{"id":22369,"date":"2020-05-29T05:07:09","date_gmt":"2020-05-29T05:07:09","guid":{"rendered":"https:\/\/cnpem.staging.wpengine.com\/?p=22369"},"modified":"2022-01-21T15:31:37","modified_gmt":"2022-01-21T18:31:37","slug":"corrida-pela-cura-da-covid-19-ja-sao-182-remedios-e-99-vacinas-em-teste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cnpem.br\/en\/corrida-pela-cura-da-covid-19-ja-sao-182-remedios-e-99-vacinas-em-teste\/","title":{"rendered":"Corrida pela cura da covid-19: j\u00e1 s\u00e3o 182 rem\u00e9dios e 99 vacinas em teste"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/revista-exame\/a-corrida-pela-cura\/\">Revista Exame<\/a>, em 07\/05\/20<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<header class=\"article-header\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Enquanto uma vacina n\u00e3o \u00e9 desenvolvida, a busca por um rem\u00e9dio ainda \u00e9 a maior esperan\u00e7a para evitar que a pandemia fa\u00e7a mais v\u00edtimas<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-9\">\n<div class=\"article-author\">\n<div class=\"article-author-name\">Por\u00a0<strong>Filipe Serrano, Lucas Agrela, Mariana Desid\u00e9rio e Rodrigo Caetano<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"article-date\">Publicado em: 07\/05\/2020 \u00e0s 05h30 &#8211; Alterado em: 09\/05\/2020 \u00e0s 09h59<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<section><\/section>\n<section class=\"article-content\">\n<div class=\"featured-image\">\n<div class=\"image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"abril-image optimized lazyloaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_abre.png?w=1200&#038;ssl=1\" sizes=\"(min-width: 991px) 680px, (max-width: 420px) 420px, (max-width: 360px) 360px, \" srcset=\"https:\/\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_abre.png?quality=70&amp;strip=info&amp;resize=680,453 680w, https:\/\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_abre.png?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=420,280 420w, https:\/\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_abre.png?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=360,240 360w, \" alt=\"1209_Cura_abre\" data-src=\"https:\/\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_abre.png\" data-srcset=\"https:\/\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_abre.png?quality=70&amp;strip=info&amp;resize=680,453 680w, https:\/\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_abre.png?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=420,280 420w, https:\/\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_abre.png?quality=70&amp;strip=all&amp;resize=360,240 360w, \" data-pin-nopin=\"false\" \/><\/div>\n<p class=\"caption\">\u00a0(Ilustra\u00e7\u00e3o Guilherme Henrique\/EXAME)<\/p>\n<\/div>\n<p>Pouca gente deu import\u00e2ncia quando um grupo de 23 cientistas dos Estados Unidos publicou um artigo na revista cient\u00edfica Science Translational Medicine em junho de 2017. A pesquisa descrevia pela primeira vez a a\u00e7\u00e3o de um novo medicamento, com o nome de GS-5734, contra doen\u00e7as como a sars (s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave) e a mers (s\u00edndrome respirat\u00f3ria do Oriente M\u00e9dio). O rem\u00e9dio, tamb\u00e9m chamado de\u00a0remdesivir\u00a0e criado pela farmac\u00eautica Gilead, era estudado para o tratamento de ebola desde 2013. E os pesquisadores suspeitaram que ele poderia controlar as infec\u00e7\u00f5es de\u00a0coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Quase prevendo o que aconteceria em 2020, os cientistas conclu\u00edram: \u201cNosso trabalho fornece evid\u00eancias de que o GS-5734 pode evitar que pacientes infectados por coronav\u00edrus evo\u00adluam para uma doen\u00ad\u00e7a mais grave (\u2026) e de que sua a\u00e7\u00e3o pode ser valiosa quando um novo coronav\u00edrus surgir no futuro\u201d. O virologista Robert Jordan, um dos principais autores da pesquisa, se recorda. \u201cNossa motiva\u00e7\u00e3o era a mers, porque a doen\u00e7a ainda estava ativa na Ar\u00e1bia Saudita. Mas observamos a atividade do remdesivir em diferentes coronav\u00edrus. \u00c9 \u00f3timo que isso tenha ajudado nas pesquisas da covid-19\u201d, diz o pesquisador, que foi diretor de biologia da Gilead de 2011 a 2018.