos mecanismos da partenog\u00eanese. Hoje mal se sabe como surgiram as esp\u00e9cies de lagartos capazes de se reproduzirem de modo assexuado \u2013 e menos ainda como elas adquiriram e mant\u00eam essa habilidade. De acordo com a hip\u00f3tese mais aceita, cobras e lagartos partenogen\u00e9ticos podem ser resultado do cruzamento entre esp\u00e9cies pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>O <em>Leposoma percarinatum<\/em>, uma das esp\u00e9cies encontradas no Brasil, est\u00e1 mostrando o alcance desse labirinto gen\u00e9tico. Os lagartos dessa esp\u00e9cie, reconhecida como partenogen\u00e9tica em 1952, t\u00eam no m\u00e1ximo cinco cent\u00edmetros de comprimento e vivem entre folhas nas matas de uma regi\u00e3o ampla \u2013 da Venezuela at\u00e9 o norte do estado de Mato Grosso, dos Andes at\u00e9 o leste do Par\u00e1. Uma hip\u00f3tese apresentada nos anos 1970 sugere que o <em>L. percarinatum<\/em> seria o resultado do cruzamento entre duas esp\u00e9cies diferentes, <em>Leposoma guianense<\/em> e <em>L. parietale<\/em>, encontradas em florestas \u00famidas da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Katia Pellegrino, da Unifesp, e Miguel Rodrigues, da USP, encontraram uma situa\u00e7\u00e3o inusitada: as f\u00eameas de <em>Leposoma percarinatum<\/em> eram praticamente iguais por fora, mas apresentavam uma espantosa diferen\u00e7a do ponto de vista gen\u00e9tico. Algumas f\u00eameas, as diploides, tinham 44 cromossomos (dois conjuntos iguais de 22 cromossomos) em cada c\u00e9lula, enquanto as triploides tinham 66 cromossomos (tr\u00eas conjuntos de 22).<\/p>\n<p>\u201cDentro do que se supunha ser uma mesma esp\u00e9cie existem duas linhagens diferentes, que nos permitir\u00e3o reconstruir sua hist\u00f3ria e seus mecanismos de origem\u201d, Katia concluiu. Para ela, a variedade triploide deve ter surgido de outro evento de hibridiza\u00e7\u00e3o entre a forma diploide de <em>L. percarinatum<\/em> e <em>L. osvaldoi<\/em>, j\u00e1 que <em>L. guianense<\/em> n\u00e3o ocorre t\u00e3o ao sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes surgem bichos que desfazem as explica\u00e7\u00f5es que estavam se formando. De uma viagem ao arquip\u00e9lago de Anavilhanas, no rio Negro, Rodrigues trouxe exemplares de <em>Leposoma guianense<\/em>, e alguns indiv\u00edduos que se revelaram pertencer a um novo clone de <em>Leposoma percarinatum<\/em> e outros diferentes a ponto de representarem uma nova esp\u00e9cie, que ganhou o nome de <em>Leposoma ferrerai<\/em> \u2013 todos diploides, vivendo no mesmo espa\u00e7o.<\/p>\n<p>O calango da restinga, ou <em>Cnemidophorus nativo<\/em>, uma das poucas esp\u00e9cies exclusivamente partenogen\u00e9ticas de lagartos brasileiros \u2013 e amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o \u2013, \u00e9 apenas diploide, de acordo com as an\u00e1lises de Santos. Encontrados nas matas do norte do Esp\u00edrito Santo e do sul da Bahia, esses animais pertencem a uma fam\u00edlia irm\u00e3 \u00e0 dos <em>Leposoma<\/em>, mas podem chegar a 30 cent\u00edmetros de comprimento. Segundo Santos, outras esp\u00e9cies partenogen\u00e9ticas que vivem na Amaz\u00f4nia, como <em>Cnemidophorus lemniscatus<\/em> e <em>Gymnophthalmus underwoodi, <\/em>parecem mesclar popula\u00e7\u00f5es diploides e triploides.<\/p>\n<p>Os bi\u00f3logos trabalham com a possibilidade de a partenog\u00eanese n\u00e3o formar apenas clones da m\u00e3e, mas tamb\u00e9m permitir alguma variabilidade gen\u00e9tica, embora menor que a da reprodu\u00e7\u00e3o sexuada, por meio da recombina\u00e7\u00e3o entre os cromossomos do \u00f3vulo. \u201cUm estudo recente mostrou que uma cobra, por partenog\u00eanese, gerou um filhote albino, indicando que h\u00e1, sim, recombina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica mesmo na reprodu\u00e7\u00e3o assexuada\u201d, argumenta Santos. \u201cA origem espont\u00e2nea da partenog\u00eanese, uma hip\u00f3tese alternativa \u00e0 teoria h\u00edbrida, n\u00e3o pode ser descartada em <em>Leposoma<\/em> e <em>Cnemidophorus<\/em>, uma vez que esse mecanismo j\u00e1 foi sugerido para exemplares de <em>Gymnophthalmus underwoodi<\/em> de Roraima\u201d, acrescenta Katia.