{"id":25919,"date":"2022-03-18T14:28:05","date_gmt":"2022-03-18T14:28:05","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.br\/?p=25330"},"modified":"2022-03-18T14:28:05","modified_gmt":"2022-03-18T14:28:05","slug":"a-cura-pela-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/a-cura-pela-inovacao\/","title":{"rendered":"A cura pela inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>[av_one_full first min_height=&#8221; vertical_alignment=&#8217;av-align-top&#8217; space=&#8221; row_boxshadow=&#8221; row_boxshadow_color=&#8221; row_boxshadow_width=&#8217;10&#8217; custom_margin=&#8221; margin=&#8217;0px&#8217; mobile_breaking=&#8221; mobile_column_order=&#8221; min_col_height=&#8221; padding=&#8221; svg_div_top=&#8221; svg_div_top_color=&#8217;#333333&#8242; svg_div_top_width=&#8217;100&#8242; svg_div_top_height=&#8217;50&#8217; svg_div_top_max_height=&#8217;none&#8217; svg_div_top_flip=&#8221; svg_div_top_invert=&#8221; svg_div_top_front=&#8221; svg_div_top_opacity=&#8221; svg_div_top_preview=&#8221; svg_div_bottom=&#8221; svg_div_bottom_color=&#8217;#333333&#8242; svg_div_bottom_width=&#8217;100&#8242; svg_div_bottom_height=&#8217;50&#8217; svg_div_bottom_max_height=&#8217;none&#8217; svg_div_bottom_flip=&#8221; svg_div_bottom_invert=&#8221; svg_div_bottom_front=&#8221; svg_div_bottom_opacity=&#8221; svg_div_bottom_preview=&#8221; border=&#8221; border_style=&#8217;solid&#8217; border_color=&#8221; radius=&#8221; column_boxshadow=&#8221; column_boxshadow_color=&#8221; column_boxshadow_width=&#8217;10&#8217; background=&#8217;bg_color&#8217; background_color=&#8221; background_gradient_direction=&#8217;vertical&#8217; background_gradient_color1=&#8217;#000000&#8242; background_gradient_color2=&#8217;#ffffff&#8217; background_gradient_color3=&#8221; src=&#8221; background_position=&#8217;top left&#8217; background_repeat=&#8217;no-repeat&#8217; highlight=&#8221; highlight_size=&#8221; animation=&#8221; link=&#8221; linktarget=&#8221; link_hover=&#8221; title_attr=&#8221; alt_attr=&#8221; mobile_display=&#8221; mobile_col_pos=&#8217;0&#8242; id=&#8221; custom_class=&#8221; template_class=&#8221; aria_label=&#8221; av_uid=&#8221; sc_version=&#8217;1.0&#8242;]<\/p>\n<p>[av_textblock textblock_styling_align=&#8221; textblock_styling=&#8221; textblock_styling_gap=&#8221; textblock_styling_mobile=&#8221; size=&#8221; av-medium-font-size=&#8221; av-small-font-size=&#8221; av-mini-font-size=&#8221; font_color=&#8221; color=&#8221; id=&#8221; custom_class=&#8221; template_class=&#8221; av_uid=&#8217;av-l0willt9&#8242; sc_version=&#8217;1.0&#8242; admin_preview_bg=&#8221;]<br \/>\n2\/3\/2022, <a href=\"https:\/\/monitoring.knewin.com\/verNoticia.aspx?q=c9ToNBcTtqvukalwF54VW-UmABRMWLk70\">Revista Exame<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prestes a completar 50 anos, a farmac\u00eautica Eurofarma ergueu uma esp\u00e9cie de playground para pesquisadores dos f\u00e1rmacos do futuro. Inaugurado em 2020, o centro de inova\u00e7\u00e3o Eurolab \u00e9 um espa\u00e7o com seis laborat\u00f3rios espalhados por 21. 