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a pesquisas como essa, o remdesivir tornou-se um dos rem\u00e9dios de maior potencial contra a covid-19. No dia 1o de maio, a FDA, ag\u00eancia americana que regula o uso de medicamentos, deu autoriza\u00e7\u00e3o para que ele seja usado em car\u00e1ter emergencial. Desde que o surto come\u00e7ou, \u00e9 a primeira vez que uma droga recebe o sinal verde. A decis\u00e3o foi tomada depois que surgiram novas evid\u00eancias sobre o remdesivir.<\/p>\n<p>Em uma pesquisa com mais de 1.000 pacientes nos Estados Unidos, o rem\u00e9dio reduziu o tempo m\u00e9dio de interna\u00e7\u00e3o de 15 para 11 dias. A mortalidade caiu de 11% para 8%, uma diferen\u00e7a pequena estatisticamente. Novos estudos devem dar mais clareza. Ao todo, mais de 7.500 pacientes em 450 hospitais participam de ensaios com o medicamento. Como tudo na ci\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel que a conclus\u00e3o seja que ele n\u00e3o \u00e9 eficaz contra a covid-19. Num estudo com 237 pacientes em Wuhan, na China, o remdesivir n\u00e3o alterou a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Mas as not\u00edcias recentes j\u00e1 foram suficientes para dar esperan\u00e7as. O \u00edndice Dow Jones subiu 2,2% em 29 de abril com os novos resultados sobre o remdesivir.<\/p>\n<div class=\"ad-content\">\n<div id=\"abrAD_dyn_rectangle1\" class=\"appear\" data-appear-top-offset=\"300\" data-google-query-id=\"CMTm6PSl2OkCFfEFuQYd66EPLQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/9287\/exame\/revista-exame_6__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura2.png?w=1200&#038;ssl=1\" alt=\"\"   border=\"0\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pesquisador da farmac\u00eautica Gilead, nos Estados Unidos: os estudos com o remdesivir mostraram-se promissores contra a covid-19 | David Paul Morris\/Bloomberg\/Getty images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Enquanto uma vacina n\u00e3o \u00e9 desenvolvida, encontrar um rem\u00e9dio \u00e9 a maior esperan\u00e7a para reduzir a mortalidade e acelerar o tratamento. \u00c9 uma corrida contra o rel\u00f3gio. O desenvolvimento de um rem\u00e9dio do zero pode levar at\u00e9 20 anos. Por isso, boa parte das pesquisas tem se debru\u00e7ado sobre drogas j\u00e1 existentes. S\u00e3o 182 medicamentos e 99 vacinas sendo estudados no mundo. A lista inclui antivirais \u2014 que, assim como o remdesivir, inibem a reprodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus \u2014, al\u00e9m de corticoides, antibi\u00f3ticos e imunomoduladores, que ajudam a equilibrar a resposta do sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Esses rem\u00e9dios s\u00e3o importantes porque, na maioria dos casos, o paciente morre n\u00e3o por causa do v\u00edrus, mas em raz\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o agressiva das c\u00e9lulas para combat\u00ea-lo, um processo conhecido como \u201ctempestade de citocina\u201d. Ao todo, mais de 1.400 testes cl\u00ednicos est\u00e3o em andamento. \u201c\u00c9 um esfor\u00e7o sem precedentes\u201d, diz James Cutrell, professor na Universidade do Texas e autor de um estudo que analisa as pesquisas de medicamentos contra a covid-19. \u201cOs \u00adresultados s\u00e3o encorajadores, mas o remdesivir dificilmente ser\u00e1 uma bala de prata. Precisamos identificar outras terapias.\u201d<\/p>\n<p>Um dos principais exemplos dos esfor\u00e7os cient\u00edficos \u00e9 o ensaio cl\u00ednico internacional Solidarity, capitaneado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. O estudo tem o objetivo de testar quatro rem\u00e9dios no tratamento de pacientes em est\u00e1gio grave. Al\u00e9m do remdesivir, est\u00e3o nesse grupo a cloroquina e a hidroxicloroquina (usadas contra a mal\u00e1ria e outras doen\u00e7as) e a combina\u00e7\u00e3o entre o lopinavir e o ritonavir (contra o HIV). Uma quarta vertente estuda a mesma combina\u00e7\u00e3o (lopinavir e ritonavir) associada ao interferon-beta, usado no tratamento de esclerose m\u00faltipla.