<\/p>\n<p><strong>Abra\u00e7o indispens\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>Santos cogita que o <em>Cnemidophorus nativo <\/em>possa ter um comportamento similar ao dos lagartos do g\u00eanero <em>Aspidoscelis<\/em>. Encontrados em regi\u00f5es des\u00e9rticas da \u00c1sia e Am\u00e9rica do Norte, os <em>Aspidoscelis<\/em> s\u00f3 come\u00e7am a formar embri\u00f5es depois de um abra\u00e7o, que os bi\u00f3logos chamam de pseudoc\u00f3pula. Uma delas, detectando o toque ou o rasp\u00e3o da outra, deve ativar a libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios que desbloqueiam o c-mos, acreditam os bi\u00f3logos da USP.<\/p>\n<p>\u201cPara algumas esp\u00e9cies partenogen\u00e9ticas do g\u00eanero <em>Aspidosceles<\/em> se reproduzirem\u201d, comenta Santos, \u201ca c\u00f3pula entre as f\u00eameas \u00e9 obrigat\u00f3ria\u201d. David Crews e Jon Sakata, da Universidade do Texas, Estados Unidos, mostraram em 2000 que as f\u00eameas abra\u00e7adas apresentavam um ciclo hormonal inverso, uma com altos n\u00edveis de estr\u00f3geno, horm\u00f4nio mais abundante nas f\u00eameas, e outra com altos n\u00edveis de testosterona, produzida mais intensamente pelos machos.<\/p>\n<p>Em 2011, pesquisadores da Universidade de Kansas, Estados Unidos, conseguiram induzir a hibrida\u00e7\u00e3o e confirmar que a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada pode formar uma esp\u00e9cie partenogen\u00e9tica ao cruzarem duas esp\u00e9cies de <em>Aspidosceles<\/em>. Fazer uma f\u00eamea partenogen\u00e9tica se reproduzir em laborat\u00f3rio, sozinha ou sob o aconchego de outra f\u00eamea, por\u00e9m, permanece um dos sonhos dos bi\u00f3logos.<\/p>\n<p>Entre as 5.634 esp\u00e9cies de lagartos j\u00e1 identificadas, cerca de 40 s\u00e3o partenogen\u00e9ticas \u2013 e geralmente vivem em regi\u00f5es de florestas tropicais ou de climas des\u00e9rticos da \u00c1sia ou Oceania. \u201cA reprodu\u00e7\u00e3o por partenog\u00eanese resulta em uma variabilidade gen\u00e9tica menor que a reprodu\u00e7\u00e3o sexual, mas pode ser uma resposta adaptativa de sobreviv\u00eancia a ambientes extremos\u201d, comenta Yatiyo Yassuda, geneticista especializada em gen\u00e9tica de lagartos que acompanha o estudo sobre as poss\u00edveis origens da partenog\u00eanese.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, Yatiyo enfrentou um problema semelhante e, a muito custo, conseguiu convencer outros geneticistas de que os lagartos do g\u00eanero <em>Tropidurus<\/em> apresentavam diferencia\u00e7\u00e3o sexual \u2013 os machos tinham um cromossomo diferente do das f\u00eameas, mas, de t\u00e3o pequeno, era quase impercept\u00edvel. Muitas esp\u00e9cies de lagartos apresentam o mesmo conjunto de cromossomos e se diferenciam sexualmente por meio de genes desconhecidos ou da varia\u00e7\u00e3o de temperatura enquanto se desenvolvem \u2013 se mais alta, pode favorecer o desenvolvimento de embri\u00f5es machos em algumas esp\u00e9cies ou f\u00eameas, em outras.<\/p>\n<p>A sala de Yatiyo, onde Santos conta de seu trabalho, exibe algumas pinturas de flores, algumas figurativas, outras abstratas. \u201cEsse foi o come\u00e7o. J\u00e1 pintei mais de 300 quadros depois que me aposentei\u201d, diz ela, imaginando o sol que pretendia pintar no dia seguinte, um s\u00e1bado. \u201cMas ainda venho para c\u00e1 todos os dias.