000 metros quadrados nos arredores da sede da farmac\u00eautica, em Itapevi, na Grande S\u00e3o Paulo. Mais de 120 aparelhos de alt\u00edssima gera\u00e7\u00e3o analisam a intera\u00e7\u00e3o entre subst\u00e2ncias qu\u00edmicas. Uma mini f\u00e1brica \u00e9 capaz de produzir rem\u00e9dios partindo de estudos conduzidos ali. Tudo isso faz parte de um plano ambicioso da farmac\u00eautica de deixar para tr\u00e1s a voca\u00e7\u00e3o de s\u00f3 produzir gen\u00e9ricos e virar uma refer\u00eancia global em inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para isso, aportou 1, 5 bilh\u00e3o de reais em pesquisas nos \u00faltimos seis anos &#8211; 23% dessa quantia s\u00f3 em 2021. O Eurolab est\u00e1 no centro da estrat\u00e9gia. &#8216;Por defini\u00e7\u00e3o, uma empresa farmac\u00eautica descobre novas drogas&#8217;, diz Maurizio Billi, presidente da Eurofarma. &#8216;Queremos um dia descobrir algo capaz de mudar a vida das pessoas. &#8216;<\/p>\n<p>O caminho at\u00e9 l\u00e1 traz desafios \u00e0 Eurofarma. Criar rem\u00e9dios envolve investimentos arriscados e de longo prazo. O intervalo entre a descoberta de uma mol\u00e9cula com potencial terap\u00eautico e a chegada de um rem\u00e9dio com essa part\u00edcula \u00e0s prateleiras das farm\u00e1cias pode levar 15 anos. Muitas pesquisas simplesmente param na metade, sem resultados concretos. Em raz\u00e3o das incertezas, um investimento parrudo em inova\u00e7\u00e3o depende sobretudo de uma expans\u00e3o acelerada nos neg\u00f3cios. S\u00f3 assim uma farmac\u00eautica ter\u00e1 um colch\u00e3o financeiro capaz de suportar eventuais fracassos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, a Eurofarma est\u00e1 no momento ideal para a inova\u00e7\u00e3o radical. A receita anual da empresa cresceu perto de 20% na pandemia. A receita l\u00edquida dos 12 meses entre outubro de 2020 e setembro de 2021 foi de 6, 7 bilh\u00f5es de reais. Hoje em dia, 30% das vendas v\u00eam de f\u00e1rmacos criados nos \u00faltimos anos. Daqui para a frente, a vontade \u00e9 faturar mais em cima de rem\u00e9dios novos. A Eurofarma tem 240 projetos de rem\u00e9dios em desenvolvimento, dos quais 40% envolvem inova\u00e7\u00e3o incremental ou radical. A primeira cria melhorias em rem\u00e9dios j\u00e1 em circula\u00e7\u00e3o (reduzir os efeitos colaterais, por exemplo). A segunda descobre mol\u00e9culas para criar medicamentos do zero &#8211; e \u00e9 o centro das aten\u00e7\u00f5es da Eurofarma. A ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 virar refer\u00eancia mundial em antibi\u00f3ticos, em analg\u00e9sicos e em f\u00e1rmacos contra doen\u00e7as infecciosas. H\u00e1 alguns meses, a farmac\u00eautica bateu a marca de 1. 000 mol\u00e9culas criadas, das quais 350 j\u00e1 foram patenteadas. Algumas devem ser testadas com humanos em 2024 e, se tudo der certo, estar\u00e3o \u00e0 venda em oito anos. &#8216;Como a inova\u00e7\u00e3o radical \u00e9 a mais demorada, preciso ir criando outros produtos para sair da armadilha dos gen\u00e9ricos&#8217;, diz Martha Penna, l\u00edder de inova\u00e7\u00e3o da Eurofarma.<\/p>\n<p>O momento da ind\u00fastria farmac\u00eautica \u00e9 prop\u00edcio para empreitadas de f\u00f4lego como a da Eurofarma. Novos tratamentos m\u00e9dicos e, mais recentemente, a pandemia, elevaram a demanda por rem\u00e9dios e garantiram receitas recordes. Em 2020, o setor faturou 129 bilh\u00f5es de reais no Brasil, alta de 26% sobre 2018. Em meio \u00e0 incerteza sobre o PIB brasileiro prevista para os pr\u00f3ximos anos, o setor dever\u00e1 crescer 9, 5% em m\u00e9dia at\u00e9 2025, quando as receitas devem bater 200 bilh\u00f5es de reais. No consolidado da Am\u00e9rica Latina a expans\u00e3o ser\u00e1 de 12% ao ano, nas contas da consultoria americana em sa\u00fade IQVIA &#8211; ser\u00e1 a maior expans\u00e3o entre todas as regi\u00f5es do mundo. Tudo isso motivado por fatores como o envelhecimento r\u00e1pido da popula\u00e7\u00e3o, a ades\u00e3o a novos h\u00e1bitos de consumo e a recupera\u00e7\u00e3o das economias p\u00f3s-covid.