<\/p>\n<p>Com participa\u00e7\u00e3o de Fran\u00e7a, Su\u00ed\u00e7a, Espanha, Noruega, Canad\u00e1, Ir\u00e3, \u00c1frica do Sul, Argentina e Brasil, o estudo pretende chegar a 10.000 pacientes. No Brasil, a iniciativa \u00e9 liderada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e pela Fiocruz e pode envolver 1.500 pacientes \u2014 por enquanto s\u00e3o cerca de 100. \u201cH\u00e1 muita ansiedade para encontrar uma resposta e isso leva a uma supervaloriza\u00e7\u00e3o de dados preliminares. A \u00fanica forma de resposta \u00e9 com um estudo cl\u00ednico robusto\u201d, diz Estev\u00e3o Portela Nunes, vice-diretor do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz e pesquisador principal do Solidarity no Brasil. Se tudo caminhar bem, a pesquisa da OMS dever\u00e1 dar respostas mais consistentes sobre os medicamentos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_quadro1.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_quadro1-1.png?w=1200&#038;ssl=1\" alt=\"\"   border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p>Das drogas pesquisadas, nenhuma causou tanta pol\u00eamica quanto a cloroquina. Criada h\u00e1 cerca de 90 anos, ela se mostrou eficaz contra doen\u00e7as como mal\u00e1ria, l\u00fapus e artrite reumatoide. A hidroxicloroquina \u00e9 uma vers\u00e3o menos t\u00f3xica. O principal efeito colateral \u00e9 o risco de arritmia card\u00eda\u00adca. Ainda n\u00e3o se sabe exatamente como a droga age contra a covid-19. Entre as hip\u00f3teses levantadas est\u00e3o a de que ela altere o pH da c\u00e9lula, inibindo a replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, e a de que ajude a reduzir a resposta inflamat\u00f3ria. Na pandemia, seu uso ganhou contornos pol\u00edticos. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump defendeu o rem\u00e9dio, mesmo sem a comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Foi seguido por Jair Bolsonaro no Brasil. As declara\u00e7\u00f5es fizeram explodir as buscas pela droga na internet e levaram a uma corrida \u00e0s farm\u00e1cias. Em alguns pa\u00edses, o uso indevido causou intoxica\u00e7\u00e3o e mortes.<\/p>\n<p>Pesquisas na Fran\u00e7a apresentaram resultados positivos sobre a cloroquina, mas tiveram a metodologia questionada. No Brasil, um estudo da Fiocruz em Manaus foi encerrado depois que 11 pacientes morreram ao tomar doses altas. O objetivo era comparar os efeitos de doses baixas e altas em pacientes graves. \u201cUsamos a maior dose segura, mas o rem\u00e9dio levou a um aumento da arritmia maior do que se esperava\u201d, diz o m\u00e9dico infectologista Marcus de Lacerda, um dos envolvidos no estudo.<\/p>\n<p>Um estudo da Prevent Senior foi suspenso por inconsist\u00eancias entre a data do in\u00edcio do tratamento e a do pedido de autoriza\u00e7\u00e3o. A operadora de sa\u00fade diz que divulgou os dados observados em seus benefici\u00e1rios e que houve erro ao associ\u00e1-los \u00e0 pesquisa. A empresa enviou esclarecimentos ao governo. A pesquisa foi suspensa. \u201cFoi apresentada uma pesquisa preliminar como sendo um estudo cient\u00edfico\u201d, diz Jorge Venancio, coordenador da Comiss\u00e3o Nacional de \u00c9tica em Pesquisa (Conep). \u201cOs dados podem ser v\u00e1lidos, mas o trabalho n\u00e3o \u00e9 o que a empresa diz.\u201d<\/p>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_quadro2.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_quadro2-1.png?w=1200&#038;ssl=1\" alt=\"\"   border=\"0\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Guilherme Henrique<\/figcaption><\/figure>\n<p>At\u00e9 o in\u00edcio de maio, havia 199 pesquisas relacionadas ao novo coronav\u00edrus no Brasil. Um grupo de hospitais, entre eles Albert Einstein, HCor e S\u00edrio-Liban\u00eas, realiza dois estudos para testar a hidroxicloroquina em diversos est\u00e1gios da doen\u00e7a. O primeiro, com 1.050 pacientes, \u00e9 focado em pacientes em estado moderado ou grave e usa tamb\u00e9m o antibi\u00f3tico azitromicina. O segundo, com 1.300 pacientes, estuda a efic\u00e1cia apenas da hidroxicloroquina nos casos leves.