\u201d<br \/>\n<strong><br \/>\nClonagem induzida<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA partenog\u00eanese mei\u00f3tica \u00e9 uma forma de clonagem natural com algumas semelhan\u00e7as \u00e0 clonagem induzida para reprodu\u00e7\u00e3o de animais de interesse comercial\u201d, observa. Em 2004, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal indicaram que o etanol e o elemento qu\u00edmico estr\u00f4ncio podem induzir os \u00f3vulos de vacas a seguir a divis\u00e3o celular, funcionando como um est\u00edmulo externo an\u00e1logo \u00e0 c\u00e9lula sexual masculina.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, os \u00f3vulos de animais experimentais como a ovelha Dolly s\u00f3 se desenvolveram depois de terem recebido um choque el\u00e9trico, que deve desativar o c-mos. Santos acredita que a partenog\u00eanese, se puder ser regulada, poderia ajudar na pecu\u00e1ria ou na conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies silvestres em risco de extin\u00e7\u00e3o. \u201cOs mam\u00edferos t\u00eam mecanismos que evitam a partenog\u00eanese, como o <em>imprinting<\/em>\u201d, observa. Outra aplica\u00e7\u00e3o seria m\u00e9dica, j\u00e1 que muta\u00e7\u00f5es nesse gene poderiam fazer os \u00f3vulos se dividir sem controle, originando tumores.<\/p>\n<p>Se avan\u00e7arem, os bi\u00f3logos talvez encontrem respostas novas para duas perguntas b\u00e1sicas da biologia. A primeira: para que serve o sexo? A outra: qual a vantagem da reprodu\u00e7\u00e3o sexuada? Segundo Santos, a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada exige que dois organismos se encontrem para formar filhotes, enquanto na partenog\u00eanese apenas um organismo j\u00e1 \u00e9 o bastante para gerar outro. E nem sempre a variabilidade gen\u00e9tica trazida pela reprodu\u00e7\u00e3o sexuada \u00e9 ben\u00e9fica para as esp\u00e9cies, argumentam os bi\u00f3logos.<\/p>\n<p>\u201cA reprodu\u00e7\u00e3o sexuada \u00e9 melhor para ambientes em transforma\u00e7\u00e3o, com alto risco de preda\u00e7\u00e3o e doen\u00e7as, mas \u00e9 ruim em ambientes est\u00e1veis e popula\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis, pois um indiv\u00edduo bem adaptado pode formar filhotes mal adaptados\u201d, diz ele. \u201cEm ambientes est\u00e1veis, a reprodu\u00e7\u00e3o clonal, como se faz com animais de cria\u00e7\u00e3o e plantas, resultando em filhotes com rendimento \u00f3timo, \u00e9 a mais indicada.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os Projetos<\/strong><\/p>\n<p>1 Sistem\u00e1tica e evolu\u00e7\u00e3o da herpetofauna neotropical \u2013 n\u00ba 2003\/10335-8<br \/>\n2 Diversidade gen\u00e9tica em esp\u00e9cies unissexuais e bissexuais de Cnemidophorus do grupo Ocellifer (Teiinae) e caracteriza\u00e7\u00e3o estrutural da prote\u00edna Mos nos Squamata \u2013 n\u00ba 2008\/56444-6<br \/>\n3 Estudos citogen\u00e9ticos e moleculares em lagartos microte\u00eddeos (Squamata, Gymnophthalmidae) com \u00eanfase em esp\u00e9cies<br \/>\ndo g\u00eanero Leposoma das florestas amaz\u00f4nica e atl\u00e2ntica \u2013 n\u00ba 1998\/05289-7<\/p>\n<p><strong>Modalidade<\/strong><\/p>\n<p>1 Projeto Tem\u00e1tico<br \/>\n2 e 3 Bolsa de P\u00f3s-doutorado<br \/>\nCoordenadores<br \/>\n1 Miguel Trefaut Rodrigues \u2013 USP<br \/>\n2 Rodrigo Marques Lima dos Santos \u2013 USP<br \/>\n3 Katia Cristina Machado Pellegrino \u2013 Unifesp<\/p>\n<p><strong>Investimento<br \/>\n<\/strong><br \/>\n1 R$ 975.589,35<br \/>\n2 R$ 277.872,66<br \/>\n3 R$ 37.720,00<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre lagartos, nem sempre o macho \u00e9 necess\u00e1rio para reprodu\u00e7\u00e3o Revista Pesquisa FAPESP em Julho de 2012 \u201cSe Deus existe e tem sexo, certamente \u00e9 mulher\u201d, diz o bi\u00f3logo Rodrigo&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,179],"tags":[],"class_list":["post-4711","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnbio","category-1163","category-179","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.0 - 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