<\/p>\n<p>As farmac\u00eauticas do Brasil poderiam estar numa condi\u00e7\u00e3o ainda melhor se tivessem aberto os olhos para a inova\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais tempo. Em 2021, 64% dos rem\u00e9dios vendidos por aqui vieram de laborat\u00f3rios com capital nacional. Essas vendas, contudo, s\u00f3 geraram 50% do valor transacionado pelo setor. Por tr\u00e1s do descompasso est\u00e1 a propens\u00e3o das farmac\u00eauticas brasileiras a fabricar gen\u00e9ricos, um mercado explorado por muitos concorrentes. Ap\u00f3s duas d\u00e9cadas da legisla\u00e7\u00e3o criadora desse mercado no Brasil, as chances de uma fabricante de gen\u00e9ricos ter um diferencial no mercado ficaram muito pequenas &#8211; ganha mercado quem reduz mais o pre\u00e7o. &#8216;O mercado tende a ficar mais comoditizado, o que impacta as margens dessas empresas&#8217;, diz Filipe Mesquita, s\u00f3cio da consultoria Boston Consulting Group, focada em neg\u00f3cios de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, as farmas nacionais entenderam a import\u00e2ncia da inova\u00e7\u00e3o. &#8216;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de c\u00f3pias que elas v\u00e3o sobreviver&#8217;, diz Nelson Mussolini, presidente do Sindusfarma, sindicato do setor. N\u00e3o \u00e0 toa, as farmac\u00eauticas investiram um recorde de 1 bilh\u00e3o de reais em 2021 em inova\u00e7\u00e3o, segundo o Grupo FarmaBrasil, formado por 13 laborat\u00f3rios brasileiros. S\u00f3 a Hypera investiu 350 milh\u00f5es de reais em inova\u00e7\u00e3o em 2020, com foco principal em melhorias incrementais em marcas consagradas, como a Neosaldina. A tend\u00eancia foi acelerada por percal\u00e7os na resposta brasileira \u00e0 pandemia. &#8216;N\u00e3o tivemos, por exemplo, a capacidade de desenvolver um f\u00e1rmaco para o tratamento da covid&#8217;, diz Roberto Amazonas, diretor de inova\u00e7\u00e3o da farmac\u00eautica EMS.<\/p>\n<p>A conex\u00e3o com universidades \u00e9 parte importante na inova\u00e7\u00e3o das farmac\u00eauticas. O modelo \u00e9 usado com for\u00e7a pelos maiores laborat\u00f3rios do mundo. \u00c0 presen\u00e7a de acad\u00eamicos de universidades de ponta, como a inglesa Oxford, foi vital para o\u00a0<b>laborat\u00f3rio<\/b>\u00a0AstraZeneca chegar a uma vacina contra o v\u00edrus da covid-19. &#8216;A associa\u00e7\u00e3o barateia a pesquisa de novos medicamentos&#8217;, diz Humberto Ferraz, diretor da Faculdade de Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas da Universidade de S\u00e3o Paulo. &#8216;Temos bons projetos nas universidades brasileiras. &#8216; Iniciativa privada e academia ainda falam l\u00ednguas muito diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui e ali, no entanto, h\u00e1 boas not\u00edcias. Talvez o melhor exemplo disso venha do\u00a0<b>Centro Nacional de Pesquisa em Energia\u00a0e Materiais<\/b>, ou\u00a0<b>CNPEM<\/b>, mantenedor do\u00a0<b>Sirius<\/b>, um dos aceleradores de part\u00edculas mais modernos do mundo, instalado em Campinas, no interior paulista. Aceleradores s\u00e3o locais ideais para a inova\u00e7\u00e3o radical &#8211; somente ali \u00e9 