<\/p>\n<p>Um dos objetivos \u00e9 entender se o medicamento ajuda a evitar a interna\u00e7\u00e3o, importante em um contexto de falta de leitos. Os estudos usam medicamentos doados pela farmac\u00eautica EMS, que dobrou a produ\u00e7\u00e3o do rem\u00e9dio. \u201cA vantagem de usar uma droga existente \u00e9 que conhecemos melhor o rem\u00e9dio e ganhamos tempo\u201d, diz Roberto Amazonas, diretor m\u00e9dico-cient\u00edfico da EMS. O n\u00famero de ensaios \u00e9 grande, mas os resultados finais podem demorar. \u201cInfelizmente, o tempo da ci\u00eancia \u00e9 lento\u201d, diz Caio Gon\u00e7alves de Souza, gerente m\u00e9dico da Apsen, farmac\u00eautica nacional que produz 95% dos rem\u00e9dios com hidroxicloroquina vendidos no Brasil e j\u00e1 doou o rem\u00e9dio a 30 hospitais.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura3.png?w=1200&#038;ssl=1\" alt=\"\"   border=\"0\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Laborat\u00f3rio da FQM Farmoqu\u00edmica, que produz o rem\u00e9dio Annita: uma das possibilidades no tratamento da doen\u00e7a | Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>O que os cientistas est\u00e3o fazendo \u00e9 tentar encontrar uma mol\u00e9cula capaz de interferir no metabolismo do v\u00edrus. O processo se assemelha \u00e0 montagem de um quebra-cabe\u00e7a. A pe\u00e7a (a mol\u00e9cula) precisa se encaixar perfeitamente ao desenho (o v\u00edrus). A dificuldade \u00e9 que existe um n\u00famero exponencial de mol\u00e9culas e princ\u00edpios ativos. O uso de sistemas computacionais ajuda a reduzir o n\u00famero de hip\u00f3teses (leia mais na p\u00e1g. 84).<\/p>\n<p>Os pesquisadores cruzam os dados das subst\u00e2ncias com as informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas do v\u00edrus. Assim n\u00e3o se perde tempo com op\u00e7\u00f5es furadas. Identificada uma hip\u00f3tese plaus\u00edvel, a subst\u00e2ncia \u00e9 testada em c\u00e9lulas e em animais e, depois, em humanos. \u201cEmbora seja poss\u00edvel acelerar o trabalho com o uso de tecnologia, \u00e9 invi\u00e1vel pular qualquer etapa\u201d, diz Lenio Alvarenga, diretor m\u00e9dico da farmac\u00eautica Roche. A empresa conduz uma pesquisa com um de seus medicamentos, o \u00adActemra, indicado para o tratamento de artrite reumatoide. O estudo encontra-se na terceira fase, de testes com humanos.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura4.png?w=1200&#038;ssl=1\" alt=\"\"   border=\"0\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O pesquisador Marcus Lacerda, da Fiocruz, em Manaus: a pesquisa com a cloroquina mostrou que altas doses do rem\u00e9dio podem causar arritmia elevada e aumento de mortes<\/figcaption><\/figure>\n<p>A procura por alguma droga vai al\u00e9m. O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, ligado ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es, avaliou 2.000 drogas usando intelig\u00eancia artificial em busca de mol\u00e9culas contra o v\u00edrus. Seis mostraram-se promissoras e seguiram para o teste in vitro. Uma apresentou 94% de efic\u00e1cia e agora \u00e9 testada em um grupo de 500 pacientes. O ministro da Ci\u00eancia, Marcos Pontes, divulgou a novidade, mas n\u00e3o disse o nome do rem\u00e9dio para evitar uma corrida \u00e0s farm\u00e1cias.<\/p>\n<p>No dia seguinte, a Anvisa endureceu as regras para a venda de nitazoxanida, usada no rem\u00e9dio Annita, um dos mais vendidos do pa\u00eds. Ele \u00e9 usado no tratamento de v\u00edrus intestinais e protozo\u00e1rios. Ainda que a pesquisa n\u00e3o seja confirmada pelo governo, a farmac\u00eautica FQM Farmoqu\u00edmica, que vende o Annita, realiza um estudo pr\u00f3prio com o princ\u00edpio ativo. Cinquenta pacientes s\u00e3o avaliados. Depois a empresa deve fazer um estudo maior, com 400 pessoas. O objetivo \u00e9 testar a droga em pacientes internados, mas n\u00e3o em estado grave.<\/p>\n<p>Uma hip\u00f3tese \u00e9 que a medica\u00e7\u00e3o interfira na entrada e na replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Outra \u00e9 que ele ajude a controlar a tempestade inflamat\u00f3ria. O rem\u00e9dio tamb\u00e9m \u00e9 estudado no Egito e no M\u00e9xico. A FQM come\u00e7ou a avaliar o medicamento em janeiro, antes de a \u00addoen\u00e7a chegar ao Brasil. \u00c9 um risco que a ind\u00fastria no Brasil deveria correr mais, na vis\u00e3o de Vinicius Blum, gerente executivo da FQM e respons\u00e1vel pela \u00e1rea m\u00e9dica. \u201cNossa ind\u00fastria cresceu em um ambiente baseado na c\u00f3pia. Precisa entender que \u00e9 capaz de solucionar problemas e ter coragem de investir\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Fora do Brasil, outras drogas s\u00e3o avaliadas. No Canad\u00e1, uma pesquisa liderada pela Universidade de British Columbia identificou um antiviral chamado APN01. Em testes in vitro, o APN01 preveniu que o coronav\u00edrus infectasse as c\u00e9lulas. Para Josef Penninger, que liderou a pesquisa, a corrida pelos medicamentos leva a um entusiasmo desmedido. \u201cA porta de entrada do v\u00edrus \u00e9 a enzima receptora ACE-2. Por isso, esse acesso precisa ser bloqueado\u201d, diz o pesquisador.<\/p>\n<p>\u201cNossa droga \u00e9 projetada n\u00e3o apenas para isso mas tamb\u00e9m para proteger pulm\u00e3o, vasos sangu\u00ed\u00adneos e cora\u00e7\u00e3o. Na minha vis\u00e3o, \u00e9 uma abordagem terap\u00eautica mais racional.\u201d Os ensaios agora est\u00e3o em curso com 200 pacientes. Al\u00e9m dessa pesquisa, a su\u00ed\u00e7a Novartis, um dos maiores laborat\u00f3rios do mundo, trabalha em um medicamento contra a covid-19. Chamado Jakavi, ele se baseia na droga ruxolitinibe, usada para o tratamento da mielofibrose, um tumor que afeta a medula \u00f3ssea. O rem\u00e9dio bloqueia a resposta exagerada do sistema imunol\u00f3gico. A droga \u00e9 testada agora em pessoas que tiveram casos severos de pneumonia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_quadro3.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_quadro3-1.png?w=1200&#038;ssl=1\" alt=\"\"   border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uma d\u00favida \u00e9 como as pesquisas v\u00e3o evoluir agora que o n\u00famero de casos vem caindo nos Estados Unidos e na Europa, onde est\u00e1 a maioria dos esfor\u00e7os cient\u00edficos. Se o n\u00famero de pessoas com a doen\u00e7a for baixo, haver\u00e1 um risco de a pesquisa n\u00e3o ir para a frente. O estudo com o remdesivir em Wuhan, por exemplo, tinha como meta 400 participantes, mas acabou restrito a 237 porque a epidemia chegou ao fim na cidade chinesa.<\/p>\n<p>Segundo uma pesquisa do Massachusetts Institute of Technology, a chance de um ensaio cl\u00ednico de um medicamento ter sucesso \u00e9 de apenas 16%. Dos 45 rem\u00e9dios pesquisados contra ebola, sars, mers e zika nos \u00faltimos 20 anos, nenhum mostrou ser efetivo. \u201cPode ser que tudo que estamos estudando agora n\u00e3o tenha utilidade imediata, mas ser\u00e1 \u00fatil para uma pr\u00f3xima epidemia\u201d, diz Marcus de Lacerda, m\u00e9dico infectologista de Manaus. Os estudos sobre o remdesivir e outros medicamentos oferecem uma esperan\u00e7a. Mas o sucesso de uma droga agora seria um ponto fora da curva.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_box.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/exame.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/1209_cura_box-1.png?w=1200&#038;ssl=1\" alt=\"\"   border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Exame, em 07\/05\/20 &nbsp; Enquanto uma vacina n\u00e3o \u00e9 desenvolvida, a busca por um rem\u00e9dio ainda \u00e9 a maior esperan\u00e7a para evitar que a pandemia fa\u00e7a mais v\u00edtimas &nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1163,1227,179],"tags":[],"class_list":["post-22369","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-clipping-cnpem","category-covid","category-clipping-lnbio","category-1163","category-1227","category-179","description-off"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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