poss\u00edvel enxergar prote\u00ednas e mol\u00e9culas de forma precisa, e entender melhor sua intera\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 vital para saber se um f\u00e1rmaco tem potencial ou n\u00e3o. O\u00a0<b>CNPEM<\/b>\u00a0tem 12 parcerias com farmac\u00eauticas, metade firmada de 2020 para c\u00e1. &#8216;Recebo empresas interessadas em inovar uma vez a cada 15 dias&#8217;, diz\u00a0<b>Kleber Franchini<\/b>, diretor da divis\u00e3o de bioci\u00eancias do\u00a0<b>CNPEM<\/b>. No fim de 2021, essas parcerias ganharam um refor\u00e7o extra. A\u00a0<b>Embrapii<\/b>, uma empresa p\u00fablica dedicada a deslanchar projetos inovadores com a participa\u00e7\u00e3o do governo, de universidades e de empresas, destinou 20 milh\u00f5es de reais para pesquisas com f\u00e1rmacos.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o com a academia virou estrat\u00e9gia de alguns laborat\u00f3rios brasileiros. \u00c9 o caso da paulistana Biolab, fabricante do Vonau Flash, um medicamento para enjoo desenvolvido com a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). As vendas do rem\u00e9dio j\u00e1 renderam 24 milh\u00f5es de reais em royalties para a universidade. Com receita de 2, 2 bilh\u00f5es de reais em 2021, a Biolab investe 8% da receita em inova\u00e7\u00e3o, tem 400 patentes e 250 projetos em andamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em breve, o\u00a0<b>laborat\u00f3rio<\/b> deve lan\u00e7ar o dapaconazol, um antif\u00fangico 100% criado no Brasil ap\u00f3s dez anos de pesquisa. A paranaense Prati-Donaduzzi fechou parceria com a USP para estudos com o canabidiol, um extrato da planta cannabis. &#8216;Estamos desenvolvendo o canabidiol sint\u00e9tico para reduzir o custo do medicamento&#8217;, diz Eder Fernando Maffissoni, presidente da Prati.<\/p>\n<p>A inova\u00e7\u00e3o nas farmac\u00eauticas brasileiras passa tamb\u00e9m por aproveitar recursos da natureza. O pioneiro \u00e9 o Ach\u00e9, dono de pesquisas com a biodiversidade nacional h\u00e1 pelo menos 15 anos. &#8216;Acreditamos no potencial delas, dada a relev\u00e2ncia do Brasil. Temos 20% da biodiversidade do planeta&#8217;, diz V\u00e2nia Machado, presidente do Ach\u00e9. Desde 2005, o\u00a0<b>laborat\u00f3rio<\/b> vende o Acheflan, um anti-inflamat\u00f3rio fitoter\u00e1pico \u00e0 base da erva-baleeira, planta nativa da Mata Atl\u00e2ntica. Agora est\u00e1 nos finalmente de um estudo com uma mol\u00e9cula oriunda da natureza brasileira capaz de combater o vitiligo, doen\u00e7a causadora de manchas na pele. O plano \u00e9 lan\u00e7ar o medicamento em 2026 e chegar at\u00e9 6 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em vendas no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ach\u00e9 tem 180 projetos de f\u00e1rmacos, sendo 13 de desenvolvimento de part\u00edculas do zero &#8211; oito delas extra\u00eddas da natureza. Tudo isso elevou o investimento em inova\u00e7\u00e3o. Em 2021, o Ach\u00e9 aplicou 155 milh\u00f5es de reais no tema, quase duas vezes e meia o patamar de 2015. Para este ano, a meta \u00e9 aportar 200 milh\u00f5es de reais. &#8216;Isso oxigena um ecossistema de empresas, parceiros e universidades, criando uma espiral positiva&#8217;, diz Edson Bernes Junior, diretor de inova\u00e7\u00e3o do Ach\u00e9. Que o diga a startup paulistana Regenera, especializada em pesquisas com mais de 1. 500 bact\u00e9rias marinhas, e com grandes clientes, como a Eurofarma. &#8216;Queremos transformar em inova\u00e7\u00e3o o que est\u00e1 no fundo do mar&#8217;, afirma M\u00e1rio Frota J\u00fanior, doutor em bioqu\u00edmica e fundador da Regenera.<\/p>\n<p>Os medicamentos biol\u00f3gicos, feitos de organismos vivos, como c\u00e9lulas e bact\u00e9rias, est\u00e3o no centro da estrat\u00e9gia da farmac\u00eautica paulista Blau, um neg\u00f3cio com receitas anuais na casa de 1, 3 bilh\u00e3o de reais. Esse nicho respondeu por 47% da receita da empresa entre janeiro e setembro de 2021. A empresa est\u00e1 prestes a redobrar a aposta nos biol\u00f3gicos. Recentemente, a Blau investiu 200 milh\u00f5es de reais numa planta para insumos farmac\u00eauticos ativos, os IFAs, uma esp\u00e9cie de &#8216;ber\u00e7\u00e1rio de f\u00e1rmacos&#8217; s\u00f3 com part\u00edculas biotecnol\u00f3gicas. &#8216;Isso est\u00e1 ligado \u00e0 miss\u00e3o de aumentar o acesso a medicamentos de alto custo e alta complexidade&#8217;, diz Marcelo Hahn, presidente da Blau. Na paulistana Libbs, o nicho serviu de pretexto para um aporte de 553 milh\u00f5es de reais numa f\u00e1brica de biotecnologia voltada para a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos monoclonais, um medicamento biol\u00f3gico \u00e0 base de clones de c\u00e9lulas-tronco para o tratamento de alguns tipos de c\u00e2ncer. Eles responderam a 10% dos 2 bilh\u00f5es de reais faturados pela empresa em 2021. Outra empresa focada em biomedicamentos \u00e9 a Bionovis, uma joint venture entre Ach\u00e9, EMS, Hypera e Uni\u00e3o Qu\u00edmica. J\u00e1 a Crist\u00e1lia tem parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz para a produ\u00e7\u00e3o de IFAs em sua planta de biotecnologia, al\u00e9m de 14 projetos de inova\u00e7\u00e3o em desenvolvimento.<\/p>\n<p>A inova\u00e7\u00e3o est\u00e1 por tr\u00e1s da ambi\u00e7\u00e3o global das farmac\u00eauticas. A EMS concluiu em 2021 um investimento de 1 bilh\u00e3o de reais para expandir a capacidade produtiva a mais de 1 bilh\u00e3o de caixas de medicamentos por ano. Com receita de 18, 1 bilh\u00f5es de reais em 2021, a empresa exporta para 55 pa\u00edses, \u00e9 dona de uma farmac\u00eautica na S\u00e9rvia, a Galenika, e estuda comprar mais concorrentes no leste europeu. Al\u00e9m disso, quer investir em startups por interm\u00e9dio da Brace Pharma, opera\u00e7\u00e3o de venture capital criada em 2013. Hoje s\u00e3o 11 empresas investidas, com pesquisas para tratamento de c\u00e2ncer e doen\u00e7as gen\u00e9ticas. A EMS tamb\u00e9m \u00e9 dona<\/p>\n<p>de 70% da Vero Biotech, empresa americana dona de uma tecnologia para tratamento de hipertens\u00e3o pulmonar. Em outra frente, aposta em super gen\u00e9ricos &#8211; primeiras vers\u00f5es de um medicamento gen\u00e9rico. A farmac\u00eautica j\u00e1 investiu 50 milh\u00f5es de d\u00f3lares nesse segmento. &#8216;Nossa ideia \u00e9 sermos cada vez mais uma empresa entregando inova\u00e7\u00e3o com alto investimento em todas as frentes&#8217;, afirma Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS.<\/p>\n<p>Ainda que as farmac\u00eauticas brasileiras estejam se mexendo, elas est\u00e3o a anos-luz do investimento em inova\u00e7\u00e3o dos gigantes do setor. Respons\u00e1vel por uma das vacinas contra a covid-19 mais vendidas do mundo, a Pfizer faturou 81 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2021 e investiu 17% desse valor em inova\u00e7\u00e3o. A Roche aportou no tema 24% dos 68, 5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de receita em 2021. &#8216;Existe na ind\u00fastria nacional um movimento para I inovar, mas as empresas brasileiras n\u00e3o s\u00e3o a Pfizer, n\u00e3o est\u00e3o desenvolvendo terapia g\u00eanica&#8217;, diz Felipe Abdo, consultor da Deloitte focado no setor de sa\u00fade. Para chegar um pouco mais perto das big farmas, as farmac\u00eauticas brasileiras pleiteiam um ambiente de neg\u00f3cios mais favor\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pauta est\u00e3o medidas como isen\u00e7\u00e3o de impostos sobre fases de pesquisa cl\u00ednica, quando a viabilidade comercial ainda \u00e9 incerta. H\u00e1 ainda o fato de o pre\u00e7o dos rem\u00e9dios no Brasil ser controlado, e muitas vezes a ind\u00fastria n\u00e3o concorda com o valor estipulado, em especial quando eles trazem alguma inova\u00e7\u00e3o. &#8216;Nosso maior problema \u00e9 a precifica\u00e7\u00e3o. J\u00e1 chegamos a abandonar um projeto de medicamento desenvolvido com inova\u00e7\u00e3o incremental por causa do pre\u00e7o estipulado. \u00c9 um desest\u00edmulo tremendo&#8217;, diz Cleiton de Castro Marques, presidente da Biolab. Os sucessivos cortes nos recursos federais destinados \u00e0 pesquisa tamb\u00e9m tornam o ambiente brasileiro hostil \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. &#8216;Temos a chance de ter mais um setor de classe mundial na ind\u00fastria brasileira, assim como \u00e9 com o agroneg\u00f3cio. A ind\u00fastria farmac\u00eautica est\u00e1 em modo de decolagem, precisa apenas do essencial: seguran\u00e7a jur\u00eddica, previsibilidade e pol\u00edticas de estado&#8217;, diz Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil. A ind\u00fastria farmac\u00eautica j\u00e1 percebeu a import\u00e2ncia de inovar. Se o pa\u00eds valorizar as boas ideias vindas dali, tanto melhor.<\/p>\n<p>[\/av_textblock]<\/p>\n<p>[\/av_one_full]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[av_one_full first min_height=&#8221; vertical_alignment=&#8217;av-align-top&#8217; space=&#8221; row_boxshadow=&#8221; row_boxshadow_color=&#8221; row_boxshadow_width=&#8217;10&#8217; custom_margin=&#8221; margin=&#8217;0px&#8217; mobile_breaking=&#8221; mobile_column_order=&#8221; min_col_height=&#8221; padding=&#8221; svg_div_top=&#8221; svg_div_top_color=&#8217;#333333&#8242; svg_div_top_width=&#8217;100&#8242; svg_div_top_height=&#8217;50&#8217; svg_div_top_max_height=&#8217;none&#8217; svg_div_top_flip=&#8221; svg_div_top_invert=&#8221; svg_div_top_front=&#8221; svg_div_top_opacity=&#8221; svg_div_top_preview=&#8221; svg_div_bottom=&#8221; svg_div_bottom_color=&#8217;#333333&#8242; svg_div_bottom_width=&#8217;100&#8242; svg_div_bottom_height=&#8217;50&#8217; svg_div_bottom_max_height=&#8217;none&#8217; svg_div_bottom_flip=&#8221;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,179],"tags":[],"class_list":["post-25919","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-clipping-lnbio","category-1163","category-179","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A cura pela inova\u00e7\u00e3o - CNPEM<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/cnpem.br\/a-cura-pela-inovacao\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A cura pela inova\u00e7\u00e3o - CNPEM\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"[av_one_full first min_height